Archive for 01/06/11 - 01/07/11

O perispírito kardequiano e os 7 corpos orientais


Segue uma proposta de comparação (‘paralelos’) entre modelos descritivos da estrutura espiritual do homem: os modelos de matizes orientais e modelo kardequiano (oriundo da Codificação Espírita, com ‘complementos’ trazidos posteriormente, principalmente, pelo André Luiz, via Chico Xavier, na série que é iniciada pelo livro ‘Nosso Lar’).

Certamente, tal comparação não possui a MENOR intenção de ‘confronto’, tipo “uma é melhor, ou pior, que a outra”. 

Vejo cada doutrina/religião fornecendo um ‘modelo descritivo’ próprio da espiritualidade, do ‘lado de lá’. Assim, tem-se vários modelos diferentes, cada um deles ‘moldado’ para alcançar objetivos específicos da sua doutrina/religião. Entretanto, TODOS esses modelos falam da MESMA coisa, da mesma realidade extra-física. Mudam-se as posições de observação, os focos, os ângulos de vista, mas a realidade apreciada é uma apenas.

Como exemplo rápido, a Teologia Católica coloca, em seu modelo, o homem sendo constituído de dois corpos apenas: o físico e sua ‘alma’ (e, acima de tudo e de todos, Deus). Neste modelo, são fornecidas parcas informações sobre a ‘alma’, pois o foco do Catolicismo é o comportamento (de seus adeptos) no plano físico ‘apenas’. (claro, falo do verdadeiro Catolicismo, já distante do que padres ‘paróquias a fora’ fazem dele na prática...)
Modelo kardequiano

Quando li a Codificação Espírita, já havia percorrido literatura de cunho oriental, notadamente do Budhismo, do Vedantismo e da Teosofia.

O que mais me chamou a atenção na Doutrina Espírita foi a proposta de melhoramento pessoal por ela proposta, baseada principalmente na evolução via melhoramento do aspecto MORAL do indivíduo (certamente o mais importante, e necessário, na atualidade). Também fiquei encantado como o seu ‘modelo’ se adapta como uma luva à ‘mente ocidental’. Trabalho brilhante!

Dentro da minha ‘leitura’ da Codificação Espírita, não verifiquei muita preocupação em ‘desenhar’, em descrever minuciosamente a realidade extra-física. Exceção, é bom citar, foi o excelente trabalho de ‘esmiuçamento’ do tema mediunidade; e utilizando uma metodologia de cunho científico, uma ‘novidade’ em abordagem de temas espirituais à época (século XIX) e ao contexto (Europa, França).

Em poucas palavras, não percebi uma preocupação em fazer da Codificação um “super tratado de meta-física”. (sempre lembrando que isso não desmerece em nada o valor da Codificação Espírita!)

Assim, quanto a uma descrição mais detalhada do extra-físico, ficaram muitos pontos faltantes, ‘lacunas’ mesmo. Tais ‘lacunas’ seriam (no meu entender, era essa mesma a proposta implícita na codificação Espírita) posteriormente preenchidas por outros autores espirituais, ou mesmo pela Ciência Oficial.

Aí entram autores como André Luiz, que, ao contar pelo que ele passou, foi preenchendo essas ‘lacunas’ no quesito DESCRITIVO do ‘lado de lá’. Pessoalmente, vou mais longe ainda, como que propondo uma ‘sequência’ André Luiz seguido de Ramatis como ‘preenchedores’ de detalhes descritivos deixados para depois pela Codificação Espírita 



Assim, dentro do modelo kardequiano tem-se o perispírito, conceituado como o “laço” (semi-material) que liga o Espírito com o corpo de carne, o corpo físico, e amplamente entendido como uma espécie de ‘corpos espiritual’. 

A Codificação Espírita, aos meus olhos, pincela a existência do duplo-etérico, como que deixando “pistas”. Já André Luiz fala mais dele, e também de um ‘corpo mental’, utilizado pelo Espírito em ‘planos mais elevados’, ou ‘mais sutis’, já no seu primeiro livro (quando descreve Espíritos de outros planos, como sua própria mãe, com “vestes bem mais sutis” que as suas, e em “regiões inacessíveis”, ainda, para ele).

Quanto aos planos de existência, a Codificação Espírita é bem sucinta: apenas fala do material (plano físico) e do ‘lado de lá’ (plano espiritual), que Kardec denominou de ‘erraticidade’. Pessoalmente, achei meio infeliz tal denominação, mesmo dando desconto à época em que foi cunhada. O termo ‘errante’, na concepção atual, abrange apenas uma parte dos espíritos desencarnados, podendo existir aqueles que não estão “errando”, mas sim bem consciente de onde se encontram, e de sua condição. Mas enfim, tal não passa de terminologias...




Modelos orientais

Agora, no outro ‘lado do mundo’, no lado oriental, tem-se uma variedade absurda de denominações e de modelos! Entretanto, todos eles falam em 7 planos de existência (ou de consciência), e de 7 ‘corpos’, sendo cada corpo preparado para a manifestação do Espírito em cada um dos 7 planos. Noutras palavras, é ‘construído’ um corpo para cada plano em que o Espírito manifestar-se-á.

Como existem várias denominações, e modelos algo diferentes entre si (apesar de todos possuírem a mesma idéia geral), escolhi um modelo adotado pela Blavatksy, seguido pela Annie Besant e Alice A. Bailey, autores da Teosofia que gosto. Procurarei também referir-me ao planos pelos seus números, tentando fugir das variações terminológicas (que mais confundem do que esclarecem)

Seguem então os planos, com os respectivos corpos utilizados em cada plano, em ordem decrescente de sutileza (do mais sutil para o mais denso)

plano 1: Adi, sede do ‘Divino’

plano 2: Anupadaka, sede da Mônada, da ‘Centelha Divina’, que manifesta-se por meio da ‘Trindade Superior’, ou dos seus 3 aspectos fundamentais (as três expressões fundamentais da consciência): 

– Sat, Vontade (ou Felicidade pura) , imprimindo no mundo ‘rupa’ (com formas) a propriedade da inércia (’Tamas’), a capacidade de resistência, de estabilidade

– Chit, Sabedoria (ou Amor puro), imprimindo nos mundos ‘rupa’ a propriedade de vibração, harmonia (’Satva’)

– Ananda, Atividade (ou divina Atividade), imprimindo no mundo ‘rupa’ a propriedade da mobilidade (’Rajas’), de responsividade à ação


plano 3: Atma (Éter), “reflexo” do aspecto ‘Vontade’ da Trindade Superior – o Destruidor das formas (Ichchha), o ‘Shiva’ dos hindus, o Pai dos cristãos

plano 4: Budhi (Ar), “reflexo” do aspecto ‘Sabedoria’ da Trindade Superior – a Razão preservadora e ordenadora (Jnana), o ‘Vishnu’ dos hindus, o Filho dos cristãos (‘budhi’ significa, literalmente em sânscrito, conhecimento (gnose), mas muito distante do que nós, ocidentais, entendemos como ‘conhecer’, lembro)
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plano 5: Manas (Fogo), “reflexo” do aspecto ‘Atividade’ da Trindade Superior – a Mente criadora (Kriya), o ‘Brahma’ dos hindus, o Espírito Santo dos cristãos (‘manas’ significa, literalmente em sânscrito, mente, mas muito distante do que nós, ocidentais, entendemos como ‘mente’, lembro)


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Quando digo mundo ‘rupa’, refiro-me aos planos de existência nos quais existe uma forma (algo como um contorno) separando o ‘interior’ do ‘exterior’, o ‘eu’ do ‘não-eu’, o ‘meu’ do ‘não-meu’. Nos planos mais elevados, não existiriam essas ‘formas separadoras’, as quais somente existem do plano 6 ‘para baixo’ (na realidade a forma começa a existir ainda no plano 5, em suas ‘camadas’ menos sutis, como ver-se-á adiante). 

A Mônada (Centelha Divina), que ‘vive’ no mundo arupa (sem formas), realiza sua ‘descida’ (a plano inferiores) exatamente para adquirir auto-consciência (consciência de si mesmo) através de comparações com o ‘não-eu’ (”somente pode-se conhecer a luz se houver sombras”, diz um antigo ditado oriental).

Aqui lembro que Kardec coloca o Espírito sendo ‘criado’ “simples e ignorante” (LE, 115), e comparo o Espírito (kardequiano) ‘recém-criado’ como a Mônada (Centelha Divina) em vias de “descer” a planos inferiores à procura de conhecimentos.

Tal comparação, (o Espírito kardequiano ‘recém criado’ sendo a Mônada teosófica ‘ainda virgem’) vejo-a como razoável, posto as doutrinas orientais afirmarem categoricamente que ”nada se pode falar sobre como a Centelha Divina ‘aparece’ no plano 2, a partir do plano 1, o ‘Divino’”, corroborando com a resposta dada pelos Espíritos ao questionamento de como Deus cria os Espíritos (LE, 78): ” Mas quando e como cada um de nós foi criado, repito, ninguém o sabe: esse é o mistério.”.


Quanto ao termo ‘corpo’, este é, à rigor, inadequado, posto só possuir sentido onde existem formas separando dois corpos distintos (no mundo ‘rupa’). Tanto que muitos autores preferem outras expressões, em vez de ‘corpo’, para se expressarem (faixas vibracionais, estados conscienciais, etc)




Por fim, assim como o termo ‘corpo’, o termo ‘plano’ é também inadequado (porém como já muito utilizado, continua-se utilizando-o). Principalmente pela falsa idéia que passa, a de que são planos ‘superpostos’. Na realidade, os planos se interpenetram. Exemplificando, nós, aqui encarnados, não usamos apenas o corpo físico, mas usamos fazemos uso simultaneamente do corpo físico e de todos os demais corpos, cada um ‘vibrando’ em um plano específico. Apenas ocorre que, enquanto encarnados, nossa consciência está focada no plano físico. Assim, seria como se não percebêssemos a existência desses outros corpos em outros planos, e realmente não os percebemos pois os sentidos físicos não ‘os alcançam’ (exceção à regra é a mediunidade, onde alguns planos são percebidos pelo médium).

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plano 6: Kama (Água), sede das emoções (‘kama’ significa, literalmente em sânscrito, emoção); o ‘plano astral’ ou a ‘erraticidade’ de Kardec, onde o Espírito (Mônada) manifesta-se através do corpo popularmente conhecido como ’corpo astral’ (“corpo das emoções”), que relaciono com o ‘perispírito’, assim denominado por Kardec no LE

plano 7: Sthula (Terra), o nosso plano físico; onde o Espírito (Mônada), agora já ‘completamente encarnado’, manifesta-se através do nosso conhecido corpo físico (incluindo aí o duplo-etérico, como ver-se-á a seguir)


Didaticamente, sub-divide-se cada plano em 7 sub-planos, numa tentativa de explicitar a variação vibracional dentro de cada plano (a vibração não dá ’saltos’ de um plano para outro, mas varia num ‘continum’).

Mais acima, disse que o mundo ‘rupa’ começava ainda no plano 5 (‘Manas’), nas suas ‘camadas menos sutis’. Pois bem, dividindo-se (didaticamene) o plano 5 (‘Manas’) em 7 camadas, nas 3 mais densas (ou mais sutis, mais ‘próximas’ do plano seguinte, o sexto) a forma já existe, começando aí o mundo ‘rupa’. A estas três camadas, vários autores preferem denominá-las como um corpo específico: ‘corpo causal’, ‘corpo mental-concreto’ (o corpo 5, Manas, sendo então denominando como ‘corpo mental-abstrato’), etc etc. Lembro que este ‘corpo mental-concreto’ (ou ‘corpo causal’) seria a sede do Intelecto.

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Relaciono este ‘plano mental-concreto’ (ou ‘corpo causal’) ao que André Luiz citou como ‘corpo mental’ – mesmo com formas finíssimas, ainda são formas o delimitando (“bolas de luz”, como AL os descreveu, possuem, mesmo que quase imperceptível, formas, contornos; de outra forma seriam apenas ‘luz’).


Aqui, uma observação rápida. Muitos espíritas entendem o “plano mental” como o plano do Espírito, o que (comparando-se com este modelo oriental trazido) não deixa de ser verdade, uma vez que a Mônada efetivamente manifesta-se ‘diretamente’ em Manas (plano 5).


Por fim, aplicando as sub-divisões em camadas ao plano físico, tem-se nas suas quatro camadas mais sutis o ‘duplo-etérico’. 

Também aqui, alguns autores preferem “separar” essas quatro camadas num corpo específico, chamado de ‘corpo etérico’ (‘linga sharila’ dos hindus, que significa ‘corpo das sensações’); deixando as 3 ‘camadas’ mais densas (‘sólido’, ‘líquido’ e ‘gasoso’) serem denominadas como o corpo físico propriamente. 

Pessoalmente, prefiro deixar ‘incluso’ o duplo-etérico no corpo físico (sendo, portanto, pertencente ao plano físico), pois o duplo não serve como instrumento de manifestação ‘independente’ do Espírito – quando o corpo físico é desativado, no desencarne, o duplo-etérico também o é, apenas levando um tempo a mais para ‘defazer-se’ 


Sérgio Renan

Abraços

Porque não adotamos a Bíblia

Recebo sempre emails de pessoas muito amigas apesar de seguirmos caminhos religiosos diferentes, o que prova que se não nos pautarmos pelo fanatismo e sim pelo bom senso e respeito em nada é conflitante sermos de correntes religiosas diferentes.
Sempre entremeados de conversas leves e descontraidas,uma destas pediu a liberdade de adentrar em um ponto que sempre lhe trouxe curiosidade a respeito dos Umbandistas acerca de nosso ângulo de visão que observado por esta corrente religiosa de forma superficial a nossa posição, acreditam ser um elemento discordante que nos afastam deles entre outros menores:Por quê os Umbandistas não admitem a Bíblia?

Interessante!Nós admitimos a Bíblia como qualquer outra literatura religiosa ou filosófica porém não a adotamos incondicionalmente. Não admitir é uma posição perigosa que pode ser sinal de preconceito ou discriminação e os verdadeiros Umbandistas não nutrem tais sentimentos. Reconhecemos pontos filosóficos valorosos dentro da Bíblia desde o texto hebraico(Antigo Testamento) até os textos em grego e aramaico(Novo Testamento)que certamente enriquecem o espírito porém não o fazemos interpretando ao "pé da letra" como também usamos o discernimento necessário a qualquer leitura, inclusive as obras anunciadas como Umbandistas. Admitir nós admitimos como também o fazemos com o Torá,o Bardo Todol,o Alcorão,os Vedas ,o Madru,o Livro dos Mortos Egípcio, etc, só não os adotamos.

O que levaria os Umbandistas a não adotarem a Bíblia? A proibição de evocar os mortos?

(Lembrei-me, para um bom embasamento da forma como penso em sair do campo religioso que esta pessoa pertence ,do jesuíta americano Jack Miles , doutor em literatura em Harvard que recebeu o Pulitzer com sua obra " Deus-Uma Biografia" que após aprofundar-se um pouco,escolheu o título de EX -jesuíta por incompatibilidade da crença íntima com a crença imposta.Autor também da obra “ Cristo, uma Crise na Vida de Deus” que lhe rendeu o prêmio MacArthur Fellowship também conhecido por prêmio Genius ).
Pelo contrário pois esta proibição é de origem mosaica e não Divina e notadamente a Bíblia é totalmente baseada no contato com o plano espiritual, dos Anjos a evocação de Samuel,das aparições de Elias e Moisés no Monte Tabor até as do próprio Jesus após sua morte.O grande ponto discordante é a forma que a Bíblia apresenta Deus.

O Deus bondoso,lembra Jack Miles, que cria o mundo em 7 dias constatando que tudo é bom é o mesmo se desilude e irado expulsa Adão e Eva por uma desobediência que Ele com toda sua Onisciência não previu e ,de quebra, abandona seus atributos de ser soberanamente Justo e Misericordioso punindo toda a geração futura com a mácula do pecado original; Novamente sua Onisciência falha e sob nova decepção com sua criação, numa atitude de total descontrole emocional acaba com tudo o que fez com o dilúvio privilegiando uma família cujo patriarca,Noé, exibe atitudes no mínimo duvidosas quanto à retidão .

Não que aceitemos Adão e Eva, o dilúvio ou a criação em 7 dias pois podemos até ver a forma figurada da narração porém a descrição Divina é explícita.A Bíblia,continua Jack Miles, apresenta um Deus fruto da fusão completa e dramática dos dilemas humanos, uma única entidade com diversas identidades;Assim é um héroi libertador em Êxodo(por sinal um herói perverso que novamente pune inocentes),um tirano em Isaías,um conselheiro em Salmos (livro este que apresenta um certo grau de erotismo),um mero espectador no Livro de Rute ,um guerreiro conquistador em Josué,enigmático em Eclesiastes; Possuidor de atributos humanos condenáveis como a ira, o narcisismo e a vaidade, por vezes reagindo emocionalmente com decepção,tristeza e euforia,com preferências a uns em detrimento de outros.Infelizmente transfere-nos uma imagem de um ser com conflitos, dúvidas e crises tal qual o homem distante do mínimo da perfeição.Nas palavras de Jack Miles vem à sintetização:
“Iavé revela uma personalidade que oscila bastante em relação à sua criação – como no momento em que ordena o dilúvio, para tentar consertar tudo.”

Portanto não somos contra nada,apenas nos reservamos o direito de acreditar em um Deus Perfeito,Justo,Onisciente, Onipresente,Onipotente e Soberanamente Bom e Misericordioso , livre de qualquer traço que viria a macular seus Supremos Atributos.

Esta pessoa amiga disse que tinha bastante coisa para pensar e repensar mas eu a alertei a não condenar qualquer crença pois a culpa está em quem não reconhece o que é falso e aceita a mentira como verdade sem passar pelo crivo do bom senso, da lógica , do discernimento e da coerência e desta forma contribui para piorar a imagem que às vezes já não é muito boa espalhando ao vento suas fantasias obtidas por deficiencia de interpretação e estudo .Isto é válido para todos inclusive nós Umbandistas dentro de nossa própria Umbanda.

Anjo Ariano

Luz e Paz.

Apologia à ignorância na Umbanda

Não participo de mais nenhuma comunidade Umbandista ou Espírita nem no Orkut ou em outro local a não ser esta como também não tenho curiosidade de ficar visitando outras comunidades porém, volta meia , recebo via email trechos de várias comunidades ,sites, blogs e similares acompanhados de comentários ora divertidos,ora desanimados,ora irritados ,ora assombrados . A mudança de humores das pessoas amigas que enviam variam de acordo com o tema . Este que comentarei foram vários , em dias diferentes, de locais diferentes acompanhados de todas as variações , de divertidos à estupefatos .

Óbvio que não citarei as fontes dos trechos pois vou comentar sobre fatos ; As origens e seus personagens são de importância insignificante e dar publicidade aos fatos não é o mesmo que dar notoriedade à locais e personagens que quanto menos aparecem , melhor. Também deixo claro que não fui citado (já que sou tão desconhecido para eles como eles são para mim) portanto comento de forma neutra e impessoal.

Corre “à larga” nestas muitas comunidades,sites e blogs uma campanha cujo cerne é a apologia à ignorância dos Umbandistas.
Auto proclamados PDS e MDS postam minimizando e até ridicularizando o estudo sério acerca do plano espiritual, da Umbanda ,da mediunidade e todo e qualquer tema que seja ligado à área religiosa .
Iniciam sempre dizendo uma verdade incontestável que “ Umbanda se aprende nos Templos e junto aos Guias” para em seguida criticarem quem estuda as obras da Codificação, as obras pós Codificação (Leon Denis, Flamarion, etc) ,as obras de Chico e de quebra sobra até para Ramatís ,Robson Pinheiro,Sarraceni e Matta e Silva .( Não que eu ache que os últimos sejam a “fina flor do conhecimento válido” mas muitos que desejam estudar precisam começar de algum ponto.O tempo dá o discernimento).
Isto é chamado de sofisma : “argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa”

Seguem em tais criticas dizendo que quem estuda ,quem busca explicações lógicas e coerentes nas manifestações e nos Templos na realidade nada conhecem da Umbanda , que possuem muita teoria que presta para o “Kardecismo”que é “frio”(???) mas não sabem nada de prática . Geralmente finalizam mostrando a importância dos PDS e MDS os quais tem as respostas corretas para qualquer dúvida dos ‘filhos” pois aprenderam diretamente com seus “Guias”.

Tudo isto temperado com as benditas frases: 
1) A Espiritualidade tem muitos mistérios
2) Nada sabemos acerca da Espiritualidade
3) Ninguém é dono da verdade .
4) Quem escreveu livros é tão falho como qualquer um.(misturando aqui Kardec,Denis com Sarraceni e Mata e Silva)
5) Quem psicografa pode colocar muita coisa da cabeça.(misturando aqui Chico com Hercílio Maes e Robson)
6) Umbanda é totalmente diferente do “Kardecismo”( tirando o bendito Kardecismo, concordo plenamente)
7) A Espiritualidade da Umbanda é totalmente diferente do “Kardecismo”( aqui não salvou nada).

Além disto sobram adjetivações onde quem estuda acaba virando dono da verdade, presunçoso, intolerante ,prepotente ,etc.
Afirmam que quem busca a Umbanda não quer saber de aprender nada ,apenas ter seus problemas resolvidos ( triste ver que uma magnífica escola virou uma repartição pública na visão destes que devem pensar que o Jesus quando passou ela Terra só tratou de resolver problemas dos outros).
Por fim geralmente terminam dizendo: “ Estudo é bom sim maaaaasssssssssssss........”

É !!! Que ponto chega a esperteza e a tentativa desesperada para a manutenção do “status quo” de manter médiuns na ignorância para não perder o “brilho” do cargo , para não ter afetadas suas conveniências pessoais e financeiras.

Na realidade médiuns na ignorância vão sempre “comer nas mãos” destes espertalhões pois sem um mínimo de conhecimento necessário e desmotivados à terem interesse buscar respostas em literaturas sérias jamais irão comparar as respostas destes marmoteiros e de seus supostos guias aceitando-as como verdadeiras e únicas.

Marmoteiros são assim, posam de saberetas e quando a pergunta aperta dizem que a resposta é mironga ,de poderosos pois possuem “guias” que fazem e desfazem até o que Deus dúvida , se vestem como noiva em dia de casamento com quilos de colares no pescoço para quem entrar no local saberem perfeitamente quem manda porém cobram humildade e abandono da vaidade,falam de moral e caridade porque o discurso fica bonito, dá ares de iluminação e evita perguntas incomodas .

Embasam sempre suas respostas em experiências pessoais sem qualquer meio de comprovação à não ser a palavra deles mesmo; E como não poderia faltar ,a frase “ respeito à todas as formas de culto porque se estão aí é por vontade de Deus” (e tome saci, caipora, gnomo,ET , pombagira arrepiada ,exu caveira do forno crematório incorporando . Boiadeiros descendo ao som de Chitãozinho e Xororó , guias atendendo celular ,etc. As drogas também estão aí, os assassinatos, a corrupção , a prostituição infantil; Também é vontade de Deus e por achar assim devemos respeitar??)


Já diz o ditado: “ Quem sabe as letras reza a missa mal ou bem ;Quem da missa não sabe o terço só resta dizer amém”.

Considero uma atitude criminosa desestimular , diminuir a importância e mesmo ridicularizar o estudo , a busca racional do conhecimento espiritual.
Duvido que algum destes marmoteiros iriam aconselhar ou mesmo dizer que não tem a mínima importância estudar para seus filhos de sangue. Sem estudo aqui na Terra as consequências podem ser bem ruins materialmente falando. Agora estudo espiritual vai atrapalhar seus interesses. E os médiuns??? Nem se preocupam porque a maioria destas pessoas na realidade não acreditam nem nelas . Importante é o que podem conseguir de vantagens: trocar de carro, comprar uma casa .
Infelizmente a Umbanda virou meio de vida e/ou um meio de ser o centro das atenções para diminuir o complexo de inferioridade e a baixa estima para muitos.


Qualquer pessoa que queira se tornar um Umbandista de fato, honesto e comprometido com a Umbanda e a Espiritualidade tem a obrigação de estudar sim.

A coisa acaba funcionando mais ou menos assim:

- Estudando adquire bons argumentos(base sólida) e também surgem dúvidas
- Vai junto aos Guias e expõe as dúvidas .Tendo bons argumentos a conversa flui e vai longe.
- Em casa pensa e repensa as respostas recebidas . Compara as respostas com o que está estudando.
- Analise se as respostas são lógicas. Observe se as respostas são coerentes com as obras literárias sérias e confiáveis,com as Leis Universais e Morais.

Isto é estudar, isto é pesquisar , isto é aplicar um mínimo de metodologia científica ,isto é ser racional, isto é buscar evoluir.
Ahhhh, mas o importante é fazer a caridade!!! É importante sim e já estamos carecas de saber disso .Não existe uma única bendita alma que esteja na Umbanda ou fora dela que não saiba disto( salvo as mentes tacanhas em questões espirituais), portanto ficar batendo nesta tecla como desculpa para deixar os estudos em segundo plano é estar se fazendo de bobo e achar que esta fazendo de bobo os outros também. Na realidade mais se fala sobre caridade do que realmente à pratica.

Ahhhh, mas as pessoas querem é ter seus problemas resolvidos!!!! Verdade. Quem não quer?? Só que 90% dos problemas tem origem na ignorância espiritual que produz reflexos na vida material . Caridade está no ensinar à pescar ou seja esclarecer tais pessoas da real origem dos problemas e como evitar que ele retornem sem que necessariamente elas tenham que assumir o compromisso de freqüentar o Templo .

Ahhhh,mas a prática é tudo!!!!! Mas a prática é de quem, do médium ou do Guia? Quem que vai aconselhar , quem vai resolver o que tenha e possa ser resolvido, o médium ou o Guia? A prática nossa é fora dos Templos dando bons exemplo ,falando o mínimo de asneiras e aí sim, praticando a caridade da melhor forma que puder e não dentro do Templo onde quem pratica a caridade é o Guia e muitos sobem na caixinha de fósforos ,estufa o peito e diz: “Fui(ou vou) ao Templo prestar a caridade”.
Coitado do Guia! Rala décadas e décadas estudando ,se preparando para poder incorporar e auxiliar quem pode (e merece) e justo seu médium sobe nas suas costas , se joga confetes e arrota “poder” sendo que na realidade não sabe nem o be-a-ba espiritual porque ou é um relapso , ou um aproveitador ou pessoa que(até de bom coração mas crente) resolveu seguir os conselhos de marmotas dando à eles o seu pescoço para estes colocarem a canga.

Nos Templos Umbandistas de fato ,sérios e honestos, os Guias de A a Z , de Caboclos a Exus enaltecem o valor dos estudos , aconselham e induzem médiuns e consulentes ao hábito sadio da leitura edificante não impondo barreiras seletivas mas sempre com uso de lógica, coerência e discernimento .
Estão sempre solícitos à responder nossas perguntas e jamais se aborrecem por isso (mesmo que as perguntas girem em torno da infantilidade do tipo “sonhei com isso,o que é”)

Instruir é a maior missão dos verdadeiros Guias da Umbanda, resolver problemas é apenas uma das muitas conseqüências de sua missão. Enquanto nós temos uma visão da caridade que tende para o assistencialismo , a visão dos verdadeiros Guias da Umbanda tendem para a misericórdia, compaixão e solidariedade.

Falemos um sonoro NÃO a esta apologia à ignorância acêrca da Espiritualidade.

Luz e Paz
Anjo Ariano

Fascinação

239. A fascinação tem conseqüências muito mais graves. E uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações. O médium fascinado não acredita que o estejam enganando: o Espírito tem a arte de lhe inspirar confiança cega, que o impede de ver o embuste e de compreender o absurdo do que escreve valido aqui para outros tipos de comunicação, ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente. A ilusão pode mesmo ir até ao ponto de o fazer achar sublime a linguagem mais ridícula. Fora erro acreditar que a este gênero de obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e baldas de senso. 

Dela não se acham isentos nem os homens de mais espírito, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspectos, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência eles sofrem.

Já dissemos que muito mais graves são as conseqüências da fascinação. Efetivamente, graças à ilusão que dela decorre, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele chegou a apoderar-se, como faria com um cego, e pode levá-lo a aceitar as doutrinas mais estranhas, as teorias mais falsas, como se fossem a única expressão da verdade. Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedoras e até perigosas.

Compreende-se facilmente toda a diferença que existe entre a obsessão simples e a fascinação; compreende-se também que os Espíritos que produzem esses dois efeitos devem diferir de caráter.

Na primeira, o Espírito que se agarra à pessoa não passa de um importuno pela sua tenacidade e de quem aquela se impacienta por desembaraçar-se.

Na segunda, a coisa é muito diversa. Para chegar a tais fins, preciso é que o Espírito seja destro, ardiloso e profundamente hipócrita, porquanto não pode operar a mudança e fazer-se acolhido, senão por meio da máscara que toma e de um falso aspecto de virtude.Os grandes termos - caridade, humildade, amor de Deus - lhe servem como que de carta de crédito, porém, através de tudo isso, deixa passar sinais de inferioridade, que só o fascinado é incapaz de perceber. Por isso mesmo, o que o fascinador mais teme são as pessoas que vêem claro. 

Daí o consistir a sua tática, quase sempre, em inspirar ao seu intérprete o afastamento de quem quer que lhe possa abrir os olhos. Por esse meio, evitando toda contradição, fica certo de ter razão sempre.

243. Reconhece-se a obsessão pelas seguintes características: 

1ª Persistência de um Espírito em se comunicar, bom ou mau grado, pela escrita, pela audição, pela tiptologia, etc., opondo-se a que outros Espíritos o façam; 

2ª Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações que recebe; 

3ª Crença na infalibilidade e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem coisas falsas ou absurdas; 

4ª Confiança do médium nos elogios que lhe dispensam os Espíritos que por ele se comunicam; 

5ª Disposição para se afastar das pessoas que podem emitir opiniões aproveitáveis; 

6ª Tomar a mal a crítica das comunicações que recebe; 

7ª Necessidade incessante e inoportuna de escrever;aqui válido tb para outrasformas de comunicação 

8ª Constrangimento físico qualquer, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou falar a seu mau grado; 

9ª Rumores e desordens persistentes ao redor do médium, sendo ele de tudo a causa, ou o objeto. 


“ Não acrediteis em todos os Espíritos ,mas provai se os Espíritos são de Deus .” João-Epístola I-Cap IV

“ Vigiai e orai, para não cairdes em tentação” Mateus-26,41





Os métodos para aferir se é obsessão simples, fascinação ou mesmo subjugação foram passados pela Espiritualidade Superior à mais de 150 anos atrás e ainda é extremamente atual e irretocável (o que é mais uma prova que realmente vieram das mãos de Espíritos de Esferas Elevadas).

Não foram passadas para que viéssemos à público e execrássemos qualquer médium até porque o motivo que os levam à estarem fascinados é muito mais por ignorância e falta de comprometimento com a sua própria espiritualidade do que por falhas de caráter. Na realidade a ignorância é a mãe dos defeitos morais. 
Tais médiuns estão doentes e não sabem disto tal qual por exemplo pessoas que sofrem de depressão. Quem está em volta percebe muito antes da própria pessoa ter consciência do problema. Necessitam de auxilio espiritual,moral e educacional.

A parte da Doutrina Espírita deixarei aos Espíritas ,desta forma focarei exclusivamente na Umbanda.


e tal médium estivesse freqüentando um Templo Umbandista sério e honesto , as chances dele se tornar um fascinado seriam mínimas visto que pelo comprometimento do Templo com as Leis Universais e Morais, com as Leis do Sagrado (que nada mais são do que a extensão destas Leis em solo religioso que regem o contato encarnado-desencarnado), com o respeito à direção exclusivamente Espiritual ,com o incentivo e a disposição dos médiuns ao estudo de teor elevado tanto de cunho moral como científico e filosófico e mais uma série de fatores que caracterizam esta seriedade e honestidade , tal Templo apresenta características essenciais:Baixa incidência de animismo , inexistência de mistificações, segurança espiritual máxima , médiuns minimamente instruídos , cambonos suficientemente atentos e preparados e regras de conduta passadas pelo Mentor Espiritual do Templo as quais definem à curto,médio e longo prazo quem permanece ( Como disse o Caboclo Mirim: “ Umbanda é coisa séria para gente séria” ) Não!Não faço parte do Primado

Se tal médium estiver freqüentando locais que se auto intitulam Umbanda porém distantes de ainda terem a seriedade e a honestidade necessária para se tornarem um Templo Umbandista de fato ,as chances dele se tornar um fascinado são consideráveis.
Imagine um local descomprometido com as Leis Universais e Morais, desconhecedor das Leis do Sagrado , onde auto intitulados PDS,MDS, Zeladores ,etc que mandam mais que o próprio (ou suposto) Mentor Espiritual do local , onde em nada incentivam o estudo e quando o fazem indicam determinados livros de gosto duvidoso e qualidade intelecto-moral discutíveis , onde a palavra de ordem é “ desenvolver o adepto rapidamente” sem se importar que ele não saiba distinguir um Preto Velho de uma Pombagira ,etc.

Tal local apresentará características naturais: Alta incidência de animismo, presença de mistificações , auto incorporações ,médiuns com elevada deficiência de conhecimentos básicos e necessários, cambonos “garçons” e quando existir alguma regra de conduta ,esta não visa o desenvolvimento evolutivo dos adeptos .

Em Templos Umbandistas sérios e honestos os adeptos são incentivados à aprender, a se melhorar e a se vigiar. É a ação preventiva para que o adepto não venha a contaminar o trabalho voltado para a caridade (coletividade) e que o mesmo não seja joguete nem de Espíritos Inferiores porém inteligentes nem de encarnados mal intencionados ou mesmo ignorantes(crescimento individual).
Em locais ainda carentes de seriedade e honestidade o incentivo é o “incorporar”; Quanto mais melhor (bendito elevador de Guias) e pouco importa se tal “Guia” se apresente com nomes estapafúrdios , de falanges bizarras ; Que diga ser da Linha de Ogum, pedir guia de contas amarelas ,riscar um desenho intitulando como ponto riscado com uma pemba verde colocando velas azuis ; Tudo em nome do “ nada sabemos sobre a Espiritualidade” e “quem pode dizer que sabe tudo para dizer que isto não existe”( a bendita permissividade travestida de “mironga de Umbanda”).

Interessante mesmo é que,como disse acima, as chances de um médium se tornar fascinado em locais assim é considerável mas a maior incidência de fascinações se situa entre os detentores de cargo hierárquico (PDS,MDS,Zeladores) que “dividem” o comando do local com o (suposto) Mentor Espiritual. Como também disse acima não é porque um Espírito é atrasado moralmente que ele também o é intelectualmente; Obvio que os Espíritos fascinadores vão escolher locais onde há falhas na segurança e médiuns vaidosos e com mania de grandeza (ou problemas de baixa estima) afim de exercerem sua nociva influência .


Tais médiuns logo recebem a “ordem” de abrirem suas próprias casas pois são informados que seus Guias são “chefes de terreiros” (ahhh como é bom isso. Guia chefe=Médium dos médiuns ) e aí teremos um terreno fértil para as inovações: Novos rituais, novas falanges , novas práticas , algumas boas doses de misturas com Candomblé ,Quimbanda e depois do advento da Googlebanda , Orkutibanda e Blogsbanda mais doses de misturas de Catimbó ,ufologia,Santo Daime, Saint German e os mestres ascencionados e sabe lá mais Deus o que (estranho que antes da internet as misturas eram só de Candomblé e Quimbanda mesmo . Éramos felizes e não sabíamos).

É uma critica direta á alguém? Não .É uma analise de um fato de forma clara e distante do politicamente correto que alisa egos ,dá asas ao absurdo e colabora para desconstruir a imagem da Umbanda .





Para detectar e evitar a fascinação , o servir de marionetes nas mãos de Espíritos inescrupulosos, para evitar de arrumar uma dívida extra e pesada quando sairmos do comodismo da ilusão de encarnados e encararmos a realidade nua e crua na Espiritualidade , a vacina é uma só : Estudar .
Não em livrinhos chinfrins que vendem ilusões; Para isto existem livros de ficção de qualidade muito superior para pelo menos valer o tempo à ele dedicado. 
Estudar em livros cujo conteúdo seja realmente aproveitável tanto intelectual como moralmente para nossa evolução. Que possuem lógica e coerência , que não ofendam nossa inteligência com teorias insensatas e infantis (a não ser que sejamos insensatos e infantis ou pouco inteligentes) .


Se iniciarmos em Swedenborg lá nos idos de 1744 ,passarmos por Kant , Davis até chegar em Kardec em 1856 e seguirmos por Leon Denis, Crookies, Moses , Conan Doyle, Flamarion, Myers, Lombroso, Delanne, Geley e mais dezenas de outros que me fogem à memória , associando às obras vindas por Yvone Pereira e Chico Xavier teremos 267 anos de pesquisas e estudos comparativos ,teses e teorias sobre o Espiritualidade , os Espíritos ,mediunidade e as Leis que regem as relações plano espiritual e plano material.(Olha quanta dica para bons livros)
São centenas e centenas de literatura de altíssimo nível e elevado índice de informações confiáveis e úteis. Quem se dispor à estudar mesmo, não antes de 20 anos para ter uma noção razoavelmente boa acerca da Espiritualidade.

Quem se dispor à estudar ao menos o Pentateuco Kardequiano e as obras de André Luis já não fará os Guias perderem tempo respondendo dúvidas infantis e com absoluta certeza elevará o nível das perguntas como também auxiliará muito os novos adeptos repletos de dúvidas em sua maioria infantil também. Isto é caridade pura , amar o próximo e instruí-lo à medida da nossa possibilidade e capacidade.Curar a alma da doença da ignorância . Este é o maior trabalho executado pelo Espíritos que trabalham nos Templos Umbandistas sérios e honestos, o instruir; Cada qual dentro de suas capacidades morais,intelectuais e evolutivas....Uns pela palavra iluminada ,outros pelo exemplo mas todos com muito amor indicam sempre o melhor caminho: Se instruir e melhorar a nossa escala moral, assim estaremos vigiando e orando. Assim nosso templo interior se mantém adequado à receber ilustres visitantes e não arruaceiros que se dispõem à bagunçar a casa alheia que não respeitam pois nem o dono dela à valoriza como deveria.

Depois desta volta enorme que dei ,volto à sua pergunta: “Como definir quem está fascinado ou não?”.

Sinceramente??? Se eu conseguir definir se eu estou fascinado ou não já estou para lá de satisfeito porque me cuidando ,me vigiando, não estarei prejudicando à ninguém através da mediunidade , não estarei prejudicando o trabalho dos Espíritos que fazem uso da minha mediunidade e não estarei arrumando mais encrenca do que já tinha antes de nascer.

Mas com o estudo não tem como detectar a fascinação nos outros? Se tivermos a capacidade de detecta-la em nós com certeza temos como detecta-la em outros porém o estudo nos mostra que se não temos condições para auxiliar efetivamente o fascinado , cabe à nós “guardar a língua dentro da boca” e afastarmos do local em questão. Afinal ,acharmos que podemos resolver todos os problemas, ajudar à todas as pessoas pois temos ótimos Guias é um leve indicio de propensão à fascinação. 


Anjo Ariano
Luz e Paz

Contra-argumentos

Qual a opinião de vocês sobre contra-argumentações ,do tipo que citarei abaixo, que tentam desqualificar debates de alto nível onde a base são argumentações pautadas na lógica, na coerência e no bom senso :

1) Ninguém é dono da verdade
2) Não temos evolução suficiente para compreender a Espiritualidade
3) Estamos encarnados e portanto impedidos de entender
4) Nada sabemos da Espiritualidade
5) Esta é a sua verdade
6) Exemplo= Não existe mula sem cabeça soltando fogo pelos olhos 
Resposta= Eu já vi
7) Exemplo= Não tem como incorporar 3 espiritos ao mesmo tempo.
Resposta= Algum parente ,conhecido ou eu incorporo

Estamos nós perdendo tempo em estudar ,investigar ,se instruir já que nesta linha de opiniões jamais vamos entender nada mesmo?

Será que opiniões pessoais valem mais que 150 anos de vasta pesquisa e literatura da Doutrina Espírita?(Lembremos que aqui é Estudos Umbanda e Espiritismo)

Somos nós tão estúpidos à ponto de não entendermos o que já foi passado pela Espiritualidade?

Lógica e coerência , fatos embasados doutrinário, cientifico e estatisticamente são irrelevantes perante o bendito “achismo”?

Perdeu tempo a Espiritualidade nestes 150 anos respondendo à várias perguntas, apresentando e desenvolvendo inúmeros temas?

Seria a Espiritualidade tão ignorante à ponto de não saber que não temos condições de aprender ou tão incompetente à ponto de não ter conseguido ensinar nada que seja uma verdade e assim ninguém poder usa-la como argumento?


Luz e Paz

Embaixadores do Astral

Para falar da Umbanda necessário se faz falar dos Guias,estes Embaixadores do Astral, que quando chegam a nós ,espíritos atrelados na matéria e matriculados na escola do aprimoramento espiritual,e se expressam com humildade através de palavras repletas de luz e sabedoria que semelhantes a alavancas intangíveis de força nos impelem a converter 
o negativismo,muitas vezes presente em nós,em positivismo produtivo à nossa felicidade e evolução.

Ensinam o valor da humildade mostrando que a semente ,por humilhar-se no seio da terra,transforma-se enriquecendo o celeiro.

Que curvando-se ao açoite do vento a erva frágil consegue sobreviver as tempestades.

Que o dá a vida as belissimas árvores são as suas raízes ocultas no subsolo.

Que quem se torna humilde engrandecendo a vida que o cerca será exaltado pela Vida.

Ensinam o valor da caridade mostrando que a Fé sem a caridade é como uma lâmpada sem eletricidade e a caridade sem a Fé é a eletricidade sem lâmpadas.Sem Fé somos sombras e sem caridade somos egoístas.

Ensinam que a pobreza em sua expressão de carência absoluta só existe no espírito que se afasta das riquezas morais oferecidas pelo Criador e que aqueles que nos ofendem ainda são ignorantes sobre a lei das causas e efeitos surgindo aí a oportunidade de trabalharmos no karma acendendo a luz purificante do perdão.Purifica a fonte poluída e terá água potável.

Nossos amados Caboclos e Pretos Velhos asseveram que ninguém se faz melhor atirando pedras de irritação,discórdia e maledicência nos outros ;

Baianos e Boiadeiros reafirmam que mandacarú espinhento gera mandacarú espinhento,simpatia gera simpatia,caridade gera caridade; 


Marinheiros e o Povo da Água lembram que o amor, a caridade e a dedicação formam a constelação que guiará nosso barco no mar da vida mas quando este mar estiver sendo açoitado por tempestades a Fé ,a confiança e a resignação serão o timoneiro que nos conduzirá ao porto 
seguro chamado Deus.

Os Exus Doutrinados se transformam em provas vivas da sinceridade sem o espinho da maldade,do óleo escuro convertendo-se em luz no pavio incandescente dos Templos Umbandistas sérios e honestos,acolhidos pela Espiritualidade Superior que sabem 
até que ponto beberam o veneno da angústia na taça da amargura.

Desta forma os Guias fazem dos Templos Umbandistas santuários de regeneração e de esperança para estes trabalhadores que buscam ganhar asas de anjos através do trabalho na Umbanda.

Enfim nossos amados Guias , dedicados Mestres da Espiritualidade Superior são um dos maiores presentes dado misericordiosamente pelo Criador a nós que estaríamos longe de merece-los entre nós se levarmos em conta nossas faltas e fraquezas.

Graças ao Amor e a Benevolência Divina nós Os temos entre nós. Então façamos 
o máximo,dando o melhor de nós em dedicação ,amor ,respeito ,seriedade ,honestidade ,tolerância,atenção e aprimoramento em relação a Eles,a Umbanda e ao nosso próximo para continuarmos a merecer de Deus este tesouro incalculável que hoje possuímos


Anjo Ariano

Luz e Paz.

A Umbanda, a mídia e as abobrinhas

Pegando carona num parágrafo do Anjo em outro tópico (abaixo) e do assunto que estava correndo sobre "sujeira exposta na mídia", lembrei de uma matéria que tinha lido há algum tempo no G1 e que trago a seguir. Sublinhados e cores são destaques meus, negritos são destaques da própria matéria.

O post:

Isto não é fato que passou a ocorrer somente nos dias de hoje,ao contrário vem de longuíssima data, porém a internet massificou a disseminação dos absurdos e isto só veio à piorar a situação da Umbanda.. Enquanto 10 vem à público mostrar a face iluminada da Umbanda surgem 1000 para espalharem bobagens sem tamanho que só servem para denegrir a Umbanda .

A matéria:

'Terreiros virtuais' prometem trazer pessoa amada - pela web.
.
Pais e mães-de-santo estão atendendo clientes por e-mail ou programas de conversação.
Presidente da União Umbandista faz alerta para ter cuidado com charlatões na internet.
Dório Victor
Do G1, no Rio

Pais e mães-de-santo, como são conhecidos popularmente os babalorixás e ialorixás, estão oferecendo consultas e serviços à distância por sites, e-mails ou programas de conversação online.

Formada em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Iracema Gomes dos Santos, 33 anos, mais conhecida como Mãe Cema de Oyá, ou Cema de Mulambo, tem uma roça de orixás (mais conhecido como “terreiro”) em Bangu, Zona Oeste do Rio, e há pouco tempo começou a atender pela internet.

Com site e blog, Mãe Cema tem clientes de vários estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Norte e também de Portugal e da Itália. As orientações dos trabalhos espíritas são passadas por e-mail, ou, muitas vezes, por programas de conversação online

“Quando os trabalhos são mais fáceis, como os de amarração (aproximar a pessoa amada), é possível fazer pela internet. É só pegar algumas informações, como data e horário de nascimento, para poder realizar o trabalho. Mas se for algo mais complicado, como banhos de descarrego e sacudimentos, fica mais complicado. Esses só podem ser feitos diretamente com o cliente”, disse, ressaltando que a nação (seguimento) de candomblé que ela adota é a de Angola.

Para alguns, internet é sem retorno
Muitos pais-de-santo que investiram na internet não conseguiram ampliar o leque de atuação, como é o caso de Nelson de Azanssun, 60 anos.

“Investi cerca de R$ 2,5 mil para colocar meu site na internet, mas não tive nenhuma procura por e-mail. Atuo há mais de 48 anos, tenho clientes em vários estados e até de outros países, mas pela internet eu não consegui nenhum. Foi um investimento que não tive retorno”, disse.

Resposta só depois do depósito
Ao entrar em contato com o site de um centro espírita da Bahia se passando por uma pessoa com problemas, a reportagem do G1 recebeu o seguinte e-mail de resposta:

“Saudações , 

Você solicitou uma Consulta que será realizada por mim, auxiliada pelas entidades que regem a minha casa, será identificado o motivo do seu problema, o que realmente está acontecendo, e qual a solução definitiva ou temporária. O valor cobrado por este serviço é utilizado na manutenção do terreiro, o que é reconhecido e retribuído pelas entidades da casa. 

DADOS PARA DEPÓSITO: 
Banco XXXX 
Conta Corrente: XXXXXX 
O valor: R$ 20,00” 

O e-mail diz ainda para entrar no site para informar os dados do depósito para facilitar a identificação do pagamento e o envio do resultado o trabalho.





Cuidado com os charlatões
Na internet, é possível encontrar sites de centros espíritas de todo o país. No entanto, charlatões de plantão também estão na rede mundial de computadores para pegar os internautas desesperados. Como o pagamento do trabalho geralmente é adiantado (feito na maior parte das vezes por depósito bancário), muitos charlatões prometem milagres, mas, na hora da reza, somem com dinheiro. 

O presidente da União Umbandista dos Cultos Afro-Brasileiros (UUCAB), João Luiz Magalhães, esclarece os riscos que o internauta corre ao solicitar uma consulta ou um trabalho online.

“Uma consulta espírita é igual a uma consulta médica. O pai-de-santo terá mais informações se a consulta ou trabalho for feito pessoalmente. O mesmo acontece com um médico, que pode consultar pelo telefone, mas pessoalmente ele poderá diagnosticar melhor os sintomas do enfermo”, orienta. 

Magalhães ressalta também que, como em outras religiões, vários charlatões acabam se passando por pais-de-santo para tirar o dinheiro de quem espera resolver os seus problemas mundanos com preces e trabalhos espirituais. 

“Tem que ter bom senso, pois não existe tabela de preços de trabalhos espíritas. É bom o interessado procurar uma indicação antes de pedir uma consulta ou um trabalho pela internet. Como em qualquer religião, existem charlatões que aguardam o momento certo para prejudicar pessoas inocentes”, disse.
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O que temos no final?

Atividades altamente questionáveis, em se tratando de Umbanda, como comercialização (que falta faz Jesus expulsando os vendilhões do Templo ) religiosa, seja tendo hombridade de colocar claramente como "investimento", seja sob a fachada de "contribuição", que, se antes ainda eram um pouco mais restritas, agora se tornaram exponenciais. "Se todo mundo faz, pq não posso fazer tb?".


Ainda um pouco mais adiante, o autor da matéria, bem como do "presidente" da "UUCAB" (confesso que foi a primeira vez que ouvi falar nessa UUCAB e, ao que parece, não perdi nada), acabam por perpetuar coisas sem sentido com um certo argumento de autoridade: A matéria foi publicada no site de notícias da Globo. O entrevistado é PRESIDENTE da UNIÃO UMBANDISTA sei lá do que. Muita gente vai olhar e dizer "grande coisa". Mas a maioria vai acatar, assumindo que realmente sabem do que falam.

Pra piorar, uma péssima analogia. Qualquer um que tenha conversado pelo menos com um estudante de Medicina que seja competente sabe que "diagnóstico telefônico" é absurdo, superficial e altamente falho. Nota-se que o querido "presidente" entende tanto do assunto da "União" que preside quanto entende de Medicina.

Esse tipo de manifestação, que vem sendo cada vez mais corriqueiro, dada a popularização da internet, faz mais mal do que bem, independente do que os defensores do "cada um tem sua fé" possam sugerir.

Kardec, em um dos seus diálogos simulados, trouxe o seguinte trecho (que, no contexto, se referia aos críticos que desconhecem) que cabe aqui:

Seríeis a cada instante preso em flagrante delito de ignorância, porque aqueles que o estudaram, verão, conseqüentemente, que estais fora da questão; de onde se concluirá ou que não sois um homem sério ou que não sois de boa fé; em um e outro caso vos exporeis a receber desmentidos pouco lisonjeiros para vosso amor-próprio.

Enquanto isso, Mestre Moraes, em uma brilhante analogia, deixa bem claro o público-alvo desses indivíduos.

Deixei de preocupar-me ao analizar o que seria deles se, um dia, decidissem ser índio simplesmente por achar que assim conseguiriam um espaço em uma das várias reservas no Amazonas: travestido com um cocar, uma tanga e todos os estereótipos necessários para ser confundido com um índio. Com certeza estaria faltando alguma coisa cuja aquisição, o lugar onde consegui-la, só será de conhecimento de um índio de verdade. Na realidade, ele só conseguiria enganar aos seus iguais,ou seja: outros travestidos.

Onde quero chegar com isso?

Emmanuel, no livro "Estude e Viva", disse certa vez:

(...) Lembra-te deles, os quase loucos de sofrimento, e trabalha para que a Doutrina Espírita lhes estenda socorro oportuno. Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra,recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação.
O destaque é meu e, certamente, concordo com isso. Concordo tanto que acredito que, de certa forma, é igualmente válida para a Umbanda.

Mas, com certeza Emmanuel não se referiu a uma divulgação "de qualquer jeito", uma vez que exortou ao estudo antes de falar da divulgação.

Como é que nós, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, contribuímos para uma divulgação (não proselitismo) sadia da Umbanda? Ou melhor: como é que nós podemos contribuir para uma divulgação adequada?

André

Animismo x Mistificação

Realmente existe a diferença entre a mistificação e o animismo porém ela é de caráter moral ou intencional. A mistificação é o embuste , a mentira aplicada no sentido de levar vantagens pessoais ou prejudicar a outrem interferindo na comunicação ou na total inexistência do espírito. O animismo é a interferência na comunicação em diferentes graus sem a intenção de prejudicar ou levar vantagens porém desvirtuando a mensagem podendo ocorrer também a inexistência do espírito ; Ou seja a diferença básica é que a mistificação é dolosa enquanto o animismo é sem dolo.

A definição dada pela ciência do animismo é o sistema fisiológico que considera a alma como a causa primária de todos os fatos intelectivos e vitais.

Edgard Armond em sua obra " Mediunidade" (Cap 11 - pag 56 ) diz : " A mediunidade consciente é aquela que mais permite interferência dos fatores subconscientes do médium ,que se costuma denominar animismo e que tem servido de motivo para se bater, injustamente , na tecla da mistificação."

Conforme a definição Espírita como no livro "Mecanismos da Mediunidade"(pag 163- Cap XXIII) diz André Luiz: " Alinhando apontamentos sobre mediunidade , não será lícito esquecer algumas considerações em torno do animismo ou conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação".


Analisando a tudo isto , uma vez produzidos pelo médium, seja consciente ou não, advém não do Plano Espiritual mas sim do médium onde portanto fogem da linha de trabalho da Umbanda desenvolvida pelos Mentores e Guias pois quem em sã consciência se julga apto espiritualmente para dar consultas ou adotar práticas ritualísticas e magísticas próprias dos Guias dentro dos Templos? Por tal motivo e principalmente por segurança ,caridade e honestidade nos Templos sérios e honestos que os Mentores Espirituais educam mediunicamente os filhos da casa orientando na fase antecedente e posterior aos trabalhos para melhorar a receptividade( vida regrada, bons pensamentos, banhos, prática de orar ,estudo, etc) como também durante os trabalhos (deixar os problemas pessoais fora do Templo, meditação , concentração , contenção da ansiedade ,etc) para com isto diminuir ao máximo o efeito anímico e impedir a tendência dele se transformar em mistificação. 

Segue André Luiz : " Temos aqui muitas ocorrências que podem repontar nos fenômenos mediúnicos de efeitos físicos ou de efeitos intelectuais , com a própria inteligência encarnada comandando manifestações ou delas participando com diligência , numa demonstração que o corpo espiritual pode efetivamente desdobrar-se e atuar com os seus recursos e implementos característicos , como consciência pensante e organizadora , fora do corpo físico."


Realmente a ação de nosso espírito( nós mesmos melhor assim dizer) agir fora do nosso corpo é sabido( aqui o animismo se confunde com o desdobramento e projeção astral) mas a análise em questão é a de estarmos fisicamente num Templo. Oras, lógico que não iremos sair de nosso corpo para incorporar nele mesmo ; Portanto os pensamentos e ações que deveriam vir dos Guias sofrem a interferência dos pensamentos e ações do médium seja uma interferência consciente ou proveniente do subconsciente. Aí está o animismo que varia de intensidade de acordo com o grau de interferência e este é observado pelo Mentor Espiritual do Templo que em grau mínimo é tolerado(onde geralmente é cuidado através de orientações coletivas), em grau médio é acompanhado (neste caso o médium recebe orientação individual ) e em grau máximo é tratado ( neste caso a linha divisória entre animismo e mistificação é tênue e no caso do médium honesto e bem intencionado é um desvio mediúnico a ser corrigido com presteza).

Dentro do Espiritismo o animismo não é caracterizado como problema pois devido a forma adotada onde o contato da assistência com a Espiritualidade é praticamente inexistente se comparada aos rituais Umbandistas onde as pessoas tem o contato direto com os Guias. A analogia feita por Ramatís das comunicações mediúnicas da Umbanda e do Espiritismo em seu livro "Mediunismo" (Hercílio Maes-Cap VI-pag 57) retrata bem : "...a prática mediúnica do Espiritismo é semelhante a uma agência de informações civil , em que é bem mais importante o assunto do seu fichário, do que mesmo as pessoas que o informam; A Umbanda , no entanto, é como uma agência de informação sobre assuntos militares onde antes de tudo convém conhecer a graduação do informante , pois, assim como acontece realmente no mundo físico, é muito grande a diferença e responsabilidade entre aquilo que diz o cabo e o que informa o general ...".

Ou seja , no Espiritismo se a mensagem é boa não importa quem a deu e, como conhecemos nos Centros Espíritas, as mensagens duvidosas não são repassadas ,sendo apenas desconsideradas e somente as de teor mais elevado e consideradas confiáveis chegam as mãos daqueles que ali se achegam em busca de notícias de entes queridos desencarnados. Na Umbanda a conversa é direta onde a presença do cambono nem sempre ocorre e aí o animismo nos centros Espíritas torna-se completamente diferente no sentido da responsabilidade, honestidade e caridade do animismo nos Templos Umbandista. Então torna-se imperativo analisar animismo sob a ótica Umbandista e não Espírita até por que somos Umbandistas e o nosso dia a dia religioso é diferente em inúmeros aspectos que vai desde a adoção de rituais e culmina na proximidade encarnado-desencarnado que a Umbanda oferece.



Aproveitando Ramatís e esta mesma obra(Mediunismo) Ele afirma (Cap-XIX-pag 136-137):
PERGUNTA= Então a comunicação do médium completamente anímico não passa de mistificação inconsciente?
RAMATÍS= Quando o médium não tem o intuito de enganar os que o ouvem , não podeis admitir a mistificação inconsciente . A comunicação anímica é decorrente da falsa suposição íntima de a criatura julgar-se atuada por espíritos , por cujo motivo transmite equivocadamente suas próprias idéias . A mistificação , no entanto, é fruto da má intenção .
Segue a frente Ramatís afirmando: " A criatura anímica , quando em transe , pode revelar também o seu temperamento psicológico, as suas alegrias ou aflições , suas manhas ou venturas , seus sonhos ou derrotas"
E na página 139 afirma: "O médium totalmente anímico é sempre vítima passiva do seu próprio espírito que pensa e expõe sua mensagem particular sem qualquer interferência exterior ; O médium propriamente dito , mesmo quando obsidiado , ainda é um medianeiro, um instrumento das intenções ou desejos de outrem ".


Usamos referências de obras Espíritas e fora da DE ,caso de Ramatís, como ilustrativas pois servem para exemplificar alguns pontos de vista, porém reafirmo ilustrativas, pois a realidade Umbandista deve ser observada sob a ótica Umbandista. É certo que a Espiritualidade é uma só e os espíritos habitam um Universo Espiritual único , porém cada corrente religiosa é supervisionada por espíritos e nem por isso fazem católicos, protestantes, espíritas, candomblecistas, umbandistas ,budistas, hinduistas, etc, serem iguais . O cotidiano de cada corrente religiosa embasado nos diferentes níveis evolutivos, culturais, kármicos e morais é o que dá o grande diferencial da ação da Espiritualidade na Terra. São escolas diferentes com salas de aulas diferentes reunindo em cada uma o que há de mais próximo em relação a similaridades espirituais dentro do universo individual de cada ser com o único intuito de evolui-los onde cada uma nas suas diferenças conduzem a todos a este único objetivo , observando a capacidade de assimilação individual e após a coletiva. 

Particularmente eu somente refiro-me as interferências nas comunicações nos Templos sérios e honestos como animismo pois tenho a absoluta certeza e confiança que nestes Templos Umbandistas os Mentores Espirituais amorosos e caridosos por natureza são também zelosos , responsáveis e atentos eliminando do seio Sagrado de seus Templos indivíduos maldosos que utilizam a prática da mistificação que iria não só macular os dedicados e honestos filhos da casa , prejudicar os necessitados que confiantes ali buscam soluções aos seus mais diversos problemas como também enlamear o sagrado nome da Umbanda. De forma alguma posso conceber mistificação em verdadeiros Templos Umbandistas e sendo assim os pequenos deslizes que ocorrem diz-me a lógica serem frutos de animismo.


Quanto a fazer a distinção se é animismo, mistificação ou se o médium consciente está realmente "tomado" , existem meios para isso ? Podemos inumerar uma série de "métodos" porém creio não caber a nós tal julgamento neste caso pois a partir do momento que "achamos" automaticamente já julgamos e demos a sentença em relação a nosso irmão de estrada, o que é incompatível a um verdadeiro Umbandista que é plenamente consciente que dentro de um Templo Umbandista sério e honesto quem dirige tem maior competência e conhecimento para julgar o caso.

Se a dúvida é em relação a um irmão,fazemos o que é coerente para um adepto que confia na envergadura moral e intelectual dos Espíritos Superiores ,deixamos nas mãos da Espiritualidade que tem a capacidade moral e técnica para detectar e sanear o problema ou então estaremos atestando a nossa desconfiança e descrença na capacidade do Guia Chefe do Templo a ponto de fazermos testes e posterior julgamento às vezes condenatório de irmãos honestos e bons trabalhadores que por serem médiuns conscientes e às vezes justamente naquele dia por algum motivo ,que foge a nossa capacidade de espíritos encarnados e imperfeitos de entender , os colocamos no rol dos médiuns duvidosos , enquanto os Mentores com sua infinita capacidade de compreensão e discernimento tem a justificativa e relevam desde que não haja a mínima possibilidade de prejuízo ao próximo. 


Quantos de nós bons pais , bons filhos, bons irmãos ou bons amigos falhamos por motivos variados e nem por isso nos fazem dignos de dúvida em nossas relações. Já disse o Cristo: " Com a medida que julgares será a medida com que serás julgado." Somos Umbandistas e isto não nos fazem perfeitos e infalíveis para julgar ninguém dentro de um Templo Umbandista sério e honesto. Devemos sim cuidar de nossas obrigações religiosas e deixar a Espiritualidade cuidar das obrigações que a competem ; Se a dúvida é em relação a nós mesmos então após cada incorporação devemos humildemente ir até os pés do Mentor Espiritual do Templo (Guia Chefe) e perguntar se fomos mediunicamente corretos , se de alguma forma interferimos com o trabalho de nosso Guia, se é necessário fazermos alguma coisa para melhorarmos mais, enfim nos aconselhar sempre.

Muitos podem pensar: "Ah! Mas vamos perturbar o Guia Chefe toda vez.".... Parece assim mas não é. Por vezes desconhecemos a boa vontade e atenção que Eles tem por todos , principalmente aos médiuns responsáveis ,honestos ,preocupados em se aprimorar cada vez mais e assim servir mais e melhor ao próximo, ao Templo, a Espiritualidade e ao Criador. Os Guias conhecem a responsabilidade e ficam extremamente felizes e gratificados quando observam que nós também adquirimos a consciência desta responsabilidade; Para Eles ver que nós somos responsáveis , honestos e dedicados vale muito mais que homenagea-los com milhões de oferendas , porque a luz da consciência de um trabalhador ilumina muito mais que milhões de velas .

Anjo Ariano
Luz e Paz.