Archive for 01/12/09 - 01/01/10

Estudos sobre Obsessões Espirituais

01 - A OBSESSÃO, CAUSAS E EFEITOS

Ramatis fala desse aspecto mais problemático tratado pela doutrina espírita.
Ele nos diz que uma das questões mais dolorosas e de difícil solução para os espíritos benfeitores é a obsessão devido aos seguintes motivos:

- não há número suficiente de espíritos adestrados para solucionarem esse problema tão complexo.
- A humanidade favorece o aumento de seus próprios erros, facilitando a atividade obsessora.

AS ALIENAÇÕES MENTAIS

Ramatis afirma que a maior porcentagem de alienações no mundo terreno, ainda é fruto das forças obsessoras, favorecidas pelo descaso evangélico do próprio homem.
Além dos casos de lesões cerebrais, a maioria das alienações de ordem mental se originam no desequilíbrio da própria alma.
Toda alma desequilibrada é prêsa fácil para os desencarnados viciosos e vingativos.

OS TRABALHADORES ESPIRITUAIS DO MAL

Os obsessores tanto agem por sua conta própria, como também cumprem trabalhos e “missões” vingativas, em serviço alheio, aceitando ser de instrumentos de desforras de outros.
Esses espíritos malfeitores revezam-se em suas crueldades e vinganças, num trabalho organizado e incessante sobre os encarnados, tramando as mais hábeis artimanhas diabólicas, com orientação técnica de experientes veteranos malfeitores. Ref. (01) Página 213

02 - ÓDIO, VINGANÇA E MALDADE ENTRE ESPÍRITOS E ENCARNADOS

Este assunto tratado no Livro dos Espíritos, traz-nos vários esclarecimentos:
Diz-nos que só entre os Espíritos impuros há ódio e são eles que insuflam nos homens os desentendimentos”. Perg. 292
Afirma, que depois da morte, aqueles a quem fizemos mal neste mundo, se são bons, eles nos perdoam, segundo o nosso arrependimento. Se maus, é possível que guardem ressentimento do mal que lhes fizemos e nos persigam até em outras existências. Perg. 295

Outro aspecto interessante é o que pensam de nós os Espíritos que nos cercam e observam:
- Os levianos riem das brincadeiras que nos pregam e zombam da nossa impaciência.
- Já os Espíritos sérios se condoem dos nossos reveses e procuram ajudar-nos.” Perg.458
Um item muito importante desse estudo é que os Espíritos influem em nossos pensamentos e em nossos atos muito mais do que imaginamos. Dizem eles, que influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que nos dirigem”. Perg. 459
Os Espíritos levianos e zombeteiros criam pequenos embaraços à realização dos nossos projetos. “Eles se comprazem em nos causar aborrecimentos que representam para nós provas destinadas a exercitar a nossa paciência.
ATENÇÃO - não seria justo, imputar aos Espíritos todas as decepções que experimentamos e de que somos os principais culpados pela nossa irreflexão. Ref. (02) perg. 530



03 - A POSSESSÃO

Os Espíritos Superiores nos orienta que neste caso, o Espírito não entra em um corpo, ou toma-lhe o corpo. O encarnado é sempre quem atua, conforme quer, sobre seu corpo.
O Espírito obsessor identifica-se com o Espírito encarnado, cujos defeitos e qualidades sejam os mesmos que os seus, a fim de fazer as coisas conjuntamente com ele.
Um Espírito não pode substituir-se ao que está encarnado, por isso que este terá que permanecer ligado ao seu corpo até ao termo fixado para sua existência material.” Perg. 473
A pessoa por si mesma, pode afastar os maus Espíritos e libertar-se da dominação deles desde que queira com vontade firme . Ref. (02) Perg. 475

04 - O EXORCISMO RELIGIOSO

Mais uma vez contamos com os Espíritos Superiores, que responderam a AllanKardec:
Eles nos dizem que as fórmulas de exorcismo não têm qualquer eficácia sobre os maus Espíritos . Pelo contrário, estes últimos riem e se obstinam, quando vêem alguém tomar isso a sério.” Perg. 477

Em relação à obsessão a prece é em tudo um poderoso auxílio, mas, não basta que alguém murmure algumas palavras, para que obtenha o que deseja.
Deus assiste os que obram, não os que se limitam a pedir. É, pois, indispensável que o obsidiado faça, por sua parte, o que se torne necessário para destruir em si mesmo a causa de atração dos maus Espíritos.” Perg. 479
No que se refere a expulsão dos demônios, mencionada no Evangelho, tudo depende da interpretação que se lhe dê. Se chamamos demônio ao mau Espírito que subjuga um indivíduo, desde que se lhe destrua a influência, ele terá sido verdadeiramente expulso. Se ao demônio atribuirmos a causa de uma enfermidade, quando estivermos curado diremos que expulsamos o demônio.” Ref. (02) Perg. 480

05 - ÍNCUBOS E SÚCUBOS (1)

ÍNCUBOS - ex-maridos, ex-amantes, ex-etc..- de outras encarnações, como Espíritos. SÚCUBOS - o contrário.
Os Espíritos Superiores nos esclarecem que no mundo dos Espíritos, a afeição que dois seres se consagraram na Terra continua a existir, desde que originada de verdadeira simpatia.
Se, porém, nasceu principalmente de causas de origem física, desaparece com a causa.
As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na Terra, porque não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio.” Perg. 297
Os Espíritos que já tingiram a perfeição, são reciprocamente unidos.
Nas esferas inferiores, desde que um Espírito se eleva, já não simpatiza, como antes, com os que lhe ficaram abaixo.” Perg. 300
A verdadeira afeição nada tem de carnal; mas, quando um Espírito se apega a uma pessoa, nem sempre o faz por afeição. Ref. (02) Perg. 485

REFERÊNCIA:
01 - A VIDA ALÉM DA SEPULTURA – RAMATIS
02 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Allan Kardec
03 – APSA – SR. ANTÔNIO PLÍNIO – PRESIDENTE DA S.E.R – RIO DE JANEIRO
04 - MEDIUNISMO – RAMATIS




Ovóide



Parasitas ovóides são, como diz o dr. Ricardo Di Bernardi, "espíritos hu manos que, pela manutenção de uma idéia fixa e doentia (monoideísmo), acabam estabelecendo uma vibração de baixa freqüência e comprimento de onda longo que, com o passar do tempo, produz uma deformação pro gressiva no seu corpo espiritual".

Ovóides são, portanto, espíritos em estado tão profundo de perturbação que perderam a consciência de sua natureza humana de seu perispírito.

Portanto, não perdem o perispírito, não se manifestam apenas em corpo mental, mas estão com o perispírito (ou corpo espiritual, ou psicossoma) tão deformado que estes não tem mais a forma humana, apenas uma forma ovalada.

Di Bernardi diz ainda que se trata “de um monodeísmo auto-hipnotizante. Ele vibra de forma contínua e constante, de maneira desequilibrada, gerando um energia que gira sempre de maneira igual e repetida pelo mesmo pensamento desequilibrado. Ao vibrar repetidamente na mesma freqüência e em desequilíbrio com a Lei Cósmica Universal, gera este circuito arredondado que o vai deformando e tornando-o ovóide”.

Assim, a insistência do espírito em, por auto-hipnose, reviver pensamentos e sentimentos negativos, geralmente de apego, remorso e vingança, faz com que perca a noção de tempo e espaço, e se deforme, aos poucos, atrofiando, por falta de função, os órgãos do psicossoma, assumindo a forma de círculo vicioso em que vive mentalmente.

Quando uma pessoa entre em estado vegetativo com o seu corpo físico, não tem mais a capacidade de se manifestar com ele, mas não o perde; o corpo continua vivo, embora inerte.

No caso do ovóide e do psicossoma é a mesma coisa. Por isso, não podemos falar em segunda morte, como querem alguns, assim como o estado vegetativo do corpo físico ainda não é a primeira morte, embora possa estar em vias de ser.

Ou seja, o perispírito entra numa espécie de estado vegetativo, mas não se desintegra ou desaparece. O ovóide não o perde. É justamente o perispírito, aliás, que fica ovalado.

Ainda segundo Di Bernardi, esse processo de se tornar ovóide ocor re porque o "psicossoma também é composto de moléculas, tal como o corpo físico, Por analogia, imagine mos as moléculas do corpo astral como as moléculas dos gases: elas são maleáveis e se modificam ao sa bor da pressão, da temperatura e até do recipiente que as contém. As mo léculas do perispírito são moldáveis pelo pensamento e pelo sentimento, tomam formas, de acordo com a vi bração do espírito, Assim, se tornam brilhantes, opacas, densas ou leves".

Quando esses ovóides se ligam a uma consciência, encarnada ou de sencarnada, em especial, fica carac­terizado então o processo obsessivo por parasita ovóide.

Nesse caso, a massa fluídica em que se transformou o perispírito do desencarnado envolve sutilmente seu alvo e, depois, liga-se ou cola-se ao seu corpo físico ou astral, distorcen do-lhe idéias, pensamentos, opiniões e atitudes.

O ovóide só é incapaz de ma nipular energias, locomover-se e interagir conscientemente, de livre e espontânea vontade, mas pode fazê-lo no automático, pelo instin to, atraído pela sintonia, E para isso precisa do psicossoma, ainda que em estado precário, assim como mantemos funções básicas auto máticas como respirar, urinar e de fecar, mesmo em estado vegetativo do corpo físico. O ovóide pode chegar à aura de alguém somente pela atração que essa pessoa exerce sobre ele, Nada mais é necessário como ponte. Basta a sintonia entre os dois, Como ímãs.

Além da influência psicológica, os parasitas ovóides agem também drenando energias do obsidiado, podendo levá-lo até ao desencarne, caso seja encarnado.

No entanto, é importante notar que, como em qualquer processo obsessivo, a ligação do parasita ovói de com sua "vítima" nunca acontece sem a anuência ou permissão da pró pria vítima, ainda que inconsciente, pelo hábito de cultivar pensamentos de remorso, ódio, egoísmo, desejo de vingança, apego excessivo a coisas e pessoas etc.

Os ovóides também podem ser hipnotizados por outras consciências e não só auto-hipnotizados, infeliz­mente. Existem espíritos que têm pro fundos conhecimentos de hipnose e usam esse conhecimento para mani pular a mente de outros desencarna dos, transformando-os em ovóides e alojando-os na aura ou no perispírito de encarnados que querem prejudi car. Isso, infelizmente, é mais comum do que se pensa.

Quanto aos ovóides que alguns chamam de benéficos, creio que não poderíamos chamar de "ovóides", pois não são espíritos que estejam sofrendo de monoideísmo, mas pro vavelmente espíritos num grau tal de evolução e luz que se manifestam sem o perispírito, exclusivamente com seu corpo mental, o qual não tem forma humana e se apresenta para nós, que estamos limitados pela percepção tridimensional, como bo las de luz, dando a impressão de que seriam ovóides luminosos.

Nesse caso, eles não estão con finados a um círculo vicioso por te rem se auto-hipnotizado numa única idéia. É justamente o contrário. Eles expandiram tanto seus horizontes espirituais, que prescindem da forma humana e do perispírito para se ma nifestar, e se apresentam apenas em seu corpo mental.

As citações do dr. Di Bernardi podem ser encontradas no site: www. ajornada.hpg.ig.com.br.

E mais sobre ovóides pode ser lido nos seguintes livros de André Luiz: Nosso Lar (capítulo 31); Evolução em Dois Mundos (Parte I, capítulo 14).

Fonte: REVISTA ESPIRITISMO & CIÊNCIA ANO 4 – Nº 42.


Maísa Intelisano

Larvas Astrais e Vibrioes Psiquicos Astrais

Segundo o Dicionário Houaiss, "vibrião" é a designação comum às bactérias móveis em forma de basto­netes. E larva vem do latim larvae, que significa máscara, boneco, espantalho, demônio, espectro que se apodera das pessoas. Entre os antigos romanos, a palavra larva designava o espectro ou fantasma de pessoa que teve morte violenta ou de criminoso que se supunha vagar entre os vivos para atormentá-Ios.

Já em Zoologia, passou a designar o estágio imaturo, pós-embrionário, de um animal, quando este difere sensivelmente do adulto, como os insetos, por exemplo, porque nesse estágio o animal estaria "mascarado", disfarçado.

Como vemos, portanto, larvas astrais ou vibriões psíquicos são formas-pensamento semelhantes a mi­cróbios físicos, criados pela viciação mental e ou emocional da consciência, em atitudes, pensamentos e sen timentos desequilibrados. Vejamos algumas descrições de André Luiz, no capítulo 3 do livro Missionários da Luz, ao examinar mais de perto alguns candidatos ao desenvolvimento mediúnico:

"Fiquei estupefato. As glândulas geradoras emitiam fraquíssima luminosidade, que parecia abafada por aluviões de corpúsculos negros, a se caracterizarem por espantosa mobilidade. Começavam a movimentação sob a bexiga urinária e vibraram ao longo de todo o cordão espermático, formando colônias compactas nas vesículas seminais, na próstata, nas massas moncosas uretrais, invadiam os canais seminíferos e lutavam com as células sexuais, aniquilando-as. As mais vigorosas daquelas feras microscópicas situavam-se no epidídimo, onde absorviam, famélicas, os embriões delicados da vida orgânica. Estava assombrado. ... Seriam expressões mal conhecidas da sífilis?"

Ao que o instrutor Alexandre responde: "Não, André. Não temos sob os olhos o espiroqueta de Schaudinn, nem qualquer nova forma sus cetível de análise material por bacteriologistas humanos. São bacilos psíquicos da tortura sexual, produzidos pela sede febril de prazeres infe riores. O dicionário médico do mun­do não os conhece e, na ausência de terminologia adequada aos seus co nhecimentos, chamemos-Ihes larvas, simplesmente".

"Têm sido cultivados por este companheiro, não só pela incontinência no domínio das emoções próprias, através de experiências sexuais variadas, senão também pelo contato com entidades grosseiras, que se afi­nam com as predileções dele, entida des que o visitam com freqüência, à maneira de imperceptíveis vampiros".

Observando outro candidato ha bituado a ingerir álcool em excesso, André Luiz nos dá a seguinte descri ção: "Espantava-me o fígado enorme. Pequeninas figuras horripilantes pos tavam-se, vorazes, ao longo da veia aorta, lutando desesperadamente com os elementos sangüíneos mais novos. Toda a estrutura do órgão se mantinha alterada."

Ainda no mesmo capítulo, ele examina também uma mulher com distúrbios alimentares e diz: "Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se muitos parasitas conhecidos, mas, além deles, as formas-pensamento são criações mentais modeladas em matéria fluídica ou em matéria astral, podendo ser criadas por encamados e desencarnados, com características positivas ou negativas.

As larvas astrais surgem dos excessos e desequilíbrios físicos, emocionais e espirituais de todo o tipo, e as conseqüências podem evoluir para sérios desequilíbrios psíquicos.

????? divisava outros corpúsculos seme lhantes a lesmas vorazíssimas, que se agrupavam em grandes colônias, desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula ileocecal. Semelhante parasita atacava os sucos nutritivos, com assombroso potencial de destruição."

Para entender como surgem as larvas astrais, vamos continuar com o que diz o instrutor Alexandre a André Luiz, no capítulo 4 do livro Missionários da Luz: "Você não ignora que, no círculo das enfermidades terrestres, cada es pécie de micróbio tem o seu ambiente preferido. (... )Acredita você que semelhantes formações microscópicas se circunscrevem à carne transitória? Não sabe que o macrocosmo está repleto de surpresas em suas formas variadas? No campo infinitesimal, as revelações obedecem à mesma ordem surpreendente. André, meu amigo, as doenças psíquicas são muito mais de ploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos. A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça. A organização fisiológica, segundo conhecemos no campo das cogitações terrestres, não vai além do vaso de barro, dentro do molde pree xistente do corpo espiritual. Atingido o molde em sua estrutura pelos golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente."

Ainda no mesmo capítulo, Alexandre continua: "Primeiramente a semeadura, depois a colheita. Não tenha dúvida. Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o am biente. As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e conseqüências de infinitas expres sões. E, em virtude de cada Espírito representar um universo por si, cada um de nós é responsável pela emis são das forças que lança em circula ção nas correntes da vida. A cólera, a desesperação, o ódio e o vício ofe recem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. E, qual acontece no terreno das enfermida des do corpo, o contágio aqui é fato consumado, desde que a imprevidên­cia ou a necessidade de luta estabeleça ambiente propício, entre companheiros do mesmo nível.

( ... ) Cada viciação particular da personalidade produz as formas sombrias que lhe são conseqüentes, e estas, como as plantas inferiores que se alastram no solo, por relaxamento do responsá vel, são extensivas às regiões próximas, onde não prevalece o espírito de vigilância e defesa".

Como vemos, as larvas astrais surgem dos excessos e desequilí brios físicos, emocionais e espirituais de toda sorte, da repetição contínua de uma mesma conduta, física e/ou mental, o que causa o acúmulo de energias mais densas em determina das regiões do organismo, as quais se organizam na forma de colônias de microrganismos astrais.

As conseqüências são as mais variadas, podendo ir desde problemas físicos, graves ou não, até perturbações espirituais, que, se não combatidas a tempo, podem se transformar em sérios distúrbios psí­quicos, acarretando sérias complicações para o encarnado, nesta vida e nas próximas. Larvas astrais são bastante "aderentes" e se multiplicam com muita facilidade, bastando para isso que se lhes ofereçam as mínimas condições mentais e energéticas.

Dependendo da extensão do problema, serão necessárias muitas apli cações energéticas para limpeza, de­sinfecção e rearmonização da região afetada, o que pode exigir a atuação de vários aplicadores, em várias ses sões, para que essas colônias sejam enfraquecidas e não possam mais se expandir, vindo a desaparecer.

Mas, como em qualquer trata mento físico, a colaboração do "pa ciente" é imprescindível, uma vez que essas larvas são criadas e alimenta das pelas energias geradas por seus próprios pensamentos e sentimentos. Assim, além das aplicações energéticas, é necessário que se oriente e conscientize a pessoa sobre como e por que mudar seus hábitos mentais e suas atitudes, garantindo que ela mesma não mais oferecerá condi­ções para que essas larvas se instalem e espalhem.

Se larvas astrais são criações mentais, geradas a partir de pensa mentos e sentimentos desequilibra dos, também aqui a prevenção se faz pelo equilíbrio e o controle do que pensamos e sentimos. Não há ou tro meio. Como já dito muitas vezes, sintonia é a "alma" do universo. Tudo funciona segundo suas leis e só vive­remos com aquilo que nós mesmos criarmos ou atrairmos a partir do que geramos dentro de nós.


Maísa Intelisano

Formas de Pensamentos

Para começar, vamos separar algumas coisas. Larvas astrais, vibriões psíquicos e aparelhos astrais são, todos, formas-pensamento. Já ovóides não são formas-pensamen to, mas consciências que tomaram a forma oval por motivos que vamos explicar em outro tópico.

Qual a diferença e por que fazer essa diferenciação? Porque explicando formas-pensamento já teremos fa­cilitado bastante as coisas e andado metade do caminho.

Formas-pensamento são criações mentais modeladas em matéria fluídica ou matéria astral. Podem ser criadas por encarnados e desencarnados com características boas ou ruins, positivas ou negativas. Como o próprio nome diz, elas são resultado da ação da mente sobre as energias mais sutis que estão à nossa volta, criando formas correspondentes ao pensamento externado.

As energias que nos rodeiam são altamente plásticas e sensíveis à ação das ondas mentais. Quando pensamos, as vibrações que emiti mos atuam sobre essas energias, condensando ou dispersando-as, dando-lhes formas, cores e brilhos que correspondem à natureza e à es sência do que pensamos. Se o pen­samento é passageiro, muitas vezes nem chega a criar nada, ou, se cria, a forma não se mantém, pois não é realimentada. No entanto, se o pen samento é persistente, revivido con tinuamente por imagens mentais, a forma criada se estabelece, ficando cada vez mais forte.

Se é uma forma-pensamento positiva, sadia, elevada, ela se alimentará dos pensamentos e sentimentos positivos do seu criador, ao mesmo tempo em que o abastecerá de bons fluidos agregados, por sintonia, de outras mentes e formas-pensamento de mesmo teor. Se, no entanto, se trata de uma forma-pensamento ne­gativa, densa, doentia, ela também se alimentará dos pensamentos do seu criador, levando-o a intensificar cada vez mais a mesma idéia e projetando sobre ele todos os fluidos com que tenha sintonia, até que o emissor não consiga mais se desvencilhar de sua própria criação. Sua mente passa, então, a ser preenchida apenas por aquela idéia, num círculo vicioso.

É assim que muitos processos de obsessão começam, com formas pensamento criadas e mantidas pela própria pessoa, já que muitos obses sores se aproveitam dessas criações, manipulando-as para assustar, ator mentar e drenar as energias das pes soas que são os seus alvos.

É importante observar também que formas-pensamento podem ser "incorporadas" por médiuns, como se fossem espíritos. A diferença é que, como não são consciências e não têm mente, ou seja, não são in­dividualidades, não são capazes de se comunicar de forma lógica, mas podem ser acopladas aos médiuns, à sua aura e ao seu perispírito, para drenagem de energias e conseqüente desintegração da forma, desligando- a de outras consciências encarnadas e desencarnadas.

Essas são muitas das manifestações que acontecem nos grupos de desobsessão em que não há diálogo, mas se nota um enfraquecimento gra dativo do fenômeno, como se a "en tidade" estivesse, literalmente, derre tendo, desmanchando-se, para logo deixar o corpo do médium.

Para entender melhor o assunto formas-pensamento, ler o livro For mas de Pensamento, de Annie Besant e Charles W. Leadbeater.

Maísa Intelisano


Nossos Umbigos

O terreiro de Umbanda, como um hospital de almas ou pronto socorro emergencial, recebe nos dias de sessão ou "gira" uma quantidade razoável de encarnados, mas somente os espíritos desencarnados que lá trabalham, é que podem vislumbrar a imensidão de desencarnados que se movimentam no ambiente, em busca de ajuda. Ordenados e amparados por seus tutores, chegam estropiados e com aparência assustadora, uma vez que em sua maioria representam aqueles que cansaram ou esgotaram suas forças, na vida andarilha do pós-morte do corpo físico.

Voltam a pátria espiritual e dela não tem conhecimento e sem noção da continuidade da vida, quando não, desconhecem até mesmo sua condição de espírito desencarnado e por isso continuam a sentir os desejos, ambições, gostos e dores da vida física e nesse caminho, definham suas energias.

Quando conseguem alcançar algum vislumbre de consciência de sua realidade, permitem a ajuda dos benfeitores que os encaminham a algum local sagrado, onde medianeiros encarnados possam ajudá-los através do choque anímico, permitindo o total desligamento da matéria. Neste momento os chamados Centros Espíritas e de Umbanda, tornam-se "oásis" em seus desertos e como pontes entre os céu e a terra, permitem a passagem de volta à casa.

Naquela noite chuvosa e fria, a maioria dos médiuns daquele terreiro, ressentidos pela dificuldade de deixarem o conforto dos lares, faltaram ao trabalho espiritual e o dirigente preocupado com o atendimento dos doentes que se apinhavam no espaço que dia-a-dia se tornava pequeno, ajoelhou-se em frente ao congá, assumindo sua tristeza diante dos Guias espirituais. Deixou correr duas lágrimas para aliviar seu peito angustiado. Pensou em como fora seu dia e nas atribulações a que já deveria estar acostumado, mas que agora pesavam mais pela saúde que já lhe faltava. Nas dificuldades financeiras, no aluguel da casa que já vencera e nos tantos atrapalhos que ocorreram em seu ambiente de trabalho naquele dia. Sem contar na visita que viera de longe e que deixara em casa esperando pela sua volta do terreiro. Nada disso o impediu de fazer uma prece no final do dia, de tomar seu banho de ervas e seguir a pé até o terreiro, enfrentando a distância e o temporal que se fazia.

Sentia-se feliz em cumprir sua tarefa mediúnica, mas como havia assumido abrir um "hospital de almas", juntamente com outros irmãos que se responsabilizaram perante a espiritualidade em servir à caridade pelo menos nos dias de atendimento ao público, sabia que sozinho pouco podia fazer.

Pedindo perdão aos guias pela sua tristeza e talvez incompreensão em ver os descaso dos médiuns, que a menor dificuldade, escolhiam cuidar dos próprios umbigos à servir aos necessitados, solicitou que se redobrasse no plano espiritual a ajuda e que ninguém saísse dali sem receber amparo.

Olhando a imagem de Oxalá que mesmo ofuscada pelas lágrimas, irradiava sua luz azulada, sentiu que algo maior do que a lamparina aos pés da figura, agora brilhava. Era uma energia em forma de fios dourados que se distribuíam, a partir do coração do Cristo e que cobriam os poucos médiuns que oravam silenciosos, compartilhando daquele momento, entendendo a tristeza do dirigente.

Agindo como um bálsamo sobre todos, iniciaram a abertura dos trabalhos com a alegria costumeira. Quando o dirigente espiritual se fez presente através de seu aparelho, transmitiu segurança a corrente, com palavras amorosas e firmes e nesse instante, falangeiros de todas as correntes da Umbanda ali "baixaram" e utilizando de todos os recursos existentes no mundo espiritual, usaram ao máximo a capacidade de cada médium disponível, ampliando-lhes a percepção e irradiação energética, o que valeu de um trabalho eficiente e rápido.

Harmoniosamente, os trabalhos encerraram-se no horário costumeiro e todos os necessitados foram atendidos.

Desdobrados em corpo astral, dois observadores descontentes com o final feliz, esbravejavam do lado de fora daquele terreiro. Sua programação e intenso trabalho para desviar os médiuns da casa naquela noite, no intuito de enfraquecer a corrente e consequentemente, infiltrarem suas "entidades" no meio dela, havia falhado. Teriam que redobrar esforços na próxima investida.

Quando as luzes se apagaram e a porta do terreiro fechou, esvaziando-se a casa material, no plano espiritual, organizava-se o ambiente energético para logo mais receber os mesmos médiuns, agora desdobrados pelo sono.

Passava da meia noite no horário terreno e os médiuns, agora em corpo de energia voltavam ao mesmo local do qual a pouco haviam saído. Os aguardavam, silenciosos ouvindo um mantra sagrado, seus benfeitores espirituais. Tudo estava muito limpo e perfumado por ervas e flores. Um a um, ao adentrar, era conduzido a uma treliça de folhas verdes e convidado a deitar-se, recebendo ali um banho de energias revigorantes. Quando todos já se encontravam prontos, seguiram em caravana para os hospitais do astral e lá, como verdadeiros enfermeiros, auxiliaram por horas a fio a tantos espíritos que horas antes haviam estado com eles no terreiro e recebido os primeiros socorros.

No final da noite, o canto de Oxum os chamava para lavarem a "alma" em sua cachoeira e assim o fizeram, para somente depois retornar aos seus corpos físicos que se permitia descansar no leito.

-Vó Benta, mas e aqueles médiuns que faltaram ao terreiro naquela noite, perderam de viver tudo isso?

-Nem todos zi fio! Nem todos! Dois ou três deles, faltaram por necessidades extremas e não por desleixo e assim sendo, se propuseram antes de dormir, auxiliar o mundo espiritual e por isso foram convidados a fazer parte da caravana.

- E aqueles que mesmo não tendo comparecido por preguiça, se ofereceram para auxiliar durante o sono, não foram aceitos?

-A preguiça, bem como qualquer outro vício, é um atributo do ego e não do espírito, mas que reflete neste. Perdem-se grandes e valiosas oportunidades a todo instante pela insensatez de ouvirmos o ego e suas exigências. O tempo, zi fio, é oportunidade sagrada e dele se faz o que bem quer cada um. O minuto passado, não retorna mais, pois o tempo renova-se constantemente. O amanhã nos dirá o que fizemos no ontem e esse tempo que virá é nosso desconhecido, por isso não sabemos se nele ainda estaremos por aqui servindo ou se em algum lugar, clamando por ajuda de outros que poderão alegar não ter tempo para nós, pois precisam cuidar de seus umbigos.


Assim é a vida, zi fio. Contínua troca!


Médium Mãe Leni W. Saviscki




Testes dos mediuns

Para nós médiuns, um dos testes mais difíceis no dia-a-dia diz respeito a situações em que de repente nos vemos atuando no drama pessoal de certas pessoas (de baixa energia), um papel ao qual não nos candidatamos. Se elas costumam se queixar cronicamente, nós nos tornamos seus simpatizantes (mesmo que por educação) ou seus conselheiros, o que é pior. Há os casos em que nos atacam, com raiva, discordando das orientações recebidas, especialmente quando indicamos que estão se colocando como vítimas e que a lamúria não leva a lugar algum. Seja qual for o jogo, estamos desperdiçando um tempo e energia valiosos com a frustração e ou raiva do outro.Ajudar o próximo não é sofrer junto.Com a experiência dos anos, aprendemos uma uma solução simples para as pessoas sobre as quais a razão parece não exercer nenhum efeito. Afastar-se delas – não com raiva ou medo, e sim com neutralidade.Se você se sentir receoso ou culpado por se afastar, lembre-se de que ao recusar-se, sem julgamentos, a permitir que essas pessoas drenem sua energia ou o arrastem em direção ao buraco negro da vida delas, você não estará sendo covarde, esquivo ou insensível, e sim corajoso, sábio e piedoso.Se alguém estiver lhe causando uma frustração desnecessária, não tente lutar ou raciocinar. Simplesmente afaste-se do campo de força negativo dessa pessoa. Caso você seja obrigado a permanecer no mesmo aposento que ela em casa ou no trabalho, mesmo assim você pode erguer um escudo mental de proteção.

Sorria e não diga absolutamente nada ou declare, com calma e firmeza: "Não creio que possa falar com você neste momento." Retome então tranqüilamente suas atividades. A pessoa poderá não gostar da mensagem, mas sem dúvida a receberá.

Não devemos ter medo de desagradar e nem tampouco precisamos ser simpáticos a todos que nos chegam. Não permita ser influenciado ou intimidado pela negatividade. Sempre podemos nos afastar.

Especialmente aos médiuns, procurem ter mecanismos de defesa e não fiquem "disponíveis" para as vítimas do mundo, nem tentem ajeitar a vida de todos. Defendam-se não se expondo. Mantenham-se energéticamente "blindados" e disponíveis para o trabalho mediúnico, que tem dia e horário certo para os sofredores do corpo e da alma.

MUITO IMPORTANTE: NÃO OFEREÇAM AJUDA ESPIRITUAL A NINGUÉM, DEIXEM QUE PEÇAM. ESTE É UM MECANISMO SIMPLES DE PROTEÇÃO. QUANDO VOCÊ OFERECE, ESTÁ SE EXPONDO, POIS O OUTRO PODE ESTAR ACEITANDO SÓ POR EDUCAÇÃO.

Firmeza de um Terreiro


Muito se tem ouvido falar nos meios umbandistas com relação às firmezas necessárias para um bom andamento dos trabalhos num terreiro de Umbanda.

Logicamente que toda parte ritualística de uma Casa tem razão e função de ser, uma vez que a própria Umbanda tem fundamentos e é preciso preparar os mesmos como é falado em uma curimba de defumação.

Porém, além das firmezas materiais que estão ligadas aos elementos de trabalho dos Orixás, Guias e Entidades e que são catalisadoras das energias necessárias para esses trabalhos, ora servindo como força agregadora de energias positivas, ora desagregando as negativas, há outra firmeza de fundamental importância.

E qual seria essa firmeza?

A firmeza que me refiro meus filhos é a firmeza interior de cada médium de Umbanda.

Mas como se dá essa firmeza?

Se dá através da humildade, do exercício do amor ao próximo e da caridade prestada sem pedir ou esperar nada em troca.

A firmeza interior trabalhada na humildade permite ao médium o esclarecimento de que ele não sabe tudo, que sempre estará em aprendizado pois a Espiritualidade por mais que ensine ainda não deu a palavra final. Dessa forma o médium sempre estará acrescentando ao seu aprendizado ensinamentos novos, iniciando-se assim para ele sempre novas etapas, que devem ser ultrapassadas com muito respeito, amor, dedicação, renúncia e fé.

A firmeza interior pautada no exercício do amor ao próximo fará o médium se ver novamente no lugar do outro que chega na Casa em busca de ajuda, auxílio, esclarecimento e compreensão como o próprio médium chegou um dia.

A firmeza originada na caridade fará o médium entender que não deve julgar quem quer que seja e que muitas vezes ele sofrerá ingratidão e descrédito por parte de algumas pessoas ao verem seus pedidos negados pelas entidades de Umbanda que não barganham e nem trabalham contra as Leis de Deus.

Se hoje meus filhos já caminharam mais um pouquinho, mais motivos tem para buscar o exercício dessa firmeza interior.


Ser médium dentro do templo é muito fácil! O difícil é colocar-se como médium no dia-a-dia onde a sociedade pede muitas vezes uma postura não tão condizente com os ensinamentos de paz, amor e fraternidade deixados pelo Nosso Senhor Jesus Cristo.

Lembrem-se filhos de fé, é através de vossas atitudes que o templo do qual você faz parte será representado, é através das vossas condutas que a Umbanda será mostrada a outras pessoas.

Médium, sinônimo de ponte, meio, instrumento. Que o médium de Umbanda seja um instrumento dócil nas mãos de Pai Oxalá para que assim as bênçãos de amor e luz possam se fazer na Terra.


Fonte: Um Caboclo em Terras brasileiras
Mensagem recebida em 09 de agosto de 2006, por Maria Luzia Leitão do Nascimento
Médium do Templo A Caminho da Paz - Cantinho de Pai Cipriano - RJ
Dirigente do Cantinho de Pai Firmino - Recife-PE

13 de maio, dia dos Pretos Velhos


Uma das falanges mais queridas não só pelos umbandistas, mas também pelos espíritas assim como pelos católicos que freqüentam a Umbanda: A falange dos Pretos Velhos! A linha das Almas! Os vovôs e as vovós! Preto veio, veio de Aruanda (colônia no astral superior, o céu) para trabaiá na Terra, para curar aquele fio que vem se consultar com este nêgo véio. Preto velho é mandingueiro, é feiticeiro e curandeiro. E, as mirongas que só preto veio sabe usa. Nego veio faz patuás e reza o rosário pra fio que tanto sofre na Terra, e que veio pedir ajuda pra este pai veio. Se, fio não tem amor; preto veio ajuda ele! Se ele ta doente preto veio cura ele com ervas passes e reza. Se, fio ta com problema de carrego, de feitiço, preto velho quebra feitiço com sua arruda, com a magia da fumaça do seu cachimbo. Preto veio cura, limpa, quebre trabaio de magia negativa e descarrega o fio que veio lhe procurar ele com fé.
Com este linguajar simples e com jeitinho amoroso, e amigável a entidade com a vestimenta fluídica, de pais e mães velhos de escravos da África incorporado no seu cavalo, o médium de Umbanda, vai trabalhando aquele que veio pedir ajuda. É o sábio conselheiro da Linha das Almas que muitos buscam na hora do sofrimento! São considerados como uma espécie de psicólogos da Umbanda e do Catimbó. E simbolizam a humildade ,a sabedoria e a paciência.

E é no dia 13 de maio que estes espíritos abnegados e de luz são homenageados pelos adeptos da Umbandista e do Catimbó de todo Brasil e do exterior. Neste dia há muita comida saborosa da culinária negra, é uma festa muito bonita nos templos.


Estes espíritos quando trabalhando usam diversos instrumentos em seus rituais como: Cachimbo, que com seu fumo ao mesmo tempo trazem mensagens do mundo espiritual também defuma o ambiente astral das larvas e miasmas. A “Mironga” da fumaça do cachimbo é muito usada pelos pretos velhos na hora de seu trabalho. Outro elemento é o Rosário, que veio do catolicismo, e o qual a entidade reza o consulente de forma tradicional ou de forma rápida que é pra casos urgentes e servem de uma espécie de amuleto protetor, e de benzedura.

Estas entidades andam com a coluna curvada pra baixo e mãos nas cadeiras na gira dando consultas. Alguns usam por vezes um chapéu de palha, e as mulheres um lencinho na cabeça e um pequeno avental. Dizem que chapéu serve pra cobrir e proteger o chakra coronário do médium, localizado no topo da cabeça, para não pegarenergias negativas, quando está trabalhando com a entidade em algum descarrego. A figa também é outro elemento dos pretos velhos, e são feitas de arruda, guiné, ou azeviche e também serve como amuleto. Estes espíritos bondosos são especialistas em prepararem patuás de proteção, e que é feito num saquinho e no seu interior contém ervas, orações e símbolos, além de serem sempre benzido pelos pais e mãe velhos; e são usados para proteger contra inimigos, olho grande, doenças, espíritos obsessores e outros males.

Seu dia da semana é segunda feira; dia das almas. Suas cores são o preto e o branco também podendo usar os tecidos xadrez. As suas contas são feitas com as sementes da planta de lágrimas de Nossa Senhora. Os pretos velhos tem vários símbolos, cada um escolhe o seu. Em alguns templos podem beber vinho, mas pode preferir o café amargo e até mesmo a aguardente. Gostam de rapadura, cocada, tutu de feijão, feijoada, e muita comida mineira. Sua vela é avelã de cera e natural. Estas entidades nos auxiliam com conselhos e vibrações de amor incondicional. Também são Mestres dos elementos da natureza; especialistas em manipular as energias.

E o que talvez muitos não imaginam, é que por detrás desta figura simples de preto negro velho, vindo da África e escravo, existe uma entidade tão antiga, um espírito milenar, de altíssimo escol. Um iniciado das escolas de Magia da Antiguidade do continente da Lamúria e Atlântida. Um Mago Branco dos templos antigos do passado de nossas civilizações. E lembrando que este espírito que já viveu muitas reencarnações na Terra onde foram vários personagens, podendo assim ter sido ou não um negro africano. Esclarecendo desta forma que nem todos pretos velhos foram escravos como muitos pensam; portanto não é uma regra!

Deixo minha homenagem aos pretos velhos com muito amor no coração, carinho, e agradecendo a eles pelos serviços prestados aos seres de nosso planeta, saudando-os com um Saravá e salvando os pretos velhos! Salve Pai Joaquim, Mãe Cambinda, Vovó Maria Conga, Pai João, Pai Joaquim de Angola, Pai José de Angola, Pai Francisco, Vovó Catarina, Pai Jacó, Pai Benedito, Pai Anastácio, Pai Jorge, Pai Luís, Mãe Maria, Mãe Sete Serras, Mãe Cristina, Mãe Mariana, Vovó Rita, Pai Maneco, Pai João, Pai José, Pai Mané, Pai Antônio, Pai Guiné, Vó Catarina. Um abraço a todos!


desafioespirita.blogspot.com/2009/05/pretos-velhos.html

Na Umbanda não há doutores


Em meio às atividades espirito-materiais de alguns terreiros que pregam a igualdade, a fraternidade, o amor e a caridade, um fato, dentre os muitos que nos deixam perplexos, tem nos chamado à atenção. Po isto mesmo, merece uma análise mais profunda e esclarecedora por parte daqueles que querem ver o Movimento Umbandista mais forte e coeso.
Estamos falando da ostentação de títulos de ordem honorífica ou profissional como instrumento de aspiração ao poder e também como meio de dominação, subjugação e humilhação frente a terceiros.
A Umbanda, assim como outros agrupamentos religiosos, é formada por pessoas das mais diferentes classes econômico-sociais e étnicas, que, justapostas, formam oque se denomina de meio religioso intercorrente.
Também é de conhecimento geral que, não obstante as pessoas terem profissões ou ofícios diferentes, todos deverão estar ali, naquele espaço de caridade, imbuídas da mesma finalidade: auxílio espiritual e material aos necessitados. Faz-se então necessário traçar uma linha divisória entre o status que algumas pessoas possam ter em sociedade e o trabalho espiritual exercido pelas mesmas.
Todos, independentemente dos títulos honoríficos ou profissionais que possam Ter, deverão estar irmanados com aqueles que não puderam alcançar um estágio intelectual ou cultural mais elevado, no sentido de, juntos, poderem dar sua cota de sacrif´cio e suor em prol de nossa religião.
Com pesar, observamos que algumas pessoas ainda julgam a existência de bondade, de caridade e altruísmo pela riqueza material ou intelectual que alguns detêm. Não que bens ou Cultura sejam nocivos; muito pelo contrário, se bem utilizados, são de grande valia para o progresso da humanidade.
Referimo-nos a alguns médiuns que tratam de maneira diferente abastados e pobres; que tratam com pompa os que possuem títulos universitários, desprezando aqueles que posssuem quando muito o primeiro grau; que dão atenção e mantém diálogos somente com aqueles que têm automóvel novo e sucesso econômico.
Referimo-nos também àqueles que desejando fazer parte ou já estando no corpo de médiuns ou assistentes, fazem tremenda e irrevogável questão de serem conhecidos e chamados como Dr. Fulano, médico; Dr. Beltrano, Engenheiro; Dra. Fulana, Advogada etc. Que fazem absoluta questão de alcançarem cargos ou funções que os façam importantes e admirados, dentro da coletividade religiosa.

Temos assistido alguns destes "doutores" reclamarem, apresentando seus diplomas, um lugar de destaque ou maior envergadura dentro das atividades de um templo de Umbanda. Pressionam para que aqueles que têm alguma função ou responsabilidade dentro de um terreiro, fruto de méritos espirituais, morais, éticos e caritativos, sejam substituídos, asseverando: ""Eu sou formado, sou doutor, logo sou melhor e não posso obedecer ordens ou estar em posição inferior em relação àquele que não é instruído ou formado".
A soberba, a vaidade, o orgulho, a ganância, o egocentrismo e a ambição doentia não deixam ver a estas pessoas que o que importa na Umbanda é o SER, vale dizer, ser honesto, ser dedicado à religião, ser simples, ser humilde, e não o TER, ter títulos profissionais, carrões último tipo, mansões suntuosas, e um belo saldo bancário.
A religião jamais poderá ser utilizada como ferramenta de projeção social, bem como em complemento de sucesso profissional. A Umbanda, nossa querida e elevada religião, foi plasmada do plano astral trazendo como carro-chefe os espíritos de índios e negros, duas das raças mais martirizadas do globo terrestre, e que, em última análise, representam a humildade, a dignidade, a sinceridade e oi alto grau de espiritualidade, sentimentos e virtudes ainda ausentes em muitos corações.
Em nossa religião não há lugar para ostentações terrenas, não há lugar para títulos materiais, tanto para espíritos quanto para médiuns e assistentes. Na Umbanda não se manifestam espíritos com o rótulo de "doutores" ou "mestres", mas sim os esforçados e trabalhadores Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças etc. que, seguindo as diretrizes da espiritualidade superior, não medem esforços no sentido de auxiliarem os habitantes da Terra, encarnados ou não, a progredirem espiritualmente.
Que esta simples dissertação possa de alguma forma contribuir para que alguns irmãos umbandistas, ainda impressionados com títulos e posses terrenos, alcancem o verdadeiro sentido da palavra IGUALDADE, e assim colaborem para que cada vez mais a Umbanda possa se tornar, não uma religião de ricos e pobres; de doutores e proletários, mas sim em segmento religioso de irmãos, unidos por laços de amor e fraternidade. É o que deseja Cristo Jesus, nosso Pai Oxalá.

Que é a Verdade?


“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
- Jesus., Jo., 8:32.)


Jesus permaneceu em silêncio quando Pilatos Lhe perguntou: (Jo., 18:38.)

“Que é a verdade?”

Confrontavam-se ali a verdade autêntica, transcendental, eterna e incorruptível que Jesus veio trazer e a falsidade, os ouropéis mesquinhos, transitórios, rasteiros, ligados ao chão da Terra, nos quais se comprazia Pilatos.

Que poderia Jesus responder? Pilatos não O entenderia absolutamente!...

Diz Agar:

A Ilusão do mundo e a renúncia incompleta não nos deixam descobrir as Verdades Divinas, enquanto permanecermos exclusivamente nos círculos acanhados.

É preciso o concurso do tempo, a fim de alcançarmos o sabor positivo da iluminação espiritual.”

Segundo o ínclito Mestre Lionês ,

“(...) nenhuma seita existe que não pretenda ter o privilégio da verdade.

Que homem se pode vangloriar de a possuir integral, quando o âmbito dos conhecimentos incessantemente se alarga e todos os dias se retificam as idéias? A verdade absoluta é patrimônio unicamente de Espíritos da categoria mais elevada e a Humanidade terrena não poderia pretender possuí-la, porque não lhe é dado saber tudo. Ela somente pode aspirar a uma verdade relativa e proporcionada ao seu adiantamento. Se Deus houvera feito da posse da verdade absoluta condição expressa da felicidade futura, teria proferido uma sentença de proscrição geral, ao passo que a caridade, mesmo na sua mais ampla acepção, podem todos praticá-la.

O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo a salvação para todos, independente de qualquer crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não diz: Fora do Espiritismo não há salvação; e, como não pretende ensinar ainda toda a verdade, também não diz: Fora da verdade não há salvação, pois que esta máxima separaria em lugar de unir e perpetuaria os antagonismos.”


Diz Marcelo Ribeiro :

“(...) Aqueles que possuímos uma mensagem de renovação e esperança para dar, devemos, melhor do que os outros, compreender que o nosso labor se baseia no perfeito equilíbrio em prol da divulgação lavrada na simpatia e na gentileza.

Não nos propomos combater as demais pessoas, ou suas idéias, ou sua forma de ser. Antes nos candidatamos a expor os nossos temas, aqueles que nos felicitam, interessando aos que nos ouvem e vêem a examinar as nossas informações, optando pelo que lhes pareça melhor.

Pugnadores da verdade, sabemos que ela não se contém, total, no nosso enfoque de como considerar a Vida, reconhecendo que, talvez, a nossa, seja uma visão melhor e mais clara, de modo a resolver inúmeros problemas que aturdem a Humanidade.

Exercitando-a, ampliamos a capacidade de entendê-la, facultando-lhe o crescimento em nós e crescendo com ela.

Assim considerando, recordemos que numa discussão sempre se podem encontrar três colocações da Verdade:

1 – a de um litigante,
2 – a do seu adversário e,
3 – aquela que paira acima dos indivíduos.

Esta última colocação é a legítima e transcendental, que examina fatores ignorados, causas desconhecidas motivadoras da ocorrência em pauta...

É urgente que estejamos conscientes da obra a realizar primeiro em nós mesmos, como combate intransferível e imediato, a fim de irmos adiante.

O próprio Jesus, que conhece a Verdade, jamais a impôs e nunca entrou em lutas verbalistas injustificáveis, tampouco Se deteve a combater contra...

O Seu, foi o combate a favor do bem, pelo bem de todos, com amor, sem despotismo, nem intolerância ou exigência, ensinando o amor e incondicionalmente amando com esperança no êxito final.”

Rogério Coelho

As Estrelas na Umbanda


O símbolo das estrelas representam a VERDADE, o ESPÍRITO e a ESPERANÇA.

A estrela de QUATRO pontas:

A estrela de quatro pontas se assemelha a uma cruz e nos remete à estrela de Natal, ao nascimento de Jesus e principalmente à finalidade de sua vinda.


A estrela de CINCO pontas:

É um símbolo poderoso de proteção e equilíbrio. Cada uma de suas cinco pontas representa um dos cinco elementos manifestados (Fogo, Ar, água e Terra) mais o elemento unificador: o Espírito.

A estrela de SEIS pontas:

É um símbolo potente que representa o macrocosmo (Deus, o Universo) em equilíbrio com o microcosmo (a raça humana, a Terra).
O triangulo que aponta para cima é símbolo do elemento fogo e representa a aspiração de alcançar ou retornar ao Divino. O triangulo que aponta para baixo é símbolo do elemento água e significa o plano terreno. No encontro dos dois triangulos temos o centro do hexagrama e aí está o ponto onde o equilíbrio e a beleza são alcançados.

A estrela de SETE pontas:

Símbolo de integração, tão mistica quanto o número de suas pontas. Representa inteligência oculta, é associado aos sete planetas da astrologia clássica e a outros sistemas so Sete, tal como os chacras do Hinduísmo.

A estrela de OITO pontas:

Símbolo de plenitude e regeneração, está ligado a sistemas de oito pontas tal como trigramas do I Ching, a roda pagã do ano e o "Ogdoad" do egito antigo.




Trechos retirados da apostila "Ritos e Rituais na lei de Umbanda".

O sonho de Lutero

Conta-se que certa vez Martinho Lutero sonhara. Achava-se nos umbrais dos tabernáculos eternos. Interrogou então, sofregamente, o anjo ali de guarda:

- Estão aí os protestantes?
- Não, aqui não se encontra um protestante, sequer.
- Que me dizes?! Os protestantes não alcançaram a salvação mediante o sangue de Cristo?!
- Já lhe disse e repito: não há aqui protestantes.
- Então - tornou, espantado, o sistematizador da Reforma - será que aqui estejam os católicos-romanos, os membros daquela Igreja que abjurei?
- Tampouco conhecemos aqui os filhos dessa Igreja; não existem aqui romanos.
- Estarão, quem sabe, os partidários de Maomé ou de Buda?
- Não estão, nem uns nem outros.

Intrigado, insistiu Lutero:

- Dar-se-á, acaso, que o Céu se encontre desabitado?!
- Tal não acontece - tornou serenamente o anjo - Incontáveis são os habitantes da casa do Pai, ocupando todas as suas múltiplas moradas.
- Dize-me, então, depressa: quem são os que se salvam, e a que igreja pertencem na Terra?
- A todas e a nenhuma - aclarou por fim o guardião da entrada das Celestes Moradas. - Aqui não se cogita de denominações, nem de dogmas. Os que se salvam são os que visitam as viúvas e os órfãos em suas aflições, guardando-se isentos da corrupção do século. Os que se salvam são os que procuram aperfeiçoar-se, corrigindo-se dos seus defeitos, renascendo todos os dias para uma vida melhor. Os que se redimem são os que amam o próximo e renunciam ao mundo, com suas fascinações. São os que porfiam, transitando pelo caminho estreito, juncado de espinhos: o caminho do dever.

Os que se purificam são os que obedecem à voz da consciência, e não aos reclamos do interesse. Os que conquistam a Divina Graça são os que trabalham pela causa da Justiça e da Verdade, que é a Causa Universal e não pelo engrandecimento de causas regionais, de determinadas agremiações com títulos e rótulos religiosos; os que aspiram à glória de Deus, ao bem comum, a felicidade coletiva. Os que se salvam...

- Basta! - atalhou Lutero. Já compreendo tudo: preciso voltar a Terra e introduzir certa reforma na Reforma.

Fonte: Nas Pegadas do Mestre - edição FEB