Archive for 01/11/09 - 01/12/09

Suicidio do Livro Memórias de um Suicida

“ Após a morte, antes que o Espírito se oriente, gravitando para o verdadeiro "lar espiritual" que lhe cabe, será sempre necessário o estágio numa "antecâmara", numa região cuja densidade e aflitivas configurações locais corresponderão aos estados vibratórios e mentais do recém-desencarnado. Aí se deterá até que seja naturalmente "desanimalizado", isto é, que se desfaça dos fluidos e forças vitais de que são impregnados todos os corpos materiais. Por aí se verá que a estada será temporária nesse umbral do Além, conquanto geralmente penosa. Tais sejam o caráter, as ações praticadas, o gênero de vida, o gênero de morte que teve a entidade desencarnada - tais serão o tempo e a penúria no local descrito. Existem aqueles que aí apenas se demoram algumas horas, outros levarão alguns meses, anos consecutivos, voltando à reencarnação sem atingirem a Espiritualidade. Em se tratando de suicidas o caso assume proporções especiais, por dolorosas e complexas. Estes aí se demorarão, geralmente, o tempo que ainda lhes restava para conclusão do compromisso da existência que prematuramente cortaram. Trazendo carregamentos avantajados de forças vitais animalizadas, além das bagagens das paixões criminosas e uma desorganização mental, nervosa e vibratória completas, é fácil entrever qual será a situação desses infelizes para quem um só bálsamo existe: - a prece das almas caritativas !
Se, por muito longo, esse estágio exorbite das medidas normais ao caso - a reencarnação imediata será a terapêutica indicada, embora acerba e dolorosa, o que será preferível a muitos anos em tão desgraçada situação, assim se completando, então, o tempo que faltava ao término da existência cortada. “


“ Coisa singular ! Essa escória trazia, pendente de si, fragmentos de cordão luminoso, fosforescente, o qual, despedaçado, como arrebentado violentamente, desprendia-se em estilhas qual um cabo compacto de fios elétricos arrebentados, a desprenderem fluidos que deveriam permanecer organizados para determinado fim. Ora, esse pormenor, aparentemente insignificante, tinha, ao contrário, importância capital, pois era justamente nele que se estabelecia a desorganização do estado de suicida. Hoje sabemos que esse cordão fluídico-magnético, que liga a alma ao envoltório carnal e lhe comunica a vida, somente deverá estar em condições apropriadas para deste separar-se por ocasião da morte natural, o que então se fará naturalmente, sem choques, sem violência. Com o suicídio, porém, um vez partido e não desligado, rudemente arrancado, despedaçado quando ainda em toda a sua pujança fluídica e magnética, produzirá grande parte dos desequilíbrios, senão todos que vimos anotando, uma vez que, na constituição vital para a existência que deveria ser, muitas vezes, longa, a reserva de forças magnéticas não se haviam extinguido ainda, o que leva o suicida a sentir-se um “morto-vivo” na mais expressiva significação do termo. Mas, na ocasião em que pela primeira vez o notáramos, desconhecíamos o fato natural, afigurando-se-nos um motivo a mais para confusões e terrores. “


O Mestre


O Mestre não deseja reverência, Deseja trabalho.


O Mestre não deseja ritual, Deseja humildade.

O Mestre não deseja dedicação a Ele, Deseja dedicação ao mundo.

O Mestre não deseja parapsiquismo, Deseja amor.

O Mestre não deseja teoria, Deseja a prática.

O Mestre não deseja a técnica, Deseja aplicação.

O Mestre não deseja rótulo ou pacote, Deseja espiritualidade.

O Mestre não deseja alguma linha, Deseja evolução.

O Mestre não deseja competição, Deseja respeito.

Um Mestre dispensa linguagem rebuscada, rituais obtusos, competição de egos, uniformidade de sistemas, intelectualidade arrogante, jargão excessivamente técnico, rótulos bonitos ou prédios imponentes.

Um Mestre busca discípulos que se afinizem com o trabalho assistencial efetivo, sem humilhá-los ou impor seu sistema.

Assim como as empresas materiais, os Mestres visam resultados, só que buscam os melhores objetivos conscienciais.
Os Mestres modernos não são como os de antigamente.
Nestes novos tempos, as técnicas evolutivas estão mudando.
Eles trabalham mais no plano extrafísico, intuindo o coração de seus discípulos, espalhados por todo orbe.

Equipes espirituais extrafísicas com organizada hierarquia sideral, intuem o coração dos neófitos que vibram na devida ressonância mental do bem.

Os meios de comunicação fáceis e acessíveis, já promovem as informações espirituais necessárias que se encontram ao alcance da maioria.

O maior mestre é a vontade do discípulo que o impele a adquirir um livro, freqüentar um curso e se aplicar no bem.

Com a melhoria do nível das programações existenciais, novos tarefeiros vêm reencarnando em condição melhorada de serem intuídos por muitos Mestres espirituais.

Estes Mestres, por sua vez, acabam por encontrar corações e mentes de boa sintonia, de consciências, que não os conheciam, abrindo novas oportunidades universalistas.
Assim, qualquer pessoa de mente e coração elevados, pode receber um sopro intuitivo de algum Mestre, que eventualmente passe por perto.

O Mestre não deseja discípulos avançados, Deseja avanços no coração.

O Mestre não deseja a pose honrosa, Deseja a honra de servir sem preconceito.

O Mestre não deseja grupos de iniciados, Deseja os que iniciaram o trabalho fraterno.

O Mestre não deseja cheiro de incenso, Deseja o odor reverberante da paz.

O Mestre não deseja o brilho do cristal, Deseja a cristalinidade do coração.

Espiritualidade não é religião e humildade não é servilismo. Devemos ser simples sem sermos simplórios.

A fraternidade exige iniciativa, o bem exige coragem e todos têm possibilidade de assim conviverem.

Seu Mestre não se encontra nas montanhas do Himalaia, se encontra nas aberturas de Luz, que vem de dentro de seu coração.

Façam por merecer, pois quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece!
Paz, Amor e Luz!


Dalton Roque – Inspirado espiritualmente por Ramatís –
Curitiba, 03 de maio de 2004

Orixás e Guias Espirituais

Os Orixás são vibrações cósmicas provindas das leis que regulam a vida. Eles manipulam e são a energia do Cosmo representada por 7 faixas de vibração. Você pode até não saber a respeito destas faixas, contudo, já deve ter percebido que existem forças que mexem com o magnetismo das coisas. Como somos feitos em grande parte de água e sais em nossos corpos, a alteração do campo vibratório, a exemplo da Lua, sofre alterações químicas capazes de alterar até o nosso modo de ver as coisas em determinados momentos da vida, como prova a ciência.

Assim sendo, denominou-se Orixá toda aquela faixa vibratória segmentada associada a um elemento da natureza. É como se Deus mandasse um gerente tomar conta de cada elemento da natureza, e aqueles que nascem são regidos por um Orixá Masculino e outro Feminino, isto é, como na natureza, a representação dos sexos também é feita na tutoria de nossas vidas, através dos nossos Pais e Mães de cabeça. Um Espírito me explicou que ao nascermos somos adotados por um Pai e uma Mãe, nossos pais de cabeça, que quando coroamos colocam suas mãos sobre nossa cabeça, comprometendo-se a cuidarem de nós. Perceba, que no momento do batismo, nossos pais e padrinhos também fizeram isso, lembrou? Existe um comprometimento tanto da parte espiritual quanto da material em proteger aqueles que nascem.

Como as forças da natureza, não podem ser capturadas ou apreendidas, pois são energias, também não há como aprisionar os Orixás em nossos corpos, pois eles também não incorporam. São na verdade, espíritos guias, chamados de Guias, cuja afinidade espiritual com a faixa vibratória o associa ao trabalho espiritual daquela linha.


Agora que falamos dos Orixás, resta-nos falar a respeito dos Guias. Como o nome já indica, são espíritos dispostos a nos guiar durante a nossa existência em uma ou mais encarnações. Os Guias, podem ainda ser chamados de Protetores Civis, ou ainda Anjos da Guarda. Não importa a denominação e sim a tarefa gloriosa de servir ao próximo, ajudando-nos a levar adiante a execução das promessas feitas por nós antes de reencarnarmos.

É importante frisar que as pessoas podem ter mais de um espírito Guia ou Mentor Espiritual. Já percebi que quanto maior for o número de espíritos protetores maior a tarefa a ser executada e maiores são as dívidas de vidas passadas. Devemos agradecer a Deus por colocar tão bondosos espíritos para nos ajudar a nos manter nos trilhos nesta existência.

Mas se os Espíritos Guias nos protegem , então nada de mal irá acontecer conosco? Não é bem assim. Primeiramente , temos a nossas faltas, passos a cumprir. Somos eternos em espírito lembre-se disso. Então temos provações em nossas vidas a serem passadas e como no banco escolar, somente estaremos aptos a passar de ano após as provas que marcam aquele período em nossas vidas. Os Guias nos orientam e nos querem o bem, são como nossos pais, só que desencarnados.

Temos um dom dado por Deus que permite-nos alheios a tudo e todos escolher o nosso próprio caminho - o livre arbítrio. Ai que a coisa engrossa. Pois não basta pertencermos a religião A ou B e garantirmos com isso nossa imunidade. Não nada disso. Temos que através de nossas ações demonstrar o quanto amamos o próximo e qual o tamanho do sacrifício que estamos dispostos a fazer por ele.

Algumas vezes esquecemos que não estamos nessa vida somente para comprar um carro, uma casa na praia e mandar os filhos para a Disney. Nada contra, só que o ano tem 365 dias e muitas vezes não dedicamos 10 à caridade. Ir ao centro ou a igreja faz parte, mas somos avalidos pelas nossas ações, e não adianta pedir ponto para passar, devemos repetir a lição até que aprendamos.

Em resumo, os Orixás que regem a natureza e como fazemos parte dela sofremos esta influência, recebemos ao nascer as características vibratórias correspondentes a cada faixa vibracional de um Orixá. Ao nascermos ganhamos um Pai e uma Mãe espirituais (Orixás) e protetores, que por trabalharem sob a vibração de um Orixá caminham conosco até o nosso desencarne nos orientando com boas vibrações e bons pensamentos.

Mas não se esqueça. Se pensares besteira, quiseres fazer o mal, ir para locais pouco seguros ou impróprios, consumir drogas entre outras coisas que moralmente fogem as orientações do Cristo, é problema seu.

Reze, faça suas orações para que seus pensamentos estejam na mesma freqüência do plano astral superior e faça a caridade, tenha bons sentimentos, esqueça as mágoas, os destratos a falta de amizade.

Pai Oxalá nos pede que sejamos seus assistentes na Terra. Fazendo a caridade, temos a certeza que estaremos representando-O bem.

Busque em cada irmão um Cristo vivo que te fará feliz, assim como eu.

Viva Pai Oxalá, Via Maria Mãe de Jesus e Viva a Umbanda!



http://www.grupopas.com.br/cadastroColuna/mostraArtigoColuna.do?id=39

A prece de Caritas e sua história


Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!

Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.

E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.

Assim Seja.

A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e contritamente orada por várias gerações de espíritas.

CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma das grandes médiuns de sua época - Mme. W. Krell - em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe. Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.

A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações: "Como servir a religião espiritual"e "A esmola espiritual".

Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografada em transe, e, que chegaram até n;os, encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas.

Extraído publ. EDICEL

O Ressurgimento do Cristo na Oração


Cada Universo contém um Núcleo pleno de Oração.


Ali, vive uma Chama de Amor Hierárquico.

Deste Fogo surge um Espelho Central onde o Verbo do Pai vibra e principia.

Deste Verbo irradia-se o Magnetismo do Filho que aglutina e envia o Sinal da Paz para os Mundos.

Do Sinal da Paz nasce a fôrma da Mãe Divina que constrói os templos internos para a devoção ardente.

Dentro de cada partícula vivente actua o Espírito da Oração, coeso em Realidade Trina.

Quando nossas mentes aquietam-se e permitem o fluir deste Dinamismo Divino, a concepção da Verdade deixa de existir e passamos a percepcioná-la com pureza.

Passamos a ter a experiência directa do Contacto.
Tornamo-nos pilares da Boa Nova do Propósito Maior.
Somos então santos-homens, lumes de compaixão e sabedoria.

Or-acção... a acção vertical... a unificação com o núcleo da Inteligência-Matriz.

Quando um ser vive este estado de sintonia com esta ritualização do sagrado no dia-a-dia, recebe da Fonte o impulso que necessita para a ascensão da matéria que lhe corresponde.

Em tempos de tsunamis, podemos aprender com o Irmão Oceano como actuar em consonância com o Mestre Interno. O magnetismo das águas do mundo são espelhos directos do que acontece no psiquismo terrestre.

Quando os oceanos recebem o impulso para manifestar a magnitude de um raio cósmico especifico para a purificação desta massa psíquica, surge ante nós família humana, a possibilidade de irmos juntos nesta Onda Gigante e implacável de Amor Cósmico, transmutar nossas mentes e corações.

Na oração, podemos num gesto colectivo, liquifazer a própria mão do Propósito... pois a energia motriz da comunhão é pura luz transcendente.

E através da potência desta manifestação poderemos confirmar nosso desapego, nossa humildade e fé diante do que está a chegar neste orbe planetário.

O Ressurgimento do Cristo.

Há tempos ele resgatou o Carma Planetário, baptizou o etérico do Planeta
para a nossa Iniciação Colectiva.

Um passo fundamental, neste tempo presente para tornarmos nossas conexões eternizadas na Supra Mente dele é:

Orar ininterruptamente frente a este Altar Ascencional.
Orar é consagrar toda a vida em ti aos Planos Imaculados em que respiras plenamente.
Não há outra forma de abrir as portas do Céu Maior em nós.

Sejamos pois portais para o nosso próprio baptismo na unção do Amor e na consagração da Sabedoria.

E silenciemos perante nossos próprios passos... o caminhar equânime só poderá dar-se quando ousarmos ter em nossa visão interna a Graça como companheira de percurso. A Graça que é o presente único do Pai para cada um de nós.

Nesta época, somos instrumentos directos de Revelações... os Raios Cósmicos estão a nos chamar com o seu Poder Transmutador.

Alcemos nosso olhar para o Altíssimo e ali encontraremos o Sorriso Unificador de nossos Irmãos Maiores a nos guiar para a Última Grande Luz.

Paz a todos os seres.


Namastê


A palavra Namaste (pronuncia-se Namastê) é composta de duas palavras sânscritas: Nama (reverência, saudação) e Te, que significa você. Em síntese é saúdo a você, de coração, ao que deve ser retribuído com o mesmo cumprimento. Pelos meios esotéricos acabou ganhando o significado floreado de "O Deus que habita em mim saúda o Deus que há em você".

O gesto do Namaste, conhecido pelos budistas como Anjali mudra, consiste no simples ato de juntar as palmas das mãos ante o coração (ou mais precisamente o chakra do coração), e inclinar levemente a cabeça. Metaforicamente, os cinco dedos da mão esquerda representam os cinco sentidos de karma, enquanto os da direita representam os cinco órgãos do conhecimento. Significa então que mente e coração devem estar em harmonia, para que nosso pensar e agir estejam de acordo com o Dharma. Também é um reconhecimento da dualidade que existe no mundo e sugere um esforço de nossa parte para trazer essas duas forças unidas em equilíbrio.

Contando os dedos, um total de dez é alcançado. O número dez é símbolo da perfeição, da unidade, em todas as tradições antigas. As dez Sephiroth na Árvore da Vida, os dez Mandamentos, o símbolo da criação no sistema de Pitágoras e o número do equilíbrio perfeito para os antigos Chineses.

A mitologia por trás deste gesto é no mínimo curiosa: O Prof. Wagner Borges conta que o Deus Krishna escondeu as roupas de algumas garotas que se banhavam no rio Yamuna. Elas suplicaram de todas as formas a ele para devolvê-las, mas Krishna permaneceu irredutível (sacana, não?). Somente quando elas fizeram o gesto do Namaste é que ele ficou satisfeito e devolveu as roupas.

Referência: Exotic India

Você sabe o que é mandinga?


“Quem não pode com mandinga, não carrega patuá”, diz uma antiga expressão, hoje muito usada como sinônimo de outra coisa que diz: “quem não tem competência, não se estabelece”.


Comete engano quem acre di ta que a expressão esteja referin do a mandinga como feitiço, ebó, ‘coisa feita’, etc. Mandinga é um grupo (ou na ção) africano do norte que por sua proximidade com os árabes aca bou por se tornar mu­çulmano e, sendo esta uma religião fanati zante, seus adeptos têm verdadei ro ódio aos que não aceitam Alá como Deus ou Maomé como seu profeta.Com o desenvolvimento do trá fico de escravos, muitos negros mandingas vieram parar nas Amé ricas, vítimas que foram da ambição dos brancos. Por serem os negros mandingas muçulma nos, muitos desses escravos sa biam ler e escrever em árabe, além de conhecer a matemática melhor do que os brancos, seus senhores, e este estado superior de cultura de um determinado grupo negro fêz com que fossem tidos como feiticeiros, passando a ex pres são mandinga a sinônimo de feitiço. Por outro lado, os negros que praticavam o culto aos Orixás eram vistos como infiéis pelos ne gros mulçumanos. O branco, apro­veitando-se dessa rivalidade e confiando aos mandingas fun ções superiores que os demais, fazia a animosidade entre eles crescer. Os mandingas não eram obrigados pelos brancos a ingerir restos de carne de porco, e até mesmo permitiam que estes trou xes sem trechos do Alcorão en cerrados em pequenos invólu cros de pele pendurados ao pescoço. Geralmente eram os mandingas quem acabava ocupando o lugar de caçadores de escravos fujões, os chamados “capitães-do-mato”. Por isso, quando um negro pre tendia fugir, além de se prepa rar para lutar sem armas através da capoeira e do maculelê, ele dei xava o cabelo carapinha e pen durava ao pescoço um patuá, de forma que pensassem tratar-se de um mandinga, para não ser per se guido. Todavia, se um verda deiro mandinga o abordasse e ele não soubesse responder em ára be, o verdadeiro mandinga des car re garia todo seu furor nesse in fe liz negro fujão.Daí nasceu a expressão “quem não pode com mandinga, não carrega patuá”.

A vingança a quem se atre vesse a portar um falso objeto considerado sagrado pelo muçul mano era qualquer coisa de ter rível. Mais tarde, porém, o hábito de utilizar patuás entre negros foi se generalizando, pois estes acre ditavam que o poder dos man dingas era devido, em grande par te, aos poderes do patuá. Por outro lado, os padres também uti li zavam, e ainda hoje utilizam, cru cifixos e medalhas, Agnus Dei, etc., que, depois de benzidos, a maio ria das pessoas acredita pos sam trazer proteção aos devo tos nelas representados.Nos primeiros terreiros de Can domblé que se organizavam, era comum o pedido de patuá por parte dos simpatizantes e até mes mo por aqueles que temiam o culto afro, pois dizia-se que o patuá poderia até mesmo neutra lizar trabalhos de magia negra. MAS, AFINAL, O QUE É PATUÁ? O patuá é um objeto consa grado que traz em si o aché, a força mágica do Orixá, do santo ca tólico ou Guia de luz, a quem ele é con sagrado.
Entre os ca tólicos já era há bito usar um frag mento de qual quer objeto que houvesse perten cido a um santo ou a um papa, até mesmo fragmento de ossos de um mártir ou lascas de uma su posta cruz que teria sido a de Cristo. Até mesmo terra, que era trazida pelos cruzados que volta vam da Terra Santa e que a utiliza vam nesses relicários, considera dos poderosos amuletos, que de ve riam atrair bons fluidos e prote ger dos azares.
O nome relicário é originário de latim relicare-religar, que aca bou formando a palavra relíquia.
Logo o clero percebeu que não po deria impedir o uso dos patuás pelos negros, que os tiravam an tes de entrar na igreja, mas vol tavam a usá-los ao afastar-se de la. Decidiram, então, substituir o patuá africano (o autêntico), que tra zia trechos do Alcorão, por outro que trazia orações católicas, me da lhas sagradas, Agnus Dei (uma espécie de medalha com o forma to de coração, que se abre ao meio, onde se encontram as figu ras de Jesus e Maria ou ainda sím bolos da Igreja tradicional).
Com a formação dos primei ros templos de Umbanda e a possibilidade de um contato mais estreito com diversas Entidades es pi rituais, as pessoas que bus­ca vam proteção começaram a en con trar nesses objetos sagrados um apoio (era algo material que continha a força mágica vibratória da entidade que o trabalhara e que o crente poderia ter sempre con sigo). A partir daí, as entidades de luz passaram a orientar sua ela boração, indicando quais objetos seriam incluídos na confecção do patuá e como se deveria proceder com eles para que recebessem o seu aché, isto é, a força mágica. Os ingredientes geralmente mais utilizados para a confecção dos patuás são os seguintes: Figas de guiné; Cavalos ma rinhos; Olhos de lobo (raros e ca ros); Estrela de Salomão; Estrela da guia; Cruz de caravaca; Couro de lobo; Pêlo de lobo; Santo Anto nio de guiné; Imagens de Exu e Pom ba Gira da Guiné; Pontos di versos; Orações; Sementes varia das; Imãs, etc. Não nos esqueçamos que es sas coisas singelas não têm ne nhum valor se não forem pre paradas pelas entidades incorpo rantes. Somente estas podem dar o aché ao patuá.

Trechos do livro “Iniciação à Umbanda” vol. 2 – Tríade Editora de Pai Ronaldo de Linares e Diamantino Fernandes Trindade.

Umbral

"O humanidade invisível, que se segue à humanidade visível. As missões mais laboriosas do Ministério do Auxílio são constituídas por abnegados servidores, no Umbral, porque se a tarefa dos bombeiros nas grandes cidades terrenas é difícil, pelas labaredase ondas de fumo que os defrontam, os missionários do Umbral encontram fluidos pesadíssimos emitidos, sem cessar, por milhares de mentes desequilibradas, na prática do mal, ou terrivelmente flageladas nos sofrimentos retificadores. É necessário muita coragem e muita renúncia para ajudar a quem nada compreende do auxílio que se lhe oferece.
Interrompera-se Lísias. Sumamente impressionado, exclamei:
- Ah! como desejo trabalhar junto dessas legiões de infelizes, levando-lhes o pão espiritual do esclarecimento!
O enfermeiro amigo fixou-me bondosamente, e, depois de meditar em silêncio, por largos instantes, acentuou, ao despedir-se:
- Será que você se sente com o preparo indispensável a semelhante serviço?"
(Nosso Lar, cap. 12, André Luiz/Chico Xavier, FEB)

Caboclos Espiritos de Luz


São entidades, espíritos de índios brasileiros e Sul Americanos, que trabalham na caridade como verdadeiros conselheiros,nos ensinando a amar ao próximo e a natureza, são entidades que tem como missão principal o ensinamento da espiritualidade e o encorajamento da fé, pois é através da fé que tudo se consegue.

Usam em seus trabalhos ervas que são passadas para banhos de limpeza e chás para a parte física, ajudam na vida material com trabalhos de magia positiva, que limpam a nossa áura e proporcionam uma energia de força que irá nos auxiliar para que consigamos o objetivo que desejamos, não existe trabalhos de magia que possam lhe dar empregos e favores, isso não é verdade, o trabalho que eles desenvolvem é o de encorajar o nosso espírito e prepara-lo para que nós consigamos o nosso objetivo.

A magia praticada pêlos espíritos de caboclos e pretos velhos é sempre positiva, não existe na Umbanda trabalho de magia negativa, ao contrário, a Umbanda trabalha para desfazer a magia negativa. Eu sei que infelizmente, existem vários
terreiros que praticam esta magia inferior, mas estes são os magos negros, que para disfarçar o seu verdadeiro propósito, se escondem em terreiros ditos de Umbanda para que possam atrair as pessoas e desenvolver as suas práticas negativas, com promessas falsas que sabemos nunca são atendidas.

Mais graças a Oxalá, esses terreiros estão acabando, pois, o povo esta tendo um maior conhecimento e buscando a verdade e é através desse caminho, de busca da verdade, que esse templo de Umbanda pretende ensinar a todos, o verdadeiro caminho da fé.

Os caboclos de Umbanda são entidades simples e através da sua simplicidade passam credibilidade e confiança a todos que os procuram, seus pontos riscados, grafia sagrada dos Orixás, traduzem a mais forte magia que existe atualmente, é atravésdesses pontos que são feitas limpezas e evocações de elementais e Orixás para diversos fins, mais a frente falaremos um pouco mais sobre os pontos riscados de Umbanda.

Nos seus trabalhos de magia costumam usar pembas, ( giz de várias cores imantados na energia de cada Orixá), velas,geralmente de cêra, essências, flores, ervas, frutas, charutos e incenso. Todo esse material será disposto em cima de uma mandala ou ponto riscado, para que esse direcione o trabalho.

Quando fazemos um trabalho para uma entidade de Umbanda e colocamos algum prato de comida, como pôr exemplo espigas de milho cozidas com mel, esta comida não é para o Caboclo comer, espíritos não precisam de comida, o alimento que esta ali depositado, serve como alimento espiritual, isto é, a energia que emana daquela comida e transmutada e utilizada para
o trabalho de magia a favor do consulente, da mesma forma o charuto que a entidade esta fumando é usado para limpeza, do consulente através da fumaça e das orações que estas entidades fazem no momento da limpeza, são os chamados passes de Umbanda.

Muitas vezes a Umbanda é criticada e chamada de baixo espiritismo, pois seus guias fumam e bebem, mais estas críticas se devem a uma falta de conhecimento da magia ritual que a Umbanda pratica, desde o início, com tanta maestria e poder, e sempre o fará para o bem de todos.

Rodrigo Romo

http://www.shtareer.com.br/


Caboclos


São geralmente espíritos de civilizações primitivas, tais como índios: Íncas, Maias, Astecas e afins. Foram espíritos de terras recém formadas e descobertas, eles formaram sociedades (tribos e aldeias), com perfeita organização estrutural, tudo era fabricados por eles, desde o cultivo de alimentos até a moradia.

Como foram primitivos conhecem bem tudo que vem da terra, assim caboclos são os melhores guias para ensinar a importância das ervas e dos alimentos vindos da terra, além de sua utilização.

Assim como os Pretos-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham "incorporados" a seus médiuns na Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual.

São subordinados aos Orixás, o que lhes concede uma força mestra na sua personalidade e forma de trabalho, igual aos Pretos-velhos.

Quando falamos na personalidade de um caboclo ou de qualquer outro guia, estamos nos referindo a sua forma de trabalho.

Costumam usar durante as giras, penachos e fumam charutos. Falam de forma rústica lembrando sua forma primitiva de ser, dessa forma mostram através de suas danças muita beleza, própria dessa linha.

Seus "brados", que fazem parte de uma linguagem comum entre eles, representam quase uma "senha" entre eles. Cumprimentos e despedidas são feitas usando esses sons.

Costumamos dizer que as diferenças entre eles estão nos lugares que eles dizem pertencer. Dando como origem ou habitat natural, assim podemos ter:

Caboclos da mata: Esses viveram mais próximos da civilização ou tiveram contato com elas.

Caboclos da mata virgem: Esses viveram mais interiorizado nas matas, sem nenhum contato com outros povos.


Assim vários caboclos se acoplam dentro dessa divisão.

Torna-se de grande importância conhecermos esses detalhes para compreendermos porque alguns falam mais explicados que outros.Mais ainda existe as particularidades de cada um, que permitem diferenciarmos um dos outros.

A primeira é a "especialidade" de cada um, são elas: curandeiros, rezadeiros, guerreiros, os que cultivavam a terra (agricultores), parteiras, entre outros.

A segunda é diferença criada pela "força da natureza" que os rege. É o Orixá para quem eles trabalham.

Para nós da Umbanda, é importantíssimo saber que a "personalidade" de um caboclo se dá pela junção de sua "origem", "especialidade" e "força da natureza" que o rege.

E é nessa "personalidade" que centramos nossos estudos. Assim como os Pretos-velhos, eles podem dar passe, consulta e correntes de energização ou participarem de descarrego, contudo sua prática da caridade se dá principalmente com a manipulação.

Quando falamos em manipulação, estamos nos referindo desde preparo de remédios feitos com ervas, emplastos, compressas e banhos em geral até manipulação física, como por rezar "espinhela caída".

Esses guias por conhecerem bem a terra, acreditam muito no valor terapêutico das ervas e de tudo que vem da terra, por isso as usam mais que qualquer outro guia.

Desenvolveram com isso um conhecimento químico muito grande para fazer remédios naturais.

Como são espíritos da mata propriamente dita, todos recebem forte influência de Oxossi, no sentido apenas do conhecimento químico das ervas, independente do Orixá que trabalhe.

São espíritos que também trabalham muito com passe. Acreditamos ser pela facilidade de locomoção, já que normalmente trabalham em pé.

São também bastante necessários na hora de um descarrego, pois conseguem acoplar no médium em qualquer posição.

Formas incorporativas e especialidade de caboclos:

Caboclos de Oxum: Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece primeiro ou quase simultâneo no coração
(interno). Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desanimo entre outras. Dão bastante passe tanto de
dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar; Seus passes quase sempre são de
alívio emocional.

Caboclos de Ogum: Sua incorporação é mais rápida e mais compactada ao chão, não rodam. Consultas diretas, geralmente gostam de
trabalhos de ajuda profissional. Seus passes são na maioria das vezes para doar força física, para dar ânimo.

Caboclos de Iemanjá: Incorporam de forma suave, porém mais rápidos do que os de Oxum, rodam muito, chegando a deixar o médium
tonto. Trabalham geralmente para desmanchar trabalhos, com passes, limpeza espiritual, conduzindo essa energia para o mar.

Caboclos de Xangô: São guias de incorporações rápidas e contidas, geralmente arriando o médium no chão. Trabalham para: emprego;
causas na justiça; imóvel e realização profissional. Dão também muito passe de dispersão. São diretos para falar.

Caboclos de Nanã: Assim como os Pretos-velhos são mais raros, mas geralmente trabalham aconselhando, mostrando o carma e como
ter resignação. Dão passes onde levam eguns que estão próximos. Sua incorporação igualmente é contida, pouco dançam.

Caboclos de Iansã: São rápidos e deslocam muito o médium. São diretos para falar e rápidos também, muitas das vezes pegam a
pessoa de surpresa. Geralmente trabalham para empregos e assuntos de prosperidade, pois Iansã tem grande ligação com Xangô.
No entanto sua maior função é o passe de dispersão (descarrego). Podem ainda trabalhar para várias finalidades, dependendo da
necessidade.

Caboclos de Oxalá: Quase não trabalham dando consultas, geralmente dão passe de energização. São "compactados" para incorporar e
se mantém localizado em um ponto do terreiro sem deslocar-se muito.

Caboclos de Oxossi: São os que mais se locomovem, são rápidos e dançam muito. Trabalham com banhos e defumadores, não
possuem trabalhos definidos, podem trabalhar para diversas finalidades. Esses caboclos geralmente são chefes de linha.

Caboclos de Obaluaiê: São raros, pois são espíritos dos antigos "bruxos" das tribos indígenas. São perigosos, por isso só filhos de
Omulu de primeira coroa possuem esses caboclos. Sua incorporação parece um Preto-velho, locomovem-se apoiados em cajados.
Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins.

CENTRO ESPÍRITA OGUM 7 ESPADAS

Decálogo dos Vampiros


Vampiros não precisam se chamar Drácula, ter caninos em ponta nem vagar pelas madrugadas, vestindo capa preta, à caça de vítimas de sangue quente. É também vampiro aquele que suga a energia vital alheia. O que todos os vampiros tem em comum é o egocentrismo. O bom vampiro domina técnicas para desestabilizar as defesas psíquicas das suas vítimas, fazendo com que elas abram as portas do seu reservatório de energia. Cuidado: qualquer um de nós pode ser sugado por um vampiro. E, num momento de descuido neurótico, pode agir como vampiro. Nossa sociedade moderna é construída, em boa parte, de vampiros. Não são, claro, vampiros literais, os clássicos dráculas que vão por aí, pelas noites, em busca de incautos pescoços tenros onde fincar seus dentes pontiagudos para sugar o sangue. Refiro-me aos vampiros de energia vital. Gente incapaz de se nutrir em fontes de energia natural e que vive sugando a força de vida dos outros Pessoas equilibradas, sadias - tanto no aspecto físico quanto, principalmente, no psíquico - nutrem-se diretamente das fontes naturais de energia. Mas um outro tipo de pessoas, desequilibradas, que por terem perdido o contato com a sua própria natureza interna mais profunda perderam também a capacidade de absorver e processar o alimento energético natural, precisam, para sobreviver, entregar-se a um expediente horrível: sugar a energia vital de outras pessoas. São eles os assim chamados "vampiros de energia". Seu número, hoje em dia, é infelizmente muito grande. Suaproliferação é justamente uma das características negativas mais marcantes da nossa sociedade da produtividade e do consumo. Conseqüência direta da perda de contato com o mundo natural.

Tipos de Vámpiros:


Vampiro cobrador - Cobra sempre, principalmente aquilo que não lhe é devido. Esse vampiro costuma apresentar-se como credor do mundo; acha a ter direito a tudo sem nada dar em troca. Exemplo: se você cruzar na rua com um vampiro conhecido, ele não irá lhe perguntar afetuosamente: "Olá, como vai? Que bom rever você. Está tudo bem?" Nada disso. Mais provavelmente, ele vai de imediato cobrar-lhe alguma coisa: "Puxa, até que enfim te vejo. Há meses espero um telefonema teu. Você esqueceu que eu existo?" Se você engolir a pílula, quero dizer, a cobrança, e vestir a carapuça de culpado de desatenção pessoal que o vampiro que enfiar na sua cabeça, já estará enfraquecendo-se e abrindo uma porta para que ele sugue sua energia.

Não fraqueje. Use imediatamente o melhor antídoto contra vampiro cobrador: cobrar de volta. Responda simplesmente: "Decidi que nunca mais iria lhe telefonar antes de você me ligar para saber se ainda estou vivo." Mas não subestime nunca a força de um vampiro. Trata-se da mesma força de alguém quetem fome e quer comer. É melhor, depois de devolver-lhe a cobrança, dar a ele um adeuzinho rápido e cair fora.


Vampiro crítico
-

Critica negativamente a tudo e a todos. Seu lema é: maldizer sempre, elogiar sinceramente nunca.
Transmitir para a vítima uma visão feia e negativa das coisas, das pessoas e do mundo é outra técnica de desestabilização utilizada por vampiros. A crítica impiedosa e a maledicência tendem a criar no ouvinte um estado de alma escuro e pesado, e isso é outro jeito fácil de abrir uma jugular energética e se banquetear com os fluidos da vítima.

Antídoto: dizer claramente ao vampiro que ele está exagerando, que você não concorda com essas colocações e que ele deve estar muito infeliz para se concentrar tanto apenas nos aspectos negativos das pessoas, das coisas e do mundo. Adeuzinho rápido, e cair fora.


Vampiro adulador
-

Adula o ego da vítima, cobrindo-o de lisonjas e elogios falsos. Exatamente a técnica que o genial La Fontaine retrata nafábula O Corvo e a Raposa. O corvo, no alto de uma árvore,carrega no bico um pedaço de queijo. A esperta raposa diz ao corvo que sua voz é magnífica epede a ele que cante. Seduzido pela adulação, o corvo abre o bico, emite um
triste grasnido e deixa cair o queixo. A raposa o abocanha e, antes de comê-lo, ainda passa uma lição ao estúpido corvo: "Aprenda que todo adulador vive às custas de quem o escuta." Cuidado, portanto, com os puxa-sacos. Dentro de cada um deles está um vampiro à espreita, pronto para sugar.

Antídoto: simplesmente não de ouvidos ao adulador. Se ele insistir, conte-lhe a fábula de La Fontaine. E caia fora.


Vampiro reclamador -

Cada fala ou gesto desse vampiro contém uma reclamação explícita ou implícita. Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. Mas, como suas reclamações tem pouco ou nenhum fundamento, esse vampiro raramente dispõe de argumentos sólidos e
válidos para defender e justificar seus protestos.

Antídoto: mande esse vampiro parar de encher o saco. E caia fora.


Vampiro inquiridor
-

Dispara perguntas sobre tudo como quem atira com metralhadora. Se você tentar responder, ele cortará sua resposta antes do fim fazendo uma outra pergunta, talvez de um assunto completamente diverso. Esse vampiro não tem nenhum interesse em obter respostas. Sua técnica visa apenas desestabilizar o equilíbrio da mente da vítima, perturbando o
fluxo normal de pensamentos desta.

Antídoto: não ocupe sua mente à procura de respostas para as perguntas do vampiro. Para cortar sua investida, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente. Por exemplo: "Meu amigo, quando foi a última vez que você fez sexo bem feito com alguém?" E não espere a resposta. Caia fora.


Vampiro lamentoso
- Para sugar a energia vital da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Faz tudo para despertar comiseração. Apresenta sua vida como um mar de lágrimas, gemidos e prantos. Cheio demágoas, coloca-se sempre na posição de vítima sofredora diante do mundo carrasco.

Antídoto: diga claramente a esse vampiro que você detesta lamentos porque queixumes não resolvem nenhum problema. Se ele insistir, faça menção a alguma solução radical como a eutanásia ou o suicídio
(vampiro morre de medo de morrer). E caia fora.

Vampiro pegajoso
- Investe contra as portas da sensualidade e da sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a presa com seus tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma duas possibilidade: seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando em você repulsa e náusea. Em ambos os casos você estará desestabilizado e ele beberá à vontade no seu reservatório de energia vital.

Antídoto: sem hesitação, corte logo a dele dizendo que você está com uma tremenda dor de barriga. Corra para o banheiro e fique lá trancado até o vampiro desaparecer.


Vampiro grilo falante
- A porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Obriga suas vítimas a ouvi-lo horas seguidas. Dessa forma, mantém a atenção da vítima ocupada, enquanto suga sua energia vital. Em seu livro O Destino Criativo do Homem, a médica e clarividente turca Shafika Karagulla descreve uma cena horripilante dessa modalidade de vampirismo que teve chance de testemunhar, numa reunião social em Londres. Cheio de charme e inteligência, o vampiro, sentado diante de sua vítima, falava sem parar. A vítima o escutava embevecida, numa atitude completamente passiva diante daquela torrente de palavras sedutoras que chegavam a seus ouvidos. Abrindo sua clarividência, a doutora Karagulla pode ver o que realmente ocorria: como um tentáculo, um canal energético saíra da região do plexo solar do vampiro e se instalara diretamente no centro do plexo solar da vítima. Por esse canal, o vampiro sugava com avidez. Pouco a pouco, segundo a clarividente, o corpo sutil da vítima perdeu brilho e intensidade, ao mesmo tempo em que ela começou a empalidecer e a bocejar. Portanto, cuidado com os grilos falantes. Debaixo da aparente inocência de um falador aparentemente descontrolado pode se esconder um vampiro voraz.

Antídoto: diga que você está com uma tremenda dor de cabeça, levante-se e vá embora. Deixe o vampiro falando sozinho.


Vampiro hipocondríaco
- Cada dia aparece com uma doença nova. É o seu jeito de chamar a atenção dos outros, despertando neles preocupação e cuidados. Se tem êxito em seu intento, deleita-se em descrever nos mínimos detalhes os sintomas dos seus males e todo o penar que está sofrendo. Quando termina o relatório, em geral está ótimo. E quem lhe deu ouvidos estápéssimo. Antídoto: Dê a ele o telefone do seu médico e vá embora.

Vampiro encrenqueiro
- Para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, este vampiro não pretende intimidar sua vítima e abrir suas defesas instalando nela os sentimentos do medo e da insegurança. Ele quer provocar nela um estado raivoso, irado e agressivo. Provoca para que a vítima compre a briga, para que ela reaja. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e sugar dela toda a sua energia vital.

Antídoto: faça-se de doido e conte para o vampiro uma piada de papagaio. Se insistir na provocação, diga-lhe para deixar de ser tonto. Se insistir ainda, diga-lhe para ir socar a parede. Se não parar de insistir, ponha um Lexotan na bebida dele. E caia fora.

Céu e Inferno, Estados de Consciência

O céu e o inferno cristão são super conhecidos e estão a todo momento na mídia. Queira ou não, você é influenciado por esse tipo de conceito e ao menos que tenha alguma oportunidade de esclarecimento espiritual, essa será a principal idéia de vida após a morte que você terá. Na verdade existem "céus e infernos" mas eles não são lugares, mas sim estados íntimos de cada um, ou melhor estados de consciência.
Podemos dizer que dentro de cada pessoa um universo infinito existe, e assim sendo muitos céus e muitos infernos também! Seus sentimentos e pensamentos são muito mais importantes do que qualquer outra coisa, como sua religião, profissão ou condição intelectual. Você vive encarnado e enquanto isso vai criando dentro de si o céu ou o inferno pessoal que viverá após o desencarne.
Mas isso nada tem a ver com qualquer tipo de moralismo, muito menos a moral - ética - católica tola e castradora. Impossível codificar - se todo um tratado sobre como deve ser o comportamento humano e seus padrões morais. Esses padrões morais mudam muito de cultura para cultura, de povos para povos e principalmente de pessoas para pessoas. Respeitar a individualidade de cada um e seu caminho escolhido são escolhas totalmente necessárias para o maior desenvolvimento delas. Fujam dos padrões morais pré - estabelecidos e vivam de acordo com o seu próprio padrão escolhido. Descubra a senda por você mesmo e então torne - se ela.
Quando você desencarnar levará todo seu clima íntimo para junto de pessoas que vibram como você, e todos juntos plasmarão o local e a atmosfera psíquica onde viverão. Milhões de desencarnados virtuosos criam os chamados planos elevados e sutis (céus), enquanto que milhões de espíritos com o coração em trevas plasmam os chamados infernos ou umbrais.

Portanto é melhor pensar e sentir um pouco mais, o que você anda construindo dentro de seu coração, e assim tente trilhar o caminho que melhor lhe agradar...

Como disse uma vez um Exu Sultão amigo:

" (...) Eu trabalho nas trevas, mas as trevas não vivem em mim. Portanto posso até habitá - la, mas ela não habitando dentro de mim, não sou seu escravo. Sendo assim entro e saio dela quando quiser..."

"(...) Exite uma luz que brilha mais forte do que milhões de sóis juntos. É a essência da alma! Essa é a luz que mora no coração..."

Shankara

Obsessão: A Dupla Face de um Flagelo

A patologia espiritual induzida pelos seres desencarnados recebe, no Espiritismo, a denominação generalizada de obsessão.

Allan Kardec, analisando-a na prática, identificou a verdadeira causa do mal e descreveu os mecanismos sutis da ação deletéria patrocinada pelo obsessor. Apesar da expressiva sintomatologia de alguns casos, para surpresa de muitos, a enfermidade não decorre da ação patogênica de nenhum vírus desconhecido, mas de um agente etiológico jamais imaginado pela Ciência, embora, largamente disseminado na crosta planetária, - o próprio homem - . Este agente é sem dúvida, um vetor de reconhecida virulência e de comportamento mutável, por ser dotado de inteligência, sentimento e vontade própria, o que lhe confere, em última análise, ampla possibilidade de ação para o bem e para o mal.

Aproveitando-se do estado de invisibilidade, o espírito desencarnado menos esclarecido, exerce a sua ação deletéria, manipulando energias fluídicas de teor densificado, extremamente prejudiciais àqueles a quem jurou vingança.

A obsessão espiritual, quando visualizada pela ótica espírita, se constitui em um dos mais antigos flagelos da humanidade, prolongando-se pelos raios de ação. Investigando-se a causa do mal, chegou-se a uma interessante conclusão: o problema é de natureza moral e engloba, na maioria das vezes, a participação culposa de ambos os personagens enredados na inditosa trama.

Vige no contexto doutrinário a seguinte postura filosófica: enquanto o homem alimentar sentimentos de ambição, ódio e vingança, a obsessáo espiritual existirá por muito tempo ainda.

Os vínculos de sintonia entre a vítima e o agressor se estreitam, na proporção direta do envolvimento emocional entre as partes, já que as deficiências morais, quase sempre, estão presentes, bilateralmente, levando-se em conta que a vítima de hoje foi o algoz do pretérito. Por isso, a consideramos um flagelo de face dupla, identificado pela semelhança de malefícios.


A dívida moral é considerada o mais importante fator predisponente da obsessão, por conta das brechas cármicas que se desenvolvem a partir da consciência culpada. Além do mais, o mal praticado contra o semelhante não só extingue junto com a dor da vítima; ele permanece vibrando em torno da psicosfera individual, constituindo-se uma espécie de morbo fluídico que, aos poucos, se enraiza na tela eletromagnética do perispírito, originando focos de baixa resistência espiritual, por onde os obsessores costumam injetar, com facilidade, os seus fluidos deletérios. Por isso, é uma ilusão pensar-se que o mal feito às escondidas, por não contar com testemunhas, nos isente dos processos retificadores.

O mecanismo psíquico, no seu complexo dinamismo, registra, na intimidade da tela consciencial, toda atitude contrária às Leis Morais da Vida, nos expondo às exigências do Princípio da Ação e Reaçao. O ato obsessivo é uma contingência decorrente da própria miséria humana, a qual predispõe o infrator ao assédio espiritual dos inimigos e vítimas de outrora. Por isso, quando em reunião específica de desobsessão, escutamos esses pobres espíritos, tão vingativos, clamarem por justiça, imaginamos o quanto de ódio lhes oblitera o raciocínio, a ponto de não se aperceberem tanto ou mais comprometidos que as suas pretensas vítimas.

A obsessão é constrangimento fluídico a comprometer o patrimônio mento-afetivo ou orgânico da criatura enfraquecido em suas defesas espirituais e, por isso mesmo, tão necessitada quanto o próprio obsessor, da terapêutica do perdão, única alternativa de cura definitiva para ambos.


Vitor Ronaldo Costa

Médium Irresponsáveis

Associou-se indevidamente à pessoa portadora de mediunidade ostensiva a qualidade de Espírito elevado.

O desconhecimento do Espiritismo ou a informação superficial sobre a sua estrutura deu lugar a pessoas insensatas considerarem que, o fato de alguém ser possuidor de amplas faculdades medianímicas, caracteriza-se como um ser privilegiado, digno de encômios e projeção, ao mesmo tempo possuidor de um caráter diamantino, merecendo relevante consideração e destaque social.

Enganam-se aqueles que assim procedem, e agem perigosamente, porquanto, a mediunidade é faculdade orgânica, de que quase todos os indivíduos são portadores, variando de intensidade e de recursos que facultem o intercâmbio com os Espíritos, encarnados ou não.

Neutra, do ponto de vista moral, em si mesma, a mediunidade apresenta-se como oportunidade de serviço edificante, que enseja ao seu portador os meios de auto-iluminar-se, de crescer moral e intelectualmente, de ampliar os dons espirituais, sobretudo, preparando-se para enfrentar a consciência após a desencarnação.

Às vezes, Espíritos broncos e rudes apresentam admiráveis possibilidades mediúnicas, que não sabem ou não querem aproveitar devidamente, enquanto outros que se dedicam ao Bem, que estudam as técnicas da educação das faculdades psíquicas, não conseguem mais do que simples manifestações, fragmentárias, irregulares, quase decepcionantes.

Não se devem entristecer aqueles que gostariam de cooperar com a mediunidade ostensiva, porquanto a seara do amor possui campo livre para todos os tipos de serviço que se possa imaginar.

Ser médium da vida, ajudando, no lar e fora dele, exercitando as virtudes conhecidas, constitui forma elevada de contribuir para o progresso e desenvolvimento da Humanidade.

Através da palavra, oral e escrita, quantos socorros podem ser dispensados, educando-se as criaturas, orientando-as, levando-as à edificação pessoal, na condição de médium do esclarecimento?!


Contribuindo, nas atividades espirituais da Casa Espírita, pela oração e concentração durante as reuniões especializadas de doutrinação, qualquer um se torna médium de apoio.

Da mesma forma, através da aplicação dos passes, da fluidificação da água, brindando a bioenérgia, logra-se a posição de médium da saúde.

Na visita aos enfermos, mantendo diálogos confortadores, ouvindo-os com paciência e interesse, amplia-se o campo da mediunidade de esperança.

Mediante o dialogo com os aturdidos e perversos, de um ou do outro plano da vida, exerce-se a mediunidade fraternal da iluminação de consciência.

Neste mister, aguça-se a percepção espiritual e desenvolvem-se os pródromos das faculdades adormecidas, que se irão tornando mais lúcidas, a fim de serem usadas dignamente em futuros cometimentos das próximas reencarnações.

Ser médium é tornar-se instrumento; e, de alguma forma, como todos nos encontramos entre dois pontos distantes, eis-nos incursos na posição de intermediários.

Ter facilidade, porém, para sentir os Espíritos é compromisso que vai além da simples aptidão de contatá-los.

Desse modo, à semelhança da inteligência que se pode apresentar em indivíduos de péssimo caráter, que a usam egoística, perversamente, ou como a memória, que brota em criaturas desprovidas de lucidez intelectual, e perde-se, pela falta de uso, também a mediunidade não é sintoma de evolução espiritual.

Allan Kardec, que veio em nobre missão, Espírito evoluído que é, viveu sem apresentar qualquer faculdade mediúnica ostensiva, enquanto outros indivíduos do seu tempo, que exerceram a faculdade medianímica, por inferioridade moral, venderam os seus serviços, enxovalharam-na, criaram graves empecilhos à divulgação da Doutrina Espírita que, indevidamente, foi confundida com os maus exemplos desses médiuns inescrupulosos e irresponsáveis.

Certamente, o médium ostensivo, aquele que facilmente se comunica com os Espíritos, quando é dotado de sentimentos nobres e possui elevação, torna-se missionário do Bem nas tarefas a que vai convocado, ampliando os horizontes do pensamento para a imortalidade, para a vitória do ser libertado de todas as paixões primitivas.

Normalmente, e as exceções são subentendidas, os portadores de mediunidade ostensivas, porque se encontram em provações reparadoras, falham no desiderato, após o deslumbramento que provocam e a auto-fascinação a que se entregam por invigilância e presunção.

Toda e qualquer expressão de mediunidade exige disciplina, educação, correspondente conduta moral e social do seu portador, a fim de facultar-lhe a sintonia com Espíritos Superiores, embora o convívio com os infelizes, que lhe cumpre socorrer.

O médium irresponsável, porém, não é apenas aquele que, ignorando os recursos de que se encontra investido, gera embaraços e perturbações, tombando nas malhas da própria pusilanimidade, mas também, aqueloutros que, esclarecidos da gravidade do compromisso, se permitem deslizes morais, veleidades típicas do caráter doentio, terminando vitimados pelas obsessões cruéis.

Todo aquele, portanto, que deseje entregar-se ao Bem, na seara dos médiuns, conscientize-se da responsabilidade que lhe diz respeito, e, educando a faculdade, torne-se apto para o ministério, servindo sempre e crescendo intimamente com os olhos postos no próprio e no futuro feliz da sociedade.


Manoel Philomeno de Miranda (espírito)
Panorama Espírita

Plano Mental


Quanto ao plano mental, há também nele duas grandes regiões. A primeira integrada pelos quatro primeiros subplanos, mais densos, é chamada de nível concreto, e é com essa substância que se constitui o corpo mental inferior. A segunda região é composta pela substância dos três primeiros subplanos superiores. É com essa substância que se constrói o corpo mental superior.

CORPO MENTAL INFERIOR.

O corpo mental inferior é formado pela: Mente Instintiva também conhecida por Instinto, Mente Subjetiva, Sub-Consciente ou Inconsciente.

É a sede onde na intimidade do homem, permanecem em estado latente as paixões, emoções, sensações, os apetites, instintos, sentimentos, impulsos e desejos da natureza grosseira e violenta, porque são provindos da época de sua formação animal. Cabe ao homem disciplinar e dominar essas forças vivas que herdou da “fase animal” e lhe fazem pressão interior. Deve examinar-lhes as ações intempestivas, os impulsos sub-reptícios e submetê-los ao raciocínio superior.

É certo que a fome, a sede ou o desejo sexual animal são anseios justos e imprescindíveis, que a Mente Instintiva transmite ao homem para prosseguir ativos no plano físico. No entanto, apesar dessa justificativa, o homem se evangeliza mais cedo, quando se torna frugal, abstêmio e de continência sexual, porque tais práticas, além do limite fixado pelas necessidades humanas, terminam por escravizar o homem aos grilhões da vida inferior animal.

A brutalidade, malícia, a violência, a desforra, a astúcia ou a voracidade, embora sejam qualidades louváveis e necessárias á sobrevivência, do animal sob a direção da Mente Instintiva, hão de ser um grande mal, quando a serviço do homem, que já possui o discernimento superior do raciocínio.

Isto é um bem necessário e justificável praticado entre os animais; mas, é um mal, quando usado pelo homem. Daí, a curiosa identificação de alguns pecados com certos tipos de animais, como: a traição é instinto do tigre; a perfídia é da cobra; o orgulho é do pavão; a glutonice é do porco; a crueldade é da hiena, o egoísmo é do chacal; a libidinosidade do macaco; a fúria é do touro; a brutalidade é do elefante e a astúcia é da raposa.

A Mente Instintiva é a manifestação Cósmica mais elementar, operando nos mundos planetários, pois a sua primeira atuação é no reino mineral, onde dá forma aos cristais. Do reino mineral, a sua atividade se amplia para o reino vegetal, motivo porque as plantas já demonstram uma instintiva inteligência, como no fenômeno do tropismo, no processo de fecundação, germinação, crescimento e no processo de ciladas mortais usadas pelas espécies carnívoras para devorar os insetos. Depois em sentido cada vez mais ascendente, ela elabora e coordena o reino animal, onde sua interferência valiosa prepara os rudimentos do equipo carnal para servir ao homem futuro.

No homem, ela em sua sabedoria instintiva, orienta e controla todos os atos humanos, que podem ser executados sem a atenção do consciente, pois toda experiência ou conhecimento acumulado é o resultado do desenvolvimento desde o reino mineral, vegetal e animal, transformando-se no alicerce para o homem firmar-se na conquista dos planos superiores.

É graças a ação da Mente Instintiva, que ensinou as espécies animais a fazerem as coisas necessárias para a sua sobrevivência e progresso, a transformação dessas experiências vividas em ações autômatas, e as arquiva, como “tarefas-modelos” para, mais tarde, servirem ao homem sem necessidade de consultar o intelecto ou gastar as energias do raciocínio. Por isso o homem não precisa pensar para andar, respirar, digerir ou crescer, nem para outras múltiplas atividades do organismo, como produção e separação de células, de lesões orgânicas, defesas contra vírus, obliteração de vasos sanguíneos ou formação de cicatrizes protetoras.

A Mente Instintiva é o arquivo dos aprendizados por toda a vida, para serem consultados no momento necessário e utilizados, sem precisar consultar o intelecto mediante a necessidade de realizar uma operação já aprendida, como na execução de uma música, no ato de dirigir um veículo, de escrever. A Mente Instintiva se encarrega de recordar ao homem seu aprendizado anterior.

Inconsciente é o nome que damos á porção de nossa memória multimilenar que guarda os registros do passado, desta e de outras vidas. Fica bloqueada temporariamente, em sua maioria, para que possamos suportar as vivências do hoje, sem nos desequilibrar com a carga de lembranças. A evolução vai dilatando a consciência e permitindo-lhe ter acesso cada vez maior a esse território interior, até o momento em que o presente e o passado se emendam, e o espírito então é senhor de todo o seu mundo interno: tudo passa a ser consciente, na claridade de sua memória sideral completa.

CORPO MENTAL SUPERIOR.

O Corpo Mental Superior ou Causal é formado pela Mente Intelectiva também conhecida por Intelecto, Consciente ou Mente Objetiva, e pela Mente Espiritual, também conhecida por Super-Consciente.

A Mente Intelectiva é responsável pelo raciocínio. É princípio mental que distingue o homem do bruto; o seu aparecimento marca um grande avanço na senda da realização do espírito lançado na matéria. É raciocínio frio. Funciona entre a Mente Instintiva, que tenta atrair o ser para o nível inferior dos brutos, e a Mente Espiritual, que prodigaliza as noções sublimes da vida superior dos espíritos puros.

A Mente Espiritual é responsável, pelos mais sublimes desejos e pensamentos nobres, que atualmente se manifesta em pequeno número de criaturas. É senda para a Intuição Pura. As aspirações e as meditações puras e sublimes proporcionam ao homem, a posse cada vez mais ampla e permanente, do conteúdo angélico da Mente Espiritual; e o ego humano capta, no seu mundo assombroso, os conhecimentos mais incomuns, através da intuição pura.

A Mente Espiritual, cuja ação se exerce através do chacra Coronário, ainda é patrimônio de poucos homens, os quais se sentem impelidos por desejos, aspirações e sonhos cada vez mais elevados, crescendo, sob tal influência sublime, para maior intimidade e amor com o plano Divino. Ela nutre a confiança nos motivos elevados da existência e alimenta a Fé inabalável no âmago de ser, enfraquecendo as forças atrativas do domínio animal e acelerando as forças íntimas do espírito imortal.

A Mente Instintiva é o passado, a Mente Intelectiva é o que deve ser processado no presente e a Mente Espiritual é o porvir.”

No curso da evolução nos mundos inferiores, o espírito introduz em seus veículos qualidades que são indesejáveis para seu progresso, como a irritabilidade, o orgulho e sensualidade. Estas se mostram como vibrações nos vários corpos, uma vez que são vibrações inferiores dos campos vibracionais do astral, do etérico e do físico, não podendo afetar o Corpo Mental Superior que é formado exclusivamente da matéria superior dos mundos mentais.

O Corpo Mental Superior, somente pode sofre influências das vibrações dos Corpos Astral e Mental Inferior, através de vibrações que representam boas qualidades. O espírito somente poderá registrar no Corpo Mental Superior, altas vibrações, próprias dos bons pensamente e ações enobrecedoras. Vibrações baixas, próprias das ações que empobrece o espírito, não se fixam no Corpo Mental Superior, devido este não possuir matéria similar na qual possam ser registradas ações de baixa freqüência. As vibrações baixas são armazenadas no Corpo Mental Inferior, refletindo nos Corpos Etérico e Físico.

Somente o complexo etérico, astral e mental inferior, pode ser desdobrado, por meio da técnica apométrica. As energias do espírito imortal no nível vibratório, do corpo mental superior, não está dividido em níveis nem sub-níveis, pois são únicas, e nesse plano mental abstrato, não há traumas ressonantes de vidas passadas. Há sim uma irradiação perene do Eu Superior, que impulsiona a centelha espiritual aos planos búdico e átmico, para que fatalmente o espírito um dia possa entrar nas paragens angélicas.

Obras Consultadas:

O Evangelho á Luz do Cosmo – Ramatís – Médium Ercílio Maes – Cap. A Túnica Nupcial – Pág. 245 a 278.

Sob a Luz do Espiritismo – Ramatís – Médium Ercílio Maes – Cap. 1 – A Mente – Pág. 147 á 161.

Chama Crística – Ramatís – Médium Norberto Peixoto – Cap. Divina Chama da Verdade – Pág. 60 a 64.

Vozes de Aruanda – Ramatís – Médium Norberto Peixoto – Cap. Percepções supraconscientes Pág. 172 á 193.

Jardim dos Orixás – Ramatís – Médium Norberto Peixoto – Cap. Desdobramentos Grupais na Apometria – Pág. 173 e 174.

GRUPO RAMATÍS – GRAE-C.A.