Archive for 01/09/09 - 01/10/09

É assim que queremos ver nossa Umbanda


Resolvo os problemas amorosos e profissionais, até viadagem.
Encontro cão perdido, tiro unha encravada e até firmose.
Jogo cartas, bingo e bilhar.


Quantos panfletos colados nos postes, nos muros de nossa cidade temos quase igual a este? Chegam a ser absurdos, não é mesmo? Como é que eles têm tanto poder assim? A tela búdica deles consegue ser bem apurada! E observem que trabalham em favor de muita grana, não é mesmo?

Caros amigos, não venham à Umbanda com essa finalidade de que aqui vocês, com certeza, vão encontrar a solução para os seus problemas. Sabemos que temos que passar por algumas situações para que tenhamos crescimento espiritual, e se formos merecedores, se caminharmos corretamente, Oxalá nos amenizará dos sofrimentos e quiçá, nos perdoará e sairemos muito rápido dos nossos sofrimentos.

Estamos sempre lembrando que alguns consulentes e médiuns que vêm à Umbanda para pedir que sua situação melhore, para comprar um apartamento, um carro etc. não conseguirão nada,se vierem em busca de milagres e não tiverem a capacidade de esperar a sua vez acontecer ou talvez não acontecer, como dizemos sempre, depende de cada um, “se não tiver merecimento, nenhuma graça alcançará”.

A nossa Umbanda é linda para ser exposta dessa maneira.

Ela é milenar, é de outras esferas astrais inteligentíssimas. Não pode perder tempo com “picuinhas” – como diz o nosso Cigano do Oriente. E, por favor, a vejam como qualquer outra religião onde nos reunimos para pedir coisas boas e aceitar a Lei do Livre Arbítrio. Caminhemos na verdadeira senda do crescimento espiritual em pró de uma elevação moral de nosso espírito. O que devemos é trabalhar para o nosso próximo, dando-lhe conforto, abrigo espiritual. A nossa religião é a manifestação do espírito em pró da caridade com humildade.
Ao se sentarem em nossas poltronas e assistir ao nosso culto, comecem a conversar com os Orixás e fazerem os seus pedidos.

E a vocês, médiuns, não venham servir em troca de algum propósito, não é esse o caminho! Venha com o seu coração aberto somente pra servir e acertar a sua caminhada. Peça em oração o seu aperfeiçoamento, a sua caminhada. Vamos mudar essa religião! Ao ouvires os cânticos de Umbanda não deixem de lembrar que são eles os verdadeiros mantras que irão fortalecer os seus pedidos, pois os pedidos não se fazem somente às Entidades incorporadas em nossos médiuns.

Portanto, não devemos confiar nesses comerciais milagrosos que vemos por aí.

Fonte: Tenda Espiritualista Vó Maria Conga

Assédio sexual no Plano Astral

O Sexo fora do corpo no plano astral.

"Troca de energia sexo fora do corpo entre pessoas que se conhecem.
"É uma experiência prazeroza e insegura de trocar energias. "
Nada impede que duas pessoas se encontrem fora do corpo e que haja uma troca energética benéfica e aprazível para ambos."

Assédio sexual e projetores astrais
"Uma experiência bastante freqüente entre projetores astrais é o encontro com entidades atraentes com nítidas intenções sexuais".

Assedio sexual e entidades
"Entidades desencarnadas em busca de energia anímica plasmam corpos e situações libidinosas que funcionam como isca, induzindo o projetor ao desejo sexual. O contato do projetor com uma destas entidades funciona como uma drenagem de energia em mão única. O projetor é sempre o doado, e a entidade desencarnada, sempre a receptora. Trata-se de um verdadeiro quadro de vampirismo."

Energia anímica no plano astral
Magos negros se valem de entidades astrais de baixa vibração para funcionarem como antenas na captação de energias anímicas disponíveis. Uma das formas mais comuns de obtenção de energia anímica no plano astral é pelo assédio sexual.


Fonte: tirado de textos de : Luiz Otávio Zahar - e de Wagner Borges:

Os Bastidores da Umbanda

É legal ver como a espiritualidade atua das mais diversas formas, nos mais diversos níveis de compreensão, utilizando as ferramentas que têm à mão. Vamos conhecer um pouco da cultura espiritual legitimamente brasileira, adaptada dos cultos dos escravos africanos:

Firma o ponto minha gente
Preto Velho vai chegar
Ele vem de Aruanda
Ele vem pra trabalhar...

Era dia de "gira de preto velho" naquele terreiro. Enquanto os consulentes chegavam ansiosos e esperançosos em levar de volta a "solução" daqueles problemas que atrapalhavam suas vidas, na frente do congá os médiuns vestidos de branco e de pés descalços concentravam-se, ligando-se aos seus protetores e guias.

O ambiente denotava simplicidade e era mobiliado apenas com algumas cadeiras para acomodar os consulentes, poucas banquetas para os médiuns que serviriam de "aparelhos" às entidades espirituais e o congá, onde um vaso de flores, outro de ervas e os elementos ar, fogo, água e terra se faziam presentes. Acima, uma imagem de Jesus resplandecente de luz.

Iniciando-se a sessão através de pontos cantados e orações, após uma leitura espiritualista elucidativa, iniciavam-se as incorporações de maneira moderada. Do lado astral, as falanges de trabalhadores já haviam chegado muito tempo antes dos médiuns e ali já haviam preparado o ambiente fluidicamente. Uma varredura energética havia sido feito pelos elementais onde primeiramente atuaram as salamandras e após as sereias e ondinas, fazendo com que toda a matéria astralina densa que ali se encontrava, fosse transmutada permitindo a chegada dos espíritos trabalhadores.
Na porta do ambiente, junto à firmação de ponto riscado e da presença do elemento fogo, postava-se o guardião da Casa, Exu Gira Mundo, impondo respeito e segurança. Num raio de 360º ao redor da construção, uma guarnição dos caboclos na egrégora de Ogum formavam verdadeira muralha armada, impedindo a invasão de seres indesejáveis ao bom andamento do trabalho da noite. A construção toda estava no interior de grande pirâmide iluminada na cor violeta, com grande e grossa placa de aço imantado na parte inferior impedindo que o excesso de energia telúrica desequilibrasse a polaridade positiva que era captada pelos sete anéis giratórios que ladeavam a pirâmide, representando as Sete Linhas de Umbanda. Cada um desses anéis destacam-se na cor fluídica de seu Orixá e emitiam um harmonioso som diferenciado.

Cada um dos consulentes que adentrava ao ambiente passava agora primeiro pela defumação que queimava junto à porta, em cumbuca de barro, exalando o cheiro das ervas perfumadas sendo incineradas pelo carvão vegetal. Equipes de limpeza se movimentavam no lado espiritual, recolhendo as larvas astrais e outras espécies de energias deletérias que ali eram desagregadas dos corpos dos consulentes, as quais não eram totalmente absorvidas pelo carvão ou transmutadas pelo elemento fogo.

Em alvíssimas vestes, os amados Pais e Mães, na sua roupagem fluídica de Pretos velhos, trazendo a alegria estampada em sua energia, tomavam conta de seus "aparelhos" médiuns, atuando no chácra básico dos mesmos, obrigando-os a dobrar as suas costas à semelhança de velhos arqueados, incentivando-os ao trabalho fraterno.
E assim, de consulente em consulente, de caso em caso, com a paciência e sabedoria que lhes é peculiar, entre uma baforada e outra de palheiro ou de alguma espanada com o galho de ervas na aura daqueles filhos, os bondosos espíritos cumpriam sua missão. Eram conselhos, corrigendas, desmanche de magia negra, de elementares artificiais negativos, limpeza e equilíbrio dos corpos sutis, retirada de aparelhos parasitas e às vezes, alguns puxões de orelha necessários, em forma de alerta. Tudo de acordo com o merecimento do consulente, pois cada um trazia consigo a amostragem de sua "ficha cármica" onde estavam impressos o que a Lei permitia ser mudado, bem como o que ainda era necessário que com eles permanecesse.

Vó Benta, espírito portador de grande sabedoria e humildade, apresentando-se naquele local com o corpo astral de negra velha de pequena estatura, com roupas simples e alvas, cuja saia comprida e larga era coberta por um avental onde um bolso era recheado de ervas e patuás, tinha uma maneira simplista e diplomática de fazer com que os filhos entendessem que eles próprios eram seus médicos curadores:

- Minha mãe, acho que estou sendo vítima de "trabalho feito" pela minha ex mulher...

Sorrindo e com linguagem peculiar, segurava com firmeza as mãos do moço passando-lhe com isso confiança e com a voz recheada de afeto respondia:

Negra velha vai explicar para que o filho entenda: - quando sua casa está totalmente fechada, fica escura e nada pode entrar, às vezes nem a poeira. Não é isso? Quando o filho abre as janelas e portas, a luz do sol entra invadindo todos os cantos, mas podem entrar também as moscas, baratas, formigas e até os ladrões, não é? Para a sujeira e os bichos, o filho pode usar a vassoura, para os ladrões a lei, a segurança. E para a luz do sol? Ah, essa filho, fica ali iluminando até que o filho feche toda a casa outra vez. Assim também é a nossa casa interna; quando nos fechamos para a vida, para o trabalho, ficamos no escuro e ao nos abrirmos, deixamos a luz entrar, mas ficamos sujeitos a todas as outras energias que pululam ao nosso redor. Mas como acontece na casa material, onde não houver os atrativos da sujeira e do lixo, os insetos não se aproximam. Se estivermos equilibrados, sem raiva, mágoa, ciúmes, vícios e todos esses lixos que os filhos buscam na matéria, nada nem ninguém consegue afetar nossa energia, nossa vida. Só o sol permanece no coração de quem procura manter-se limpo.

Negra velha sabe que esse mundão está de cabeça para baixo. No lado material os filhos andam desarvorados pela dificuldade de sustento de suas famílias, quando não, em busca de supérfluos. Mas mesmo assim, é preciso lembrar aos filhos, que embora estejam na matéria e sujeitos a ela, a vida real está no espírito imortal. É preciso dar mais atenção, senão prioridade, à essência em detrimento do restante, para que possa haver o equilíbrio dos elementos inerentes à vida, na sua totalidade.
O mal que é enviado aos filhos, só vai instalar-se se encontrar no endereço vibratório, ambiente adequado. Sem contar que o medo é porta aberta - e atrativo - para a entrada do desequilíbrio. O medo é sentimento muito usado pelas energias da esquerda, uma vez que fragiliza o corpo emocional facilitando sua atuação mórbida. Por outro lado, negra velha pergunta para o filho: - se a desordem não houvesse se instalado, por acaso o filho estaria aqui, sentado no chão, em frente à preta velha, buscando humildemente ajuda espiritual? Nem sempre o que nos parece mal, é tão prejudicial assim. Pode ser o remédio adequado para o momento, ou talvez a estremecida necessária no corpo astral dos filhos, para que a ordem possa reinstalar-se.

As trevas, meu filho, estão vinte e quatro horas de plantão. E os filhos, acaso estão? Não adianta orar e não vigiar, pois o pensamento é energia e com ele nos adequamos ao campo energético que quisermos.

Antes da hora grande as falanges da egrégora dos Pretos Velhos, despediram-se de seus aparelhos, alguns precisando largar e desfazer a vestimenta astral usada para que pudessem chegar até os aparelhos mediúnicos e voltavam agora para as bandas de Aruanda, onde continuariam suas atividades no mundo astral. Pois como diz a Vó Benta, "se pensam que morrer é dormir e descansar, os filhos estão muito enganados... desse lado tem muito trabalho e como nem o Pai está imóvel, quem somos nós cuja ficha cármica demonstra um vasto débito, para nos aposentarmos?".

Agora as velas apagam-se, os elementos voltam a integrar a natureza, os elementais após limparem o ambiente retornam aos seus devidos reinos, os elementares foram desagregados pela força e sabedoria dos pretos velhos e os médiuns voltam aos seus lares com a sensação de paz que só é sentida por aqueles que cumprem com seus deveres.

Preto velho já foi,
Já foi pra Aruanda,
A benção meu Pai
Saravá pra sua banda...


(Autor desconhecido)




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Preto Velho ou Médico ????

Contou-nos uma confreira, das mais atuantes em nossa casa de caridade espiritual e material:
"Que em um certo Centro Espírita situado na cidade de São Paulo, Capital, havia uma noite de reuniões caritativas, que era dedicada a caridade física dos encarnados, isto é, somente para consultas com Entidades Médicas".

"Nas cabinas próprias para consultas médicas a secretária fazia a arrumação final dando os últimos retoques para que tudo estivesse de acordo ao se iniciar os trabalhos; isto incluindo os médiuns cada qual em seu lugar, quando de repente um dos médiuns deu sinal e manifestou-se uma Entidade".

- "A secretária correu para atender a Entidade recém chegada, e qual não foi sua surpresa ao deparar com uma Entidade de Pretos-Velhos".

"Usando sua amabilidade costumeira explicou à Entidade que ela não poderia dar consultas naquela noite, pois aquele dia da semana, era reservado às Entidades Médicas e não à Pretos-Velhos".

- "A Entidade, também, com aquela humildade que lhe era peculiar confirmou com a secretária:"

"Hoje eu não posso dar consulta só as Entidades Médicas?".

"Ao que confirmou a secretária pedindo desculpas e pedindo à Entidade que “subisse”".

- "A entidade se despediu, agradeceu e “subiu”".

- "Passados alguns minutos, se manifestou e se apresentou uma nova Entidade Médica, no mesmo médium, que passou a atender os pacientes nas mais variadas modalidades da medicina".

- "Terminado os trabalhos médicos, todos muito satisfeitos com os trabalhos da nova entidade médica, foram agradecê-la antes da “subida” e pedir o seu retorno".

- "Quando a secretária dos trabalhos, foi se despedir da Entidade, esta dirigiu-se a ela dizendo:"

"Este é um dia reservado para trabalhos só das Entidades Médicas, não podendo Entidades como Pretos-Velhos se manifestarem, não é assim?"
- "Ao que a secretária confirmou e aproveitou o ensejo para pedir à Entidade Médica, se conhecesse a Entidade que se manifestara antes, Pretos-Velhos, pedir as mais sinceras desculpas de coração, pois aquele dia era só de consultas médicas e não pretos-velhos; ao que a entidade aduziu:"

"Pode ficar tranqüila que aquela Entidade que esteve aqui no começo está sabendo e não esta aborrecida com a irmã, pois aquela entidade que esteve aqui no início e não pode trabalhar como tal, era eu mesmo".

Pai José da Guiné

A matéria é ilusória não porque ela não exista, mas sim por seu valor transitório. Ela não é eterna, passa como um sopro de vento. Como um castelo de areia, mais dia, menos dia, desmorona! Essa é a natureza básica de tudo aqui nessa Terra.

Desapegar-se é valer-se da máxima espiritualista que diz: “Viva no mundo, mas não seja dele”. Essa é a diferença de postura a qual nos referimos. O foco aqui não é sua conta bancária, mas sim, sua postura perante tudo isso. Entenda bem!

“Mas...?”

Não, não fale agora! Escute bem o que estamos dizendo. Qualquer caminho espiritual está alicerçado pela pedra do desapego. E a Umbanda não poderia ser diferente. Ela nunca condenará sua busca por tranqüilidade e estabilidade de vida. Mas ela deve ser uma chama devoradora do valor exacerbado dado a tudo isso. Deve ser como um vento amoroso a lhe mostrar que pessoas vêm e vão, nascem e morrem na carne, mas em espírito e consciência são eternos e nada pode matá-los. Que nada levamos desse mundo, a não ser os tesouros do coração.

Isso é uma das coisas mais básicas, mas também uma das mais importantes, que você, amigo leitor, poderá aprender durante as giras de Umbanda e o contato com as entidades. Caso contrário algo está errado. Você não está enxergando o tesouro espiritual que elas carregam, pois está cego em busca de outros tesouros. Desperta!
Quando isso acontecer, a Umbanda vai ser outra perante seus olhos. Não existirá mais dúvida, apenas amor. A caridade será natural. Você não mais cobrará resultados pelos mais diversos trabalhos, mas sim, simplesmente se beneficiará da presença dos guias e Orixás. A Umbanda não terá mais nada a te oferecer, mas ao invés disso, ela te completará. Nisso reside um grande milagre...

Junto do desapego, virá a felicidade verdadeira que nasce da tranqüilidade.

Por isso, cuidado! Caso você procure Umbanda para melhorar de vida através de um passe de mágica e com um simples estalar de dedos resolver todos seus problemas, você errou e errou feio. Esse não é o caminho umbandista. Isso nunca seria um caminho espiritual.

1 – Não coloque a culpa de seus problemas nos outros. A culpa é sempre sua! Mesmo com obsessores, assediadores, magias e kiumbas grudados no cangote, a culpa é sempre sua. Você não aprendeu nada sobre a Lei das afinidades? Então tenha isso em mente.

2 – A Lei do carma não é boa nem má. É natural. Portanto trate bem a vida, tenha olhos para aprender e entender seus sinais, que a vida de tratará bem. Apenas isso.

3 – Entenda que prosperidade tem muito mais a ver com desapego do que com dinheiro. Quanto você precisa para viver? Lembre-se que você pode virar escravo dessa necessidade.

4 – Desapego é também uma postura perante os relacionamentos. Perante as idas e vindas da vida. Perante a morte e o nascer. Aquele que é realmente desapegado vive no presente, sempre, sem nostalgias, sem grandes planos. Ele caminha com o tempo, não corre atrás dele. Sabe seguir o fluxo da vida.

5 – A Umbanda tem muito a te oferecer. Mas você precisa ter olhos para ver essa riqueza. Olhos do coração, para ver os tesouros do espírito. Lembre-se disso!

6 – Nada contra os trabalhos de prosperidade e abertura de caminhos. Eles são importantes em certos casos. Mas eles são remédios, medidas extraordinárias que visam melhorar algo grave. Mas como qualquer remédio, você pode viciar nisso e esquecer de prevenir. E essa prevenção só vem com uma mudança de postura, um despertar de consciência. Esse deve ser o foco.

7 – Por último: Tudo que aqui foi dito servirá, caso seja realmente compreendido, para uma coisa: Te dar mais liberdade. Sim, você se tornará livre. Livre para assumir as responsabilidades de tudo de bom e de mal que acontecer em sua vida. Isso pode parecer difícil e desconfortante. Mas é um passo incrível para a auto-realização. E esse passo chama-se responsabilidade. Responsabilidade Sua, para com Sua vida!

“Ah! Mas que bobagem. Eu achando que era um texto “espiritual”, onde aprenderia alguns truques para resolver minha vida. Isso deve ser alguma artimanha do meu obsessor, para me tirar do foco dos meus estudos. Mas eu pego ele ainda, e aí ele vai ver. Acho que vou procurar alguma coisa mais “forte”, pois essa tal de Umbanda...
É amigo leitor, vá se acostumando. As pessoas aprenderam que caridade é resolver os problemas dos outros. Mas, talvez, a grande caridade seja o esclarecimento. Esse texto foi pensado em cima disso. Sem fórmulas mágicas, sem consolo, sem “passar a mão na cabeça”. Mas a realidade, colocada de frente. Caso tenha servido, muito bem. Caso não, um dia servirá.

José da Guiné

“ Não tem jeito. Apenas a verdade liberta, como disse Jesus. Mas essa tal verdade dói muito. A verdade está diretamente relacionada com você, pois tudo depende exclusivamente de você. Jesus foi tido como um salvador, muita gente ainda espera por ele no juízo final, como um grande redentor de nossos erros. Mas sua mensagem foi clara: “Conhece a verdade e a verdade vos libertará!” Ou seja, a Sua busca por verdade o salvará, não Jesus. Salvação e perdição estão em suas mãos. Isso é ser livre. Ninguém pode te salvar a não ser você mesmo. Ninguém pode te prejudicar a não ser você mesmo. Isso é lindo, mas, ao mesmo tempo, tão assustador...

Pai Antônio de Aruanda


Os sete sorrisos do Preto Velho


O Primeiro sorriso é pelo médium que está sempre zelando por sua conduta e equilíbrio espiritual, quando um preto velho ou outra entidade chega no terreiro, o mesmo trata com tamanho carinho. O Segundo sorriso é pelas crianças carnais que em muitas ocasiões estão presentes nas giras, o ambiente de alegria, amor e muito carinho. O Terceiro sorriso é pelos médiuns que estão dispostos a ajudar e zelar pela casa de nosso pai que chegam cedo para ajudar, os que vem fora dois dias de trabalho para organizar a casa pela sua propria vontade e que muitas das vezes são os primeiros a chegarem nas giras e os últimos a sairem também. O Quarto sorriso é pela assistência quando olhamos para eles e vimos através de seus olhares, humildade, solidariedade, igualdade e vontade de receber a caridade, pois estes olhares são de sentimentos que brotam em nossos corações. O Quinto sorriso é pelo consulente que vem até junto de nós e fala: HOJE MEU PRETO VELHO, NÃO VIM PARA PEDIR E SIM PARA AGRADECER A NOSSO PAI OXALÁ POR TUDO QUE RECEBI O Sexto sorriso é pelo zelo com que o dirigente, tem por nossa mãe UMBANDA, pelos seus irmãos, por muitas vezes, por sua tamanha humildade não sabem a tamanha referência que é. O Sétimo sorriso é por agradecimento aos orixás, pois por intermédio deles nosso Zambi, maior oportunidade de poder-mos praticar a caridade e elevar-mos nossa espiritualidade.


  • Postado pelo meu amigo e irmão de fé Marcelo
  • Comunidade do orkut Sou umbandista sou da Umbanda

O Sensitivo e a Umbanda


Anteriormente, abordávamos a Umbanda como “espiritualismo de terreiro”. No atual momento da coletividade terrícola, impõem-nos os compromissos assumidos com nossos Maiorais de que devemos elucidar a Umbanda em sua significação cósmica superior, distinguindo-a das práticas mágicas populares que vicejam em nossa pátria, como contribuição ativa para a formação da consciência coletiva umbandista quando se aproxima seu centenário. Desde os primórdios do planeta, quando se materializou o conhecimento uno trazido de outras latitudes siderais, acompanhamos a evolução dos homens. Agora é chegado o tempo de a Alta Confraria Cósmica que rege a Umbanda elucidar sua elevada significação para os homens, extrapolando a condição de sistema doutrinário mediúnico. Nesse sentido, falta-nos trazer conhecimentos esotéricos da Luz Divina em prol desse projeto maior, esquematizado no Espaço, que traça os desígnios do movimento umbandista em solo terreno. Quanto ao fato de o sensitivo que ora nos recepciona ser notadamente umbandista, isso se faz necessário. Ele há de nos sentir nos refolhos de seu ser, manter-se equilibrado, vivenciar e praticar a caridade nos terreiros, tendo no Astral a cobertura das falanges de Umbanda, para que consiga recepcionar nossos pensamentos e traduzir o que temos a transmitir. Nada adianta ao oleiro ter o melhor terreno que fornece a mais valiosa argila se não sabe moldar o barro em peça útil de louça. Isso só se consegue com treino árduo no comando da olaria. E inevitável a influência do instrumento mediúnico consciente, o que diminui nosso esforço, além da preparação que todo médium recebe antes de reencarnar e nas vidas anteriores Obviamente as excrescências anímicas que vêm à tona devem levar o atual instrumento a um exercício continuado de vigilância e humildade, a compartilhar e dividir tudo isso com o que o apóia, sob pena de rapidamente se instalarem a vaidade e o impedimento vibratório por recepcionar nossas idéias. São os ciúmes velados e as vaidades feridas dos “lideres”, doutrinadores famosos, chefes de terreiro e fundadores de centros, que se consideram antigos.proprietários dos saberes e dos espíritos, quando não impõem ao “lado de cá” os conteúdos que devem ser ditados. Esses irmãos se esquecem de que na mediunidade o telefone toca “de cima para baixo”. Nenhum médium é dono de espírito, nem os espíritos devem ser proprietários dos médiuns. Todos são livres, e cada orientador espiritual utiliza um, dois ou centenas de sensitivos diferentes; quanto maior sua influência, tanto mais dilatada é sua capacidade mental. Reportando-nos à sabedoria da Divina Luz, afirmamos que nas hostes umbandistas do Astral superior espíritos “famosos”, da envergadura de Joana de Angelis, Bezerra de Menezes, Sócrates, Pitágoras, Platão, Saint Germain, Zoroastro, entre tantos outros da Grande Fraternidade Universal, enfeixam-se humildemente ”atrás” de mais uma forma ilusória que os iguala, com nomes simbólicos de pretos velhos ou caboclos. Despersonalizam, assim, as referências mundanas dos inseguros humanos, que apegados ao ego inferior, personificam os espíritos em encarnações passadas, como freira, médico, ou filósofo de renome, como se eles estivessem aprisionadas a um único médium, tal qual um casamento indissolúvel. Naturalmente, obras pelo universalismo e convergência entre todas as doutrinas terrícolas, libertam os cidadãos comuns dos conceitos cósmicos, de acordo com sua índole psicológica avessa a dogmas, fazendo-os encontrarem-se com o livre pensador adormecido dentro de si. Obviamente, o universalismo convergente que preconizamos entre todas as doutrinas da Terra, entendendo que as diferenças unem, e não separam, tanto encanta mentes que nos são simpáticas quanto desagrada consciências sectárias. O simples conhecimento não significa sabedoria; a sabedoria está na forma como ele é aplicado. Está claro que a busca do saber se efetiva por meio do estudo continuado das verdades cósmicas universais, que independem das doutrinas da Terra, o que vos levará a um comportamento de eleição diante da enorme diversidade de conhecimentos espiritualistas registrados na História e contidos na Umbanda. O “estar” teosofista, maçom, hinduísta, budista, rosacruciano, espírita, umbandista é mero rótulo que fragmenta as leis cósmicas na Terra e separa o homem de sua essência, que é ”ser” espírito, iludindo-o com a aparência transitória da personalidade terrena, algemada ao molde da carne. Vibrando na essência permanente da Umbanda, do Alto para a Terra, unem-se espíritos de pretos velhos, caboclos, crianças, exus, hindus, árabes, etíopes, chineses, europeus, negros, vermelhos, amarelos e brancos, que se manifestaram aos olhos de todas as raças que já pisaram em solo terreno. O que é “permanente” e se fará infinito, como unidade essencial nas diversas formas de exteriorização da Umbanda, é o amor e a caridade em nome do Cristo. Não há necessidade de “incorporação” para alguns tipos de mensagens. O acoplamento do corpo astral da entidade comunicante com os chacras do sensitivo, levemente desdobrado, é efetivado durante as consultas na sessão de caridade, ocasião em que necessitamos de enormes quantidades de ectoplasma. Mesmo assim, essa mecânica é feita em conjunto com a irradiação intuitiva, sendo praticamente impossível uma incorporação longa nesses moldes, sob pena de afetar a contextura vibratória dos chacras em seus giros e em suas freqüências originais (os espíritos dos caboclos e pais velhos têm vórtices vibratórios mais potentes que o dos médiuns, mesmo impondo enorme rebaixamento para serem sentidos). Para a escrita, utilizamos o corpo mental e o processo da irradiação intuitiva, em que, por meio do pensamento, envolvemos a mente do sensitivo, e, a partir de então, em estado de inspiração que denota consciência alterada, ele deixa os pensamentos fluírem. Ao mesmo tempo, ele escreve rapidamente, registrando as idéias, deixando-as fluir com agilidade muito superior àquela que pode ser atingida em estado normal de vigília. Alguns espíritos não possuem corpo astral e atuam por meio dos chamados corpos de ilusão (nos aglutinamos, por nossa força mental, às moléculas astralinas, a fim de formar novos veículos de manifestação, como hindu, caboclo, preto velho ou outra configuração que se fizer necessária, para atuar perante os sensitivos).

Fonte de Pesquisa: A Missão de Umbanda - Norberto Peixoto p/ Ramatis

Umbanda não faz milagre. Faz caridade!

É fato comum chegarem aos terreiros pessoas extremamente deprimidas, adoentadas ou desesperadas pelo fato de não encontrarem em nenhum outro lugar o remédio para seus males. Já passaram por consultórios médicos, igrejas, milagreiros de todas as espécies. Em todos os lugares, foram deixando sua história registrada, acrescida de decepção e gastos financeiros além da conta.

Com a promessa e a busca de “milagres”, pagaram dízimos ou oferendas, tentando terceirizar a solução de seus problemas ou de sua suposta “má sorte”. E enquanto seu saldo bancário e sua fé diminuem, sua decepção e dor aumentam.

O local que não cobra pela caridade geralmente leva a fama de ser “muito fraco”, pois infelizmente as pessoas ainda têm a falsa concepção de que “se não cobrar e bem cobrado, a coisa não funciona”. Além disso, há os que necessitam vivenciar o “fenômeno” para que sua fé tenha fundamento.

“Imagina... guia que fica só aconselhando, mandando rezar e mudar a maneira de pensar...”.

Como bem fala o ditado popular: “só quando a água bate onde não deve é que se aprende a nadar”. Assim, só como último recurso, no desespero total, é que eles batem à porta da Umbanda. Mesmo descrentes, buscam o milagre, chorosos e vitimados pela vida. Ajoelham-se na frente do preto velho ou do caboclo e derramam lágrimas, dedilham rosários de reclamações, tentando convencê-los de que a culpa da desgraça é de todo mundo, menos deles próprios. Acolhidos com todo amor pelos guias de luz, não recebem promessa de milagre, apenas a exigência de uma gradual reforma íntima, aliada a mandingas que os limpam do lixo energético que conseguiram agregar ao longo do tempo.

Saem dali bem melhores do que entraram, quase sempre voltam e aos poucos compreendem que o milagre estava dentro deles próprios.

Não faltarão nessa lista os que, após a melhora, voltam a freqüentar os bancos da igreja aos domingos, exibindo saúde e roupas novas.
Quando não, transformam-se em carregadores de bíblia, passando a combater ferrenhamente aqueles por quem foram ajudados. Jamais vão admitir que um dia entraram num terreiro de Umbanda – coisa do capeta.

Não faltarão nessa lista os que, após a melhora, voltam a freqüentar os bancos da igreja aos domingos, exibindo saúde e roupas novas. Quando não, transformam-se em carregadores de bíblia, passando a combater ferrenhamente aqueles por quem foram ajudados. Jamais vão admitir que um dia entraram num terreiro de Umbanda – coisa do capeta.

O que será que os Pretos Velhos e Caboclos pensam disso?

Um dia desses fiz essa pergunta à Vovó Benta:

– Zi fia, nosso trabalho é a caridade e quem se dispõe a ela, esteja encarnado ou no mundo dos mortos, tem de saber que o “dar gratuitamente” sempre é motivo para darmos “graças” pela oportunidade de servir ao Criador, à sua obra. Ajudar esses filhos desnorteados é construir pontes entre o céu e a terra. Nunca podemos ou devemos esperar qualquer recompensa pelo bom serviço, a exemplo do Criador que distribui raios de luz ou gotas de água todos os dias a todos, bons e maus. O que cada filho fará com as dádivas recebidas só a ele cabe definir, escolhendo assim seu futuro. Sigamos fazendo o bem sem olhar a quem e façamos isso com a alegria de quem sobe os degraus para o céu, sem ter de pagar por isso com lágrimas ou moedas falsas. Lembre-se, filha, de que servir com alegria é servir duas vezes.

– Servir duas vezes?

– Sim, duas vezes. A você mesmo e ao próximo. Quando colocamos alegria e desprendimento, dissipamos qualquer possibilidade de nos machucarmos com nossa ação. Porém, o fazer por fazer ou para que as pessoas vejam que somos caridosos é um meio de ajudarmos aos outros sem, no entanto, estarmos com isso nos ajudando. O azedume que muitos “caridosos” carregam demonstra o quanto ainda sua caminhada é longa. Sem contar que pode ser um meio de captar para si as energias dos outros em vez de dissipá-las.
Quanto aos filhos que viram as costas a quem os ajudou, não passam de espíritos infantis que precisam do pirulito para adoçar suas vidas, ignorando que um dia o doce chega no palito.



Leny W. Saviscki

Ramatis fala sobre o uso da pólvora na desobsessão

PERGUNTA: Há fundamento na queima de pólvora ou círculo de fogo em torno das pessoas enfeitiçadas, como é próprio dos terreiros?

RAMÁTIS: Quando a pólvora é queimada num ambiente “ionizado” pelos técnicos benfeitores do mundo espiritual, ela age por eletrização e pode até causar queimaduras violentas em certas entidades ali presentes, cujo perispírito muito denso e sobrecarregado de éter-físico ainda reage sob os impactos do mundo material. Os espíritos subversivos ou obsessores fogem espavoridos do ambiente onde atuam, quando a queima de pólvora é feita por médiuns ou magos experientes, pois alguns deles são bastante escarmentados em tais acontecimentos. A pólvora prepara pela arte da magia age de modo vigoroso e positivo no lençol elétrico e magnético do mundo oculto, pois além de acicatar os espíritos malfeitores desobstrui as cortinas de miasmas estagnadas em ambientes enfermiços.
Já explicamos que toda substância, coisa, objeto ou planta do mundo material, inclusive os seres vivos, são núcleos energéticos que exalam energia radioativa, formando-lhes uma aura fortemente impregnada no éter-físico em efervescência na circulação do seu duplo etérico. A rosa física, por exemplo, é a representação exterior e mais grosseira da verdadeira rosa cintilante de cor e exuberância de perfume, que palpita na vivência do mundo oculto. Da mesma forma, o enxofre material é apenas a cópia ou duplicata do mesmo enxofre etérico, que atua mais vivamente no mundo étero-astral. A pólvora, conseqüentemente, cuja forma comum é constituída de uma mistura de enxofre, salitre e carvão, tanto explode no campo físico, como ainda eclode mais intensamente no mundo oculto, libertando as energias entéricas das substancias de que se compõe. Mesmo a pólvora sem fumaça, feita de nitroglicerina misturada a nitrocelulose, também é um produto de elementos que atuam possivelmente no mundo etérico e desintegram os fluídos daninhos.
Nos trabalhos mediúnicos sob o comando dos pretos-velhos, índios e caboclos experimentados na técnica de física transcendental, as pessoas cujo o perispírito sobrecarregado de fluidos perniciosos mostra-se com sinais de paralisia, são submetidas a “roda-de-fogo”, ou queima de pólvora, cuja a descarga de ação violenta no mundo etereoastral desintegra as escórias perispirituais e saneia a aura humanal. O mesmo salitre, que os entendidos usam para dissolver a aura enfermiça dos objetos enfeitiçados, depois de misturado ao enxofre e carvão, constitui a pólvora, que ao explodir compõe um ovo áurico no mundo etero-astral, muito semelhante ao cogumelo da bomba atômica, desagregando miasmas, bacilos, vibriões e microorganismos psíquicos atraídos pelo serviço de bruxaria e obsessão.

Ramatis
Hercilio Maes
Magia de Redenção

Dr. Bezerra e um materialista


Conta-se que o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes orientava, no Rio, uma reunião de estudos espíritas, com a palavra livre para todos os circunstantes, quando, após comentários diversos, perguntou se mais alguém desejava expressar-se nos temas da noite.

Foi então que renomado materialista, seu amigo pessoal, lhe dirigiu veemente provocação:
- Bezerra, continuo ateu e, não somente por meus colegas mas também por mim, venho convidá-lo a debate público, a fim de provarmos a inexpugnabilidade do Materialismo contra as pretensões do Espiritismo. E previno a você que o Materialismo já levantou extensa lista de médiuns fraudulentos; de chamados sensitivos que reconheceram os seus próprios enganos e desertaram das fileiras espíritas; dos que largaram em tempo o suposto desenvolvimento das forças psíquicas e fizeram declarações, quanto às mentiras piedosas de que se viram envoltos; dos ilusionistas que operam em nome de poderes imaginários da mente; e, com essa relação, apresentaremos outro rol de nomes que o Materialismo já reuniu, os nomes dos experimentadores que demostraram a inexistência da comunicação com os mortos; dos sábios que não puderam verificar as factícias ocorrências da mediunidade; dos observadores desencantados de qualquer testemunho da sobrevivência; e dos estudiosos ludibriados por vasta súcia de espertalhões… Esperamos que você e os espíritas aceitem o repto.

Bezerra concentrou-se em preces, alguns instantes, e, em seguida, respondeu, aliando energia e brandura:

- Aceitamos o desafio, mas tragam também ao debate aqueles que o Materialismo tenha soerguido moralmente no mundo; os malfeitores que ele tenha regenerado para a dignidade humana; os infelizes aos quais haja devolvido o ânimo de viver; os doentes da alma que tenha arrebatado às fronteiras da loucura; as vítimas de tentações escabrosas que haja restituído à paz do coração; as mulheres infortunadas que terá arrancado ao desequilíbrio; os irmãos desditosos de quem a morte roubou os entes mais caros, a cujo sentimento enregelado na dor terá estendido o calor da esperança; as viúvas e os órfãos, cujas energias terá escorado para os caluniados aos quais terá ensinado o perdão das afrontas; os que foram prejudicados por atos de selvageria social mascarados de legalidade, a quem haverá proporcionado sustentação para que olvidem os ultrajes recebidos; os acusados injustamente, de cujo espírito rebelado terá subtraído o fel da revolta, substituindo-o pelo bálsamo da tolerância; os companheiros da Humanidade que vieram do berço cegos ou mutilados, enfermos ou paralíticos, aos quais terá tranqüilizado com princípios de justiça, para que aceitem pacificamente o quinhão de lágrimas que o mundo lhes reservou; os pais incompreendidos a quem deu força e compreensão para abençoarem os filhos ingratos e os filhos abandonados por aqueles mesmos que lhes deram a existência, aos quais auxiliou para continuarem honrando e amando os pais insensíveis que os atiraram em desprezo e desvalimento; os tristes que haja imunizado contra o suicídio; os que foram perseguidos sem causa aparente, cujo pranto terá enxugado nas longas noites de solidão e vigília, afastando-os da vingança e da criminalidade; os caídos de toda as procedências, a cujo martírio tenha ofertado apoio para que se levantem…

Nesse ponto da resposta, o velho lidador fêz uma pausa, limpou as lágrimas que lhe deslizavam no rosto e terminou:

- Ah! meu amigo, meu amigo! … Se vocês puderem trazer um só dos desventurados do mundo, a quem o Materialismo terá dado socorro moral para que se liberte do cipoal do sofrimento, nós, os espíritas, aceitaremos o repto.
Profundo silêncio caiu na pequena assembléia, e, porque o autor da proposição baixasse a cabeça, Bezerra, em prece comovente, agradeceu a Deus as bênçãos da fé e encerrou a sessão.

Livro Estante da Vida – Pelo Espírito “Irmão X” - Psicografia Francisco C. Xavier

Regra Aurea


CRISTIANISMO
"Faça ao teu próximo somente o que gostaria que lhe fizessem."
JUDAISMO
"Não faças ao teu semelhante aquilo que para ti mesmo é doloroso."
CONFUCIONISMO
"Não faças aos outros aquilo que não queres que eles te façam." HINDUISMO
"Não faças aos outros aquilo que, se a ti fosse feito, causar-te-ia dor."
TAOÍSMO
"Considera o lucro do teu vizinho como teu próprio, e o seu prejuízo como se também fosse teu."
ZOROASTRISMO
"A Natureza só é amiga quando não fazemos aos outros nada que não seja bom para nós mesmos."
BUDISMO
"De cinco maneiras um verdadeiro líder deve tratar seus amigos e dependentes: com generosidade, cortesia, benevolência, dando o que deles espera receber e sendo tão fiel quanto à sua palavra."
JAINISMO
"Na felicidade e na infelicidade, na alegria e na dor, precisamos olhar todas as criaturas assim como olhamos a nós mesmos."
SIKHISMO
"Julga aos outros como a ti mesmo julgas. Então participarás do Céu." ISLAMISMO
"Ninguém pode ser um crente até que ame o seu irmão como a si mesmo."

O Evangelho à Luz do Cosmos
Ramatis /
Hercílio Maes

O que são as encruzilhadas ?


O que são as Encruzilhadas ?

Resposta:
Muito se fala em encruzilhadas, mas pouco se entende. E isto nos faz lembrar o advento da Umbanda anunciada pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas.
Esse conhecimento se deturpou com os interesses escusos, onde o que é oculto tende a se desfigurar quando os propósitos não são para o bem do Universo.Podemos encontrar as Encruzilhadas nos opostos ilusórios necessários para a evolução dos filhos da Terra, como por exemplo, o “dia” e a “noite”. E onde ela está? Nem no “dia” e nem na “noite”. Estaria, então, na “tarde”? Também não, pois a “tarde” como os filhos compreendem não passa de outra ilusão. Ilusão porque é uma realidade relativa, onde conhecer profundamente a natureza faz com que enxerguemos que Deus é o Absoluto. O que nós, seres imperfeitos, insistentemente fazemos é decretar como única a verdade que só existe em nosso ego. O desapego é arma indeferível para que consigamos combater os equívocos da mente, reencontrando-nos assim, com o Eu Interior. Caminhemos rumo a evolução!
Podemos dizer que a Encruzilhada está no cruzamento vibratório de uma coisa com outra. Como é algo muito abstrato, usamos o exemplo das ruas terrenas. Mas isso não significa que as Encruzilhadas que nos referimos são as Encruzilhadas das ruas, não! E é justamente isso que causa muita confusão mental, onde despachos são colocados no intuito de interceder algo que não está fora, e sim no interior de cada ser.Filhos, já é chegada a hora de entender que não há outra forma de intercessão se não a caridade!Somente através da caridade se consegue compreender o que são as Encruzilhadas. E como qualquer outro conhecimento, é essencial a prática. Quando há a prática do conhecimento, emerge a sabedoria. É preciso vivenciar e assim também é na Umbanda! E esse é um dos motivos pelo qual a Umbanda ainda não foi codificada. Não foi criada para ser discutida, mas para ser sentida no âmago. E quando isso acontecer, não só com a Umbanda, mas também com todas as outras religiões, não haverá mais julgamentos, haverá mais tolerância e a caridade em uníssono salvará o planeta

Pergunta: Então é por isso que as Entidades se apresentam com “esses” nomes, como por exemplo, “Caboclo das 7 Encruzilhadas”?

Resposta:
Os nomes que as Entidades se apresentam são simbólicos. Através da simbologia, os homens conseguem compreender as forças da natureza que emanam do Criador, como por exemplo, os próprios livros sagrados o são.

Símbolos são figuras, marcas, sinais que representam ou substituem outra (s) coisa (s).Simbologia é o estudo acerca dos símbolos.Acaso há alguém, não só na Terra, mas também no Astral que não necessite dos símbolos? O próprio corpo físico não passa de um emaranhado de símbolos que a medicina terrena se esforça para desnovelar.Aqueles que condenam os símbolos ainda não perceberam que para compreendê-los profundamente é necessário estar fora do fardo da carne, pois este é fator limitante da consciência. É como querer enxergar uma célula sem o microscópio.

Caboclo Pedra Verde do Oriente
Mãe Vanessa Cabral
Templo Universalista Pena Branca

Universalismo


Enquanto meditava uma visão me ocorreu. Mas não foi uma visão através da clarividência. Foi uma "visão" através do coração espiritual... De repente ele se ascendeu, e minha mente foi lançada em uma viagem, voando para longe... Vi, como que em um túnel do tempo, muitos sacerdotes e iniciados fazendo seus rituais. Vi que todos eram diferentes, que todos tinham uma forma diferente de serem realizados, mas vi também, que no coração de todos brilhava o mesmo dourado solar. O do índio, o do negro, o do Yogue, o do hierofante egípcio, do chinês, do asteca, do grego, seus corações brilhavam como um grande Sol. E percebi que essa manifestação é universal, não importando se existe ou não ritual, não importando qual língua ou em qual nome Deus é evocado. Basta existir amor que esse brilho faz - se presente... O mesmo brilho que emanava do meu coração, e fazia - me viajar. Essa visão que em instantes surgiu, em instantes se foi. Um clarão tomou conta da minha mente, e em um estado feliz e alegre mergulhei. E nesse estado comecei a pensar, que enquanto muitos ficam discutindo o que é Universalismo, esquecem de senti - lo. Universalismo é essa luz que eu vi nos muitos iniciados da humanidade, e agora via no meu coração. Universalismo é amor ao Criador, pois ele é o Criador de TUDO, e quem O ama, a TUDO ama. Universalismo é essa sensação boa que toma conta de nós, toda vez que lemos um texto inspirador, escutamos uma música linda ou temos uma experiência espiritual. Universalismo é o amor fraterno, o respeito por todas as culturas, povos e religiões. Universalismo é ananda, felicidade suprema. Universalismo é o Orum do africano, o nirvana do budista, o samadhi do hindu, a Terra dos Ancestrais do indígena, o paraíso do católico... Universalismo é o abraço dos amigos, o amamentar da mamãe, o amor entre homens e mulheres, o sorriso da criança, o abrir de uma flor, o perfume do mar, o brilho da Lua, o carinho dos animais, a boa piada, a alegria de estar vivo, as coisas simples da vida. Ou essas não são manifestações de Deus presente em todos os povos? Universalismo é os versículos da bíblia, a palavra do pastor, o exercício de pranayama do yogue, o poema do Tao The Ching, o conselho do Preto - Velho, a iniciação ocultista, a canção do xamã, pois tudo isso nos leva ao Divino. Como posso definir o Indefinível? O Todo que pode - se conceber e nomear, não é o verdadeiro Todo, assim já nos ensinava o sábio Lao Tsé. Por isso não discutamos, nem racionalizemos, apenas vamos sentir. Uma manifestação Universal é como esse brilho que ainda percebo em meu coração espiritual, não se explica, não se enxerga, apenas se sente...

OM PREMANANDA

PAZ E LUZ


Sepe... Quando finalizo esses escritos não posso deixar de agradecer os mentores, guias e amparadores que tem me inspirado, assim como tem inspirado todas as pessoas desse grupo trazendo sempre um texto interessante e esclarecedor, uma reunião vibrante, alegre e instrutiva. Agradecer ao Criador pela oportunidade de aqui estar aprendendo encarnado.

A Interação entre Xangô e Omulu

Existe uma lenda no mundo espírita de que Xangô tem aversão à morte e a doença e por isso, filhos de Xangô não trabalham em corrente de desobsessão e jamais incorporam Omulu. Além disso, não podem ter guias na linha das almas, na linha de Omulu.

Na verdade, Omulu está próximo de todos aqueles filhos que estão na hora da morte, pois como é o Orixá que milita nos campos da doença e do cemitério, é ele quem recebe o corpo do recém falecido e dá maleime ao doente que não aguenta mais seu sofrimento. Da mesma forma atua Nanã, que é o Orixá da morte, propriamente dita, da transmutação, e por isso está presente nesse momento, fazendo a sua parte, atuando na sua vibratória.

Nada impede que um filho de Xangô tenha guais espirituais na linha de Omulu, até porque os Orixás são forças da natureza e por sua perfeição, interagem a todo o momento. Imagine uma linda tarde de sol, na praia, com vento batendo nas folhas das palmeiras e as águas quebrando nas pedras a beira mar. Só nesta curta frase, você já citou a ação de vários Orixás, interagindo em perfeita harmonia: Praia = Iemanjá; Folhas = Ossanhe e Oxóssi; Vento = Iansã; Pedra = Xangô.

O mar, terreno de Iemanjá, também é terra dos mortos, conhecido como "Calunga Grande", ou seja, mais uma interação entre os Orixás.

Alguns médiuns têm em sua coroa a vibração de mais de um Orixá e podem ter fortemente Xangô (Pai de cabeça), porém traços de Omulu. Dessa forma, pode, por exemplo, ter seu Caboclo vibrando na linha de Xangô e seu Preto Velho na linha de Omulu.

A interação entre Omulu e Xangô é uma realidade, ao contrário do que se pensa, e pode ser representada por Xangô Abomi e Xangô Aganju, que são representantes de Xangô na Linha das Almas.

Não permitir que filhos de Xangô trabalhem em desobsessões é um erro grave, até porque a missão principal de um médium é exercer o trabalho fraternal, de ajuda, e impedi-lo de praticar o bem, o auxílio a um irmão obsediado, é uma falha grave.

Livre Arbitrio


Você já ouviu alguma vez falar de livre-arbítrio? Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção. Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher. E a cada momento a vida nos exige decisão. Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude. Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra. Ao ouvir o despertador, podemos escolher entre abrir a boca para lamentar por não ser nosso dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de oportunidades, no corpo físico. Ao encontrarmos o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia. Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com mau humor. Conta um médico, que trata de pacientes com câncer, que as atitudes das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas. Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que extirpar um seio por causa da doença. Uma delas ficou feliz por continuar viva e poder brincar com os netos, a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido, embora também tivesse os netos para se distrair. Quando alguém o ofende, você pode escolher por revidar, calar-se ou oferecer o tratamento oposto. A decisão sempre é sua. O que vale ressaltar é que todas as ações terão uma reação correspondente, como conseqüência. E essa ação é de nossa total responsabilidade. E isso deve ser ensinado aos filhos desde cedo. Caso a criança escolha agredir seu colega e leve alguns arranhões, deverá saber que isso é resultado da sua ação e, por conseguinte, de sua inteira responsabilidade. Tudo na vida está sujeito à lei de causa e efeito: para uma ação positiva, um efeito positivo; para uma ação infeliz, o resultado correspondente. Se você chega ao trabalho bem humorado, alegre, radiante, e encontra seu colega de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na faixa dele ou fazer com que ele sintonize na sua. Você tem ainda outra possibilidade de escolha: ficar na sua. Todavia, da sua escolha dependerá o resto do dia. E os resultados lhe pertencem. Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se semeamos sementes de flores, colhemos flores; se plantamos espinheiros, colheremos espinhos. Não há outra saída. Mas o que importa mesmo é saber que a opção é nossa. Somos livres para escolher, antes de semear. Aí é que está a justiça divina. Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia terão seus frutos. São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina, que aparentemente ficam impunes. Um dia eles aparecerão e reclamarão colheita. Igualmente, os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e perfume agradável. É só deixar nas mãos do jardineiro divino, a quem chamamos de Criador. Pense nisso! A hora seguinte será o reflexo da hora atual. O dia de amanhã trará os resultados do dia de hoje. É assim que vamos construindo a nossa felicidade ou a nossa desdita, de acordo com a nossa livre escolha, com nosso livre-arbítrio.

Qual o meio de destruir o egoísmo?


Antes da resposta do Espírito da Verdade deixe-me fazer um pequeno comentário. Preste bem atenção ao que vamos falar agora porque se o egoísmo é a determinante do seu nível de elevação espiritual, a ascensão só acontecerá com a destruição dele. Portanto, o que falaremos agora é fundamental para aquele que pretende aproveitar esta encarnação. Só quando compreendemos profundamente a questão do egoísmo e da retirada da hipocrisia que comentei anteriormente (dizer que faz por amor e justiça quando apenas quer a submissão) poderemos realmente realizar o trabalho da reforma íntima. Sem esta ação moralizadora verdadeira o espírito se ilude durante a sua existência carnal achando que está fazendo o “certo”. Só depois do desencarne percebe a intenção egoísta com a qual vivenciou os atos de sua vida, mas aí já é tarde para alcançar a reforma íntima. Costumo dizer que na luta contra o ego (elemento que cria a ação egoísta) é preciso mirar no general e não nos soldados. O supremo comandante do ego é o egoísmo que cria vários soldados (vaidade, ganância, soberba) para combaterem o espírito. Este general, no entanto, está camuflado pelas próprias ilusões de “certo” e “errado” que o ego criou e por isso não é localizado. O espírito, então, luta contra os soldados, mas não ataca o comandante. O ego permite que o espírito faça isso e até que vença alguns de seus subordinados, para poder proteger-se no anonimato e continuar agindo nos subterrâneos da intenção dos seres sem ser percebido. Neste trecho iremos mirar no general do seu ego (nos seus padrões de “certo” e “errado”) e não ficar atirando em soldadinhos que são peões nesta batalha. Iremos tratar o cancro que causa a ferida e não tratar dos efeitos que ele provoca. Como a resposta de Fénelon é grande e aborda diversos aspectos, a estudaremos em partes. De todas as imperfeições humanas, o egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se porque deriva da influência da matéria, influência de que o homem, ainda muito próximo de sua origem, não pode libertar-se e para cujo entretenimento tudo concorre: suas leis, sua organização social, sua educação. O egoísmo decorre da materialidade, nos ensina o amigo espiritual. Já estudamos anteriormente o tema “materialidade” e definimos que ela não se consiste em estar ligado a uma massa carnal, mas acontece quando o ser universal encontra-se ligado a um ego humano. Portanto, o egoísmo surge e é natural no espírito quando ele está ligado a um ego humano. Sendo assim, enquanto houver a ligação com o ego, a intenção que o ser humanizado terá será sempre fundamentada no egoísmo. Não importa a que ato estejamos nos referindo, vivenciá-lo subordinado aos padrões ditados pelo ego é ter a intenção baseada no egoísmo. Seja na aplicação das leis humanas, seja nos padrões organizacionais de uma sociedade, seja na orientação do próximo sobre o que é “certo” (educar), enquanto o ser universal estiver humanizado (submisso aos padrões ditados pelo ego) o egoísmo ocorrerá. Não importa que você “ache” que esteja “certo” ou até que a grande maioria concorde com você; se aplicar o que você acha que deveria estar acontecendo para julgar a atitude do próximo ocorreu um egoísmo e não uma justiça ou um amor. Mas você não vê assim. Acredita que o acatamento às leis humanas deve ocorrer, que os padrões organizacionais de uma sociedade precisam ser respeitados, que você deve “educar’” os outros para eles ajam de forma “certa”. Mas quem disse isso? As leis humanas são temporárias e individualizadas; as organizações sociais são extremamente diferenciadas de acordo com cada povo; o que você acha “certo” já se modificou milhares de vezes durante essa existência. Ou seja, nada disso é universal; e tudo que não é universal é ilusório, individual. As leis que você acha “certa” são ilusórias, as organizações sociais que você imagina que todos têm que se submeter são ilusões, tudo que você acredita como “certo” mudará quando se libertar dos padrões impostos pelo ego. Portanto, exigir agora o cumprimento destes padrões ao próximo é submeter-se ao ego o que, naturalmente, leva ao egoísmo. Enfim, ter um padrão, seja sobre que assunto for, de “certo” ou “errado”, “bonito” ou “feio”, gera automaticamente a presença do egoísmo, porque ele se consiste na cobrança de que o próximo atenda o seu padrão. É por isso que Buda chama os padrões de paixões. Você é verdadeiramente apaixonado pelos seus padrões de “certo” e “errado” e desta paixão surge, então, o desejo do cumprimento daquilo que você acha “certo” e o desejo da não existência daquilo que você acha “errado”. Ou seja, o egoísmo em ação. O egoísmo se enfraquecerá à proporção que a vida moral for predominando sobre a vida material e, sobretudo, com a compreensão, que o Espiritismo vos faculta, do vosso estado futuro, real e não desfigurado por ficções alegóricas. Dois aspectos a analisarmos neste trecho. Primeiro: o egoísmo acaba com a elevação moral. Se o egoísmo é contrário à elevação espiritual e se ele é fundamentado no “eu”, a elevação moral se consiste em buscar o “nós”. A partir daí pergunto: o que é elevar-se moralmente? Certamente não tem nada a ver com não fazer aborto, com não matar, ou seja, não está vinculada a padrões humanos. A elevação moral ocorre apenas quando o ser humanizado abandona o “eu” e vive o “nós”, não tendo importância que atos ele pratique. O “nós” a que estamos nos referindo é aquele que é alcançado pela fusão perfeita de todos, ou seja, quando todos tiverem direitos iguais. Sendo assim, a elevação moral é alcançada quando cada um tiver o direito de ser, estar e fazer o que quiser e você não o julgue por isso. Segundo aspecto destacado por Fénelon: o espiritismo lhe ensina a Realidade. Para podermos entender isso vamos ver que Realidade o Espiritismo nos ensina. Em primeiro lugar o Espiritismo diz que você é um espírito. Encarnado, ligado a um ego, mas que não deixa de ser um espírito. Isso fica bem claro numa série de perguntas que já estudamos, mas para relembrar vou citá-las. O que era a alma antes de encarnar? Espírito. O que voltará a ser a alma depois de desencarna? Espírito. “Estar alma”, ou seja, encarnado, portanto, não acaba com nossa essência Real (espírito), mas apenas destaca uma condição especial temporária de vivência (estar ligado a um ego). Segunda Realidade que o Espiritismo ensina: há uma interação entre mundo espiritual e material a tal ponto que nada acontece neste mundo sem a interseção dos espíritos. Como esta Realidade criada pelo Espiritismo nem sempre é aceita pelo ego humanizado, vou citar textualmente o comentário de Kardec aos ensinamentos do Espírito da Verdade. “Imaginamos erradamente que aos Espíritos só caiba manifestar sua ação por fenômenos extraordinários. Quiséramos que nos viessem auxiliar por meio de milagres e os figuramos sempre armados de uma varinha mágica. Por não ser assim é que oculta nos parece a intervenção que têm nas coisas deste mundo e muito natural o que se escuta com o concurso deles”. “Assim é que, provocando, por exemplo, o encontro de duas pessoas, que suporão encontrar-se por acaso; inspirando a alguém a idéia de passar por determinado lugar; chamando-lhe a atenção para certo ponto, se disso resulta o que tenham em vista, eles obram de tal maneira que o homem, crente de que obedece a um impulso próprio, conserva sempre o seu livre arbítrio” (pergunta 525 a). Nas perguntas seguintes (526 a 528) esta Realidade fica muito mais clara quando o Espírito da Verdade mostra que os espíritos conduzirão o homem que deve sucumbir para uma escada quebrada ou para debaixo da árvore onde o raio cairá. Isto acontece deste jeito porque os espíritos fora da carne não podem alterar o curso dos elementos da natureza, mas dirigem o homem para que lhe aconteça o que está previsto. Cita ainda esta parte do estudo de O Livro dos Espíritos que aquele que não deve morrer de uma bala perdida será inspirado para se desviar, já que os trabalhadores do Senhor não podem desviar a bala para salvar o homem. Esta é a Realidade que o Espiritismo ensina: os espíritos comandam as ações do ser humano ao invés de, como mágicos, agirem sobre os elementos da natureza. Este conhecimento deveria lhe levar, nas palavras de Fénelon a acabar com a ficção alegórica que você vivencia e chama de realidade, verdade. A sua realidade não tem nada de Real, pois você não percebe toda movimentação dos amigos espirituais guiando seus passos, mas imagina que age por moto próprio. Krishna define a realidade que o ser humanizado vive como fantasias fantasmagóricas. Ou seja, os dois mestres têm a mesma compreensão sobre aquilo que você vive como real: uma ficção, uma fantasia. Olhe agora para o computador à sua frente. Você está vendo um monitor que está projetando uma imagem? Esta percepção é uma ficção alegórica, uma fantasia fantasmagórica. O que está à sua frente na realidade é fluído cósmico universal. Você está vendo agora um inimigo, alguém de quem não goste? Isto é uma ilusão, uma ficção alegórica, porque não há um ser humano à sua frente, mas um espírito encarnado. A sua compreensão de que ele está agindo contra você também é uma ficção porque ninguém pratica atos, mas cumpre ações guiadas pelos amigos espirituais a partir do mundo dos espíritos. Então veja. Não é só hinduismo que fala, mas também o Espiritismo diz que você vive uma peça de teatro chamada “Divina Comédia Humana”, como realidade, mas que ela não passa de uma ficção alegórica, de fantasias fantasmagóricas. Quando, bem compreendido, se houver identificado com os costumes e as crenças, o Espiritismo transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. Quando bem entendido e identificado o Espiritismo poderá surtir algum resultado na sua elevação espiritual. Antes, não. Que adianta você dizer que compreende os ensinamentos de O Livro dos Espíritos; que adianta você dizer que se identifica com os ensinamentos trazidos pelo Espírito da Verdade, se ainda chora em um enterro acreditando que seu ente querido acabou? Que adianta dizer que se identifica com estes ensinamentos se eles afirmam que os espíritos nos guiam, que ninguém morre antes da hora e que Deus sabe a forma como cada um vai desencarnar (pergunta 853 a) se você ainda acredita num assassinato praticado por um assassino? Não adianta estudar: é preciso compreender e se identificar com a Realidade criada pelo ensinamento. Mas, para criar esta Realidade é preciso se libertar do individualismo. Sem isso, o próprio egoísmo que criará uma interpretação individual de O Livro dos Espíritos e dirá que você é que está “certo”. Neste caso você não mudou nada, não reformou nada, porque a base, a essência da intencionalidade continua o que você acha está “certo” e o que os outros acham “que se dane”. Esta palavra parece forte, mas é preciso compreender que quando nos apegamos somente àquilo que acreditamos como “certo” e não damos aos outros o direito de pensar diferente em qualquer aspecto da vida, estamos demonstrando o nosso menosprezo pelo irmão. Repare que, como Fénelon, falei em todos os aspectos da vida e não só naqueles que você quer alterar. Este é o aspecto que precisa ser atentado por quem quer atacar diretamente o general.

http://meeu.informe.com/0917-qual-o-meio-de-destruir-se-o-egon-smo-dt163.html

Doenças Carmicas


Sempre que pelas nossas intemperanças desconsideramos os cuidados com o nosso corpo e nas vezes que por agressividade gratuita atingimos o equilíbrio físico ou psíquico do nosso próximo, estamos imprimindo estes desajustes nas células do corpo espiritual que nos serve. É assim que, na patologia humana, ficam registrados os quadros de "lúpus" que nos compromete as artérias, do "pênfigo"que nos queima a pele, das "malformações" que deformam o coração ou o cérebro, da "esclerose múltipla" que nos imobiliza no leito ou da demência que nos compromete a lucidez e nos afasta da sociedade. Precisamos compreender que estas e todas as outras manifestações de doença não devem ser vistas à conta de castigo ou punições. O Espiritismo ensina que estas e todas outras dificuldades que enfrentamos, são oportunidades de resgate, as quais, com freqüência, fomos nós mesmos que as escolhemos para acelerar nosso progresso e nos alavancar da retaguarda que às vezes nos mantém distantes daqueles que nos esperam adiante de nós. Mais do que a cura das doenças, a medicina tibetana, há milênios atrás, ensinava que, médicos e pacientes, devem buscar a oportunidade da iluminação. Os padecimentos pela dor e as limitações que as doenças trazem, nos possibilitam o esclarecimento, se nos predispomos a buscá-lo. Mais importante do que aceitar o sofrimento numa resignação passiva e pouco produtiva, faz-se necessário, superar qualquer limitação ou revolta, para promovermos o crescimento espiritual, através desta descoberta interior e individual.

Revista Internacional do Espiritismo - Março/2001

Não me lembro de nada.


O assunto objeto desta matéria com certeza trará para alguns bastante dissabor e repulsa, pois tocará na vaidade e no ego daqueles que não querem que venham à baila determinadas verdades atinentes ao fenômeno da incorporação. No entanto, como o compromisso do Jornal Umbanda Hoje é ver os adeptos da religião mais esclarecidos e livres de determinados mitos que tanto prejudicam os iniciantes no culto, resta-nos tão somente esclarecermos um ponto nevrálgico sobre o presente tema. Sabemos que na Umbanda fala-se muito em mediunidade de incorporação semiconsciente e inconsciente, que, via de regra, ensejam verdadeiras dicussões doutrinárias a respeito. Não vamos nos ater a explicarmos o processo de acoplamento de um espírito aos chakras e centros nervosos do médium, sendo tema para o futuro. As incorporações em que os espíritos deixam completamente inconsciente o médium, com tomada integral de todas as faculdades biopsicomotoras, é fenômeno raríssimo nas religiões mediúnicas. Em tempos imemoriais, foi a forma encontrada pelos espíritos para cumprirem suas missões no plano físico sem que o medianeiro pudesse interferir em suas tarefas, pois muitas pessoas não acreditavam na ação dos espíritos sobre o corpo humano e, por isto, se tivessem alguma porcentagem de consciência, acabariam por intervir, voluntária ou involuntáriamente, no labor dos amigos espirituais. Com o passar do tempo, e através de um maior estudo e consequente entendimento do que ocorria, a inconsciência dos médiuns foi pouco a pouco sendo elevada à semiconsciência, fenômeno pelo qual os espíritos agem conjuntamente com a psiquê do médium, que, mesmo manifestados, sabem de quase tudo o que se passa a seu redor, inclusive que estão sob o domínio parcial de uma força externa. Este tipo de incorporação (semiconsciente) predomina quase que inteiramente nos segmentos espiritualistas, porque é a que melhor se adequa às necessidades atuais. Através da semiconsciência há uma interação entre o medianeiro e o espírito atuante, que são doutrinador e doutrinado ao mesmo tempo. Além disto, esta espécie de incorporação faz com que o médium seja co-responsável pela mensagem transmitida por um Caboclo, Preto-Velho, Exu etc. O fato é que, na mediunidade de incorporação semiconsciente, que, diga-se de passagem, também tem seus graus de variação, o espírito ao desprender-se do médium com o qual trabalha, deixa neste quase que a totalidade das informações recebidas ou transmitidas durante uma sessão. Caso haja alguma necessidade, o espírito, atuando no sistema nervoso central e também no cérebro, pode fazer com que o médium deixe de lembrar de alguma coisa, mas isto é exceção. A regra é o médium lembrar-se de quase tudo que foi dito pelo espírito trabalhador. Neste sentido, muito importante é o respeito e a obediência que os médiuns devem ter para com o segredo de sacerdócio, tópico que analisaremos oportunamente. Infelizmente alguns médiuns que trabalham semiconscientemente insistem em dizer que não se lembram de nada depois que o espírito interventor se afasta. E o fazem por duas razões básicas: primeiro, querem dar um maior valor a sua mediunidade, dizendo: " eu sou especial porque trabalho sem consciência"; segundo, para se eximirem de responsabilidade, caso haja alguma comunicação equivocada, por influência do próprio médium, dizendo este depois: " eu sou inconsciente, quem errou foi o espírito". Repito: a mediunidade de incorporação inconsciente ainda existe, mas é raríssima, e quem a tem geralmente não fala, porque é assunto pessoal, e também é circunstância difícil de ser provada. Na atualidade, não se concebe deixar os iniciantes com a falsa idéia de que, incorporados por um espírito, sua mente se apagará temporariamente. Muitos médiuns sob a ação dos espíritos acham que não estão incorporados, visto terem ouvido de outros que, durante a manifestação dos espíritos, não há consciência no médium. Criam com isto uma série de dúvidas na mente dos iniciantes, fazendo com que muitos pensem até não serem médiuns de incorporação. A Umbanda vai crescer. E crescerá através de médiuns mais preparados, mais esclarecidos em relação aos fenômenos mediúnicos. Desta forma, farão cair por terra falsas verdades que estão, infelizmente, ainda sendo difundidas irresponsavelmente por alguns.

fONTE: Jornal Umbanda Hoje

Palavras do caboclo 7 Encruzilhada


"A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa. Umbanda é humildade, amor e caridade - esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxósse, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxósse, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão. Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda. Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que safram desta Casa. Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade. Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos. Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria. Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas".