Archive for 01/06/09 - 01/07/09

Preto Velho


Uma das entidades mais carismáticas da nossa Umbanda. Tem a sabedoria e o domínio sobre muitos elementos da natureza, são especialistas em ervas para chás, banhos e simpatias a todas pessoas necessitadas.
É uma entidade que trabalha nas leis de Oxalá. É detentora de uma linha com as sete falanges. É bom se entender que o fato de se chamarem pretos velhos, não quer dizer que são todos balho e por sua vez escolhem cumprir sua missão trabalhando nesta maravilhosa linha.

É uma entidade que desfaz demandas, embora pareçam calmos, têm luz divina espiritual que emana de Deus em sua plenitude.

Falanges ligadas a Preto Velho:

1 – Falange da Costa (Rei Cambinda)
2 – Falange de Congo (Rei Congo)
3 – Falange de Angola – (Pai Joaquim)
4 – Falange de Guiné (Pai Guiné)
5 – Falange de Moçambique (Pai Gerônimo)
6 – Falange de Luanda (Povo Oriente – Pai José)
7 – Falange de Bengala (Povo do Espaço – Pai Tomé)

Sobre Os Pretos Velhos

Quando se fala em preto-velho, estamos falando de uma grande linha, ou seja, uma grande faixa vibratória onde espíritos afins se “encaixam” para cumprirem sua missão.

Esses espíritos foram ex-escravos e negros africanos que não chegaram a ser escravos. Constam também dessa linha espíritos que não foram escravos nem negros africanos, mais que por afinidade escolheram a Umbanda para cumprirem sua missão.

O termo “Velho”, “Vovô” e “Vovó” é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido muito mais tempo. Adquirindo assim mais coisas para contar e passar, principalmente essa mesma pessoa já viveu o suficiente para ter aprendido a ter paciência, compreensão, menos ansiedade para a vida. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham.

No mundo espiritual é bastante semelhante. A grande característica dessa linha é o conselho. É devido a esse fator que carinhosamente dissemos que são os “Psicólogos da Umbanda”.

Suas vestimentas e apetrechos são bem simples, não necessitam de muitos artifícios para trabalhar, necessitam apenas contar com a atenção e a concentração do seu médium durante a consulta. Usam cachimbo, lenços, toalhas e as vezes fumo de rolo e cigarro de palha.

Sua forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito. A vibração começa com um “peso” nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão. Se locomovem apenas quando incorporam para as saudações necessárias (atabaque, gongá e Babá) e depois sentam e praticam sua caridade. Podemos encontrar alguns que se mantém em pé.

É possível ver Preto-Velhos dançando, mais esse dançando é sutíl, apenas com movimentos dos ombros ou quando sentados, com as pernas.

Essa simplicidade se expande, tanto na sua maneira de ser e de falar. Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas. Sua maneira carregada de falar é para dar idéia de antiguidade.

Além disso os Preto-Velhos nos ajudam a enxergar que a prática da caridade, é vital para nossa evolução espiritual.

A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mais como cada médium possui uma coroa diferente, isso determina as diferenças entre os Preto-Velhos.

Essas diferenças ocorrem porque Preto-velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência daquela força da natureza para quem eles trabalham.

Essas diferenças são primeiramente evidenciadas na maneira de incorporação.

Não é só na forma física que devemos observar as diferenças, mais também a maneira de trabalhar e a especialidade dele.

Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás:

PRETO-VELHOS DE OGUM

São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes.

São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de “choque”, mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas.

São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, mera dose de coragem e segurança para aqueles indecisos e “medrosos”. É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.

PRETO-VELHOS DE OXUM

São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível.

Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é “chocar” e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado.

São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mais é necessário para a evolução daquela pessoa.

PRETO-VELHOS DE XANGÔ

São raros de ver, contudo devemos também conhece-los.

Sua incorporação é rápida como as de Ogum.

Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais.

Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.

PRETO-VELHOS DE INHASÃ

São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas.

Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá.

Esses Preto-velhos retribuem ao médium principalmente a defesa, são rápidos na ajuda. Se cobram a honestidade do seu médium no momento da consulta, não admitem que desconfiem dele (médium).

Mesmo assim eles também possuem uma especialidade.

Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual.

Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.

PRETO-VELHOS DE OXOSSI

São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas.

Esses Preto-velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo.

Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastos, banhos e compressas, defumadores, chás, etc… São verdadeiros químicos em seus tocos. – Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior “químico” – Oxossi.

PRETO-VELHOS DE NANÃ

São raros, assim como os filhos desse Orixá.

Sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada.

Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.

Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes, mesmo para médiuns homens. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça com seu médium.

Costumam se afastar dos médiuns que consideram de “moral fraca”. Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada.

É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.

São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso carma, pois isso sem dúvida é a sua função.

Atuam também como os de Inhasã e Omulú, conduzindo Eguns.

PRETO-VELHOS DE OBALUAÊ

São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral.

Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros.

Agarram-se a seus “filhos” com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar.

Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Preto-velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento.

Como trabalha para Obaluaê, e este é o “dono das almas”, esses Preto-velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos.

Sua “visão” é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual.

Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo de tudo que lhe for pedido, apenas confiando nesses Preto-velhos. Quando o filho não faz isso, costumam tirar o que já lhe deu, para que o mesmo repense a importância desse Preto-velho em sua vida.

Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.

Não trabalham para saúde (essa função é do Erê de Obaluaê). Salvo se essa doença for proveniente de “trabalhos feitos – macumba”.

PRETO-VELHOS DE YEMANJÁ

São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga.

Possuem a paciência das mães e a compreensão também. Cobram pouco de seus médiuns, apenas que eles cumpram a caridade sempre por amor nunca por obrigação.

Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares.

Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as pessoas que desejam engravidar.

Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes.

Cobram dos seus médiuns que lutem para ter um casamento feliz e sólido, pois para eles só assim poderão ajudar a outras pessoas nesse sentido, já que seu médium já vive essa realidade.

PRETO-VELHOS DE OXALÁ

São bastante lentos na forma de incorporare tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos.

Raramente dão consulta, sua maior especialidade é o passe de energização.

Cobram também bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, assiduidade no terreiro e vaidade.

Formação da Falange dos Pretos-Velhos na Umbanda

Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos-Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam. Os Pretos-velhos são nossos Guias ou Protetores, mas no Candomblé, são considerados Eguns (almas desencarnadas), e e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Usam branco ou preto e?branco. Essas cores são usadas porque, sendo os Pretos-Velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares. O dia em que a Umbanda homenageia os Pretos-Velhos é 13 de maio, que é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos).

O NOMES DOS PRETOS-VELHOS

Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos “A Idade das Trevas” no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não? há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados. As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita. A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D’Angola). D’Angola). O termo “Velho”, “Vovô” e “Vovó” é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham. No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho.? É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os “Psicólogos da Umbanda”.
Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:
Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João ,Pai Congo, Pai José D’Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai Serafim, Pai Firmino D’Angola, Pai Serapião, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Chica, Vovó Cambinda (ou Cambinda (ou Cambinda (ou Cambina), Vovó Ana, Vovó Maria Vovó Maria Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Quitéria, Quitéria, Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Rosário, Rosário, Vovó Benedita. Obs: Normalmente os Pretos-Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais ?velhos? do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tio ou Tia).

CARACTERISTICAS:


Irradiação
Todos os Pretos-Velhos vem na linha das Almas, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente.

Fios de Contas (Guias)
Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.

Roupas
Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéude palha.

Bebida
Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).

http://agomeupai.wordpress.com/preto-velho/

Necessidade de reforma


Vivemos tempos tormentosos. Há guerras em várias partes do Mundo. Em nosso país, o cenário político e social é desolador. Entre denúncias de corrupção e de venalidade, resta pouca fé nos homens públicos. A impunidade instiga novos desmandos. O povo se mira nas figuras eminentes e acredita encontrar no comportamento dessas, justificativa para seus próprios equívocos. Levar vantagem parece um objetivo que se generaliza pelo corpo social, a tal ponto que a idéia do sucesso como resultado de um esforço continuado e metódico torna-se pouco sedutora. O famoso “jeitinho brasileiro” não mais significa criatividade, mas apenas esperteza e falta de caráter. A História fornece inúmeros exemplos de civilizações que se corromperam e de como isso causou sofrimento aos seus integrantes. Em Roma, no período de transição entre a República e o Império, os costumes e os valores degeneraram. O filósofo e jurista Marco Túlio Cícero era profundamente angustiado com esse estado de coisas. Ele deixou inúmeros escritos que denotam sua preocupação com a corrupção que invadia a vida pública romana. Cícero se preocupava com medidas populistas freqüentemente adotadas pelos governantes. Tais medidas atendiam a caprichos da multidão, mas sem educá-la ou destiná-la a trabalho útil. Quem trabalhava era fortemente tributado, a fim de que largos benefícios fossem concedidos pelo Estado, sem qualquer critério razoável. Era, já naqueles tempos, a prática do assistencialismo, às custas dos contribuintes. Mas o que mais indignava Cícero era a corrupção e a troca de favores envolvendo o dinheiro público. Ao refletir sobre os valores fraternos, afirmou: “Estabeleçamos, pois, como lei primeira da amizade, não pedir nem conceder nada de vergonhoso. É uma desculpa indigna de ser admitida em qualquer pecado, e principalmente naqueles cometidos contra o Estado, confessar que se agiu por um amigo.” Bem se percebe a semelhança com a situação brasileira atual, pois ainda vivemos sob o regime do compadrio: o dinheiro público é rateado entre alguns, como se particular fosse. Aproximadamente dois milênios nos separam da crise vivida pelo Mundo Romano, que provocou sua desarticulação. Nesse período, a Humanidade evoluiu muito, sob os prismas intelectual e científico. Mas, embora alguns avanços, permanece titubeante, no que tange à moralidade. Na verdade, todos sofrem em razão da falta de ética. São inúmeros os prejuízos oriundos da torpeza generalizada. Um deles é o aumento dos preços de produtos e serviços, causado pela inadimplência: os comerciantes computam em seus custos e, conseqüentemente, nos preços que praticam, um percentual destinado a fazer frente aos calotes que ordinariamente sofrem. Se todos tivessem o hábito de pagar regularmente as próprias contas, isso não ocorreria. Por outro lado, o desvio do dinheiro público dificulta a construção de creches, escolas e hospitais. Sem uma estrutura adequada de serviços básicos, a vida da população, especialmente de baixa renda, torna-se mais difícil. Como decorrência, cresce o número de desesperados e revoltados, a insegurança e a violência se alastram, em prejuízo de todos, ricos ou pobres.


O progresso intelectual é precioso, mas por si só não garante a paz. Se queremos viver em um mundo melhor, mais harmonioso, importa aprimoremos a moralidade. É imperioso um esforço em promover uma profunda reforma ética. Como toda mudança começa no indivíduo, para que a sociedade melhore, cada um deve esforçar-se em se aprimorar. Torna-se imperativa a adoção de novos hábitos: chega de levar vantagem, de fugir dos próprios deveres; basta de mentir, fraudar, sonegar e trair. O patrimônio público é sagrado e todos são responsáveis por ele. O dinheiro público não existe para ser apropriado por alguns, mas para atender demandas relevantes da coletividade. Impõe-se a severa fiscalização de sua utilização, como o cumprimento de um dever. Quando formarmos uma sociedade consciente e cumpridora de seus deveres, apenas por isso já desfrutaremos de grande tranqüilidade.

Livro Diálogo sobre a Amizade,

Interação espírto-matéria


O ser humano é um conjunto harmônico de energias, constituído de Espírito e matéria, mente e perispírito, emoção e corpo físico, que interagem em fluxo contínuo uns sobre os outros.

Qualquer ocorrência em um deles reflete no seu correspondente, gerando, quando for uma ação perturbadora, distúrbios, que se transformam em doenças, e que, para serem retificadas, exigem renovação e reequilíbrio do fulcro onde se originaram.

Desse modo, são muitos os efeitos perniciosos no corpo causados pelos pensamentos em desalinho, pelas emoções desgovernadas, pela mente pessimista e inquieta na aparelhagem celular.

Determinadas emoções fortes - medo, cólera, agressividade, ciúme - provocam uma alta descarga de adrenalina na corrente sanguínea, graças às grândulas supra-renais. Por sua vez, essa ação emocional reagindo no físico, nele produz aumento da taxa de açúcar, mais forte contração muscular, face à volumosa irrigação do sangue e sua capacidade de coagulação mais rápida.

A repetição do fenômeno provoca várias doenças como a diabetes, a artrite, a hipertensão... Assim, cada enfermidade física traz um componente psíquico, emocional ou espiritual correspondente. Em razão da desarmonia entre o Espírito e a matéria, a mente e o perispírito, a emoção (os sentimentos) e o corpo, desajustam-se os núcleos de energia, facultando os processos orgânicos degenerativos provocados por vírus e bactérias, que neles se instalam.

Conscientizar-se desta realidade é despertar para a valores ocultos que, não interpretados, continuam produzindo desequilíbrios e somatizando doenças, como mecanismos degenerativos na organização somática.

Por outro lado, os impulsos primitivos do corpo, não disciplinados, provocam estados ansiosos ou depressivos, sensação de inutilidade, receios ou inquietações que se expressam ciclicamente, e que a longo prazo se transformam em neuroses, psicoses, perturbações mentais.

A harmonia entre Espírito e a matéria deve viger a favor do equilíbrio do ser, que desperta para as atribuições e finalidades elevadas da vida, dando rumo correto e edificante a sua reencarnação.

As enfermidades, sobre outro aspecto, podem ser consideradas como processos de purificação, especialmente aquelas de grande porte, as que se alongam quase que indefinidamente, tornando-se mecanismos de sublimação das energias grosseiras que constituem o ser nas suas fases iniciais da evolução.

É imprescindível um constante renascer do indivíduo, pelo renovar da sua consciência, aprofundando-se no autodescobrimento, a fim de mais seguramente identificar-se com a realidade e absorvê-la. Esse autodescobrimento faculta uma tranqüila avaliação do que ele é, e de como está, oferecendo os meios para torná-lo melhor, alcançando assim o destino que o aguarda.

De imediato, apresenta-se a necessidade de levar em conta a escala de valores existenciais, a fim de discernir quais aqueles que merecem primazia e os que são secundários, de modo a aplicar o tempo com sabedoria e conseguir resultados favoráveis na construção do futuro.

Essa seleção de objetivos dilui a ilusão - miragem perturbadora elaborada pelo ego - e estimula o emergir do Si, que rompe as camadas do inconsciente (ignorância da sua existência) para assumir o comando das suas aspirações.

Podemos dizer que o ser, a partir desse momento, passa a criar-se a si mesmo de forma lúcida, desde que, por automatismo, ele o faz através de mecanismos atávicos da Lei de evolução.

A ação do pensamento sobre o corpo é poderosa, ademais considerando-se que este último é o resultado daquele, através das tecelagens intrincadas e delicadas do perispírito (seu modelador biológico), que o elabora mediante a ação do ser espiritual, na reencarnação.

Assim sendo, as forças vivas da mente estão sempre construindo, recompondo, perturbando ou bombardeando os campos organo-genéticos responsáveis pela geratriz dos caracteres físicos e psicológicos, bem como sobre os núcleos celulares de onde procedem os órgãos e a preservação das formas.

Quando mais consciente o ser, mais saudáveis os seus equipamentos para o desempenho das relevantes tarefas que lhe estão reservadas. Há exceções, no entanto, que decorrem de livre opção pessoal, com finalidades específicas nas paisagens da sua evolução.

O pensamento salutar e edificante flui pela corrente sanguínea como tônus revigorante das células, passando por todas elas e mantendo-se em harmonia no ritmo das finalidades que lhes dizem respeito. O oposto também ocorre, realizando o mesmo percurso, perturbando o equilíbrio e a sua destinação.

Quando a mente elabora conflitos, ressentimentos, ódios que se prolongam, os dardos reagentes, disparados desatrelam as células dos seus automatismos degeneram, dando origem a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga mortífera de energia que as agride.

Outras vezes, os anseios insatisfeitos dos sentimentos convergem como força destruidoras para chamar a atenção nas pessoas que preferem inspirar compaixão, esfacelando a organização celular e a respectiva mitose, facultando o surgimento de focos infecciosos resistentes a toda terapêutica, por permanecer o centro desencadeador do processo vibrando negativamente contra a saúde.

Vinganças disfarçadas voltam-se contra o organismo físico e mental daquele que as acalenta, produzindo úlceras cruéis e distonias emocionais perniciosas, que empurram o ser para estados desoladores, nos quais se refugia inconscientemente satisfeito, embora os protestos externos de perseguir sem êxito o bem-estar, o equilíbrio.

O intercâmbio de correntes vibratórias (mente-corpo, perispírito-emoções, pensamentos-matéria) é ininterrupto, atendendo aos imperativos da vontade, que os direciona conforme seus conflitos ou aspirações.

Idéias não digeridas ressurgem em processos enfermiços como mecanismos auto-purificadores; angústias cultivadas ressumam como distonias nervosas, enxaquecas, desfalecimentos, camuflando a necessidade de valorização e fuga do interesse do perdão; dispepsias, indigestões, hepatites originam-se no aconchego do ódio, da inveja, da competição malsã - geradora da ansiedade - do medo, por efeito dos mórbidos conteúdos que agridem o sistema digestivo, alterando-lhe o funcionamento.

O desamor pessoal, os complexos de inferioridade, as mágoas sustentadas pela autopiedade, as contrariedades que resultam dos temperamentos fortes de constantes atritos com o organismo, resultando em cânceres de mamas(feminino), da próstata, taquicardia, disfunções coronarianas, cardíacas, enfartos brutais...

Impetuosidade, violência, queixas sistemáticas, desejos insaciáveis respondem por derrames cerebrais, estados neuróticos, psicoses de perseguição...

O homem é o que acalenta no íntimo. Sua vida mental expressa-se na organização emocional e física, dando surgimento aos estados de equilíbrio como de desarmonia pelos quais se movimenta.

A conscientização da responsabilidade imprime-lhe destino feliz, pelo fato de poder compreender a transitoriedade do percurso carnal, com os olhos fitos na imortabilidade de onde procede, em que se encontra e para a qual ruma. Ninguém jamais sai da vida.

Adequando-se à saúde e à harmonia, o pensamento, a mente, o corpo, o perispírito, a matéria e as emoções receberão as cargas vibratórias benfazejas, favorecendo-se com a disposição para os empreendimentos idealistas, libertários e grandiosos, que podem ser conseguidos na Terra graças às dádivas da reencarnação.

Assim, portanto, cada um é o que lhe apraz e pelo que se esforça, não sendo facultado a ninguém o direito de queixas, face ao princípio de que todos os indivíduos dispõem dos mesmos recursos, das mesmas oportunidades, que empregam, segundo seu livre-arbítrio, naquilo que realmente lhes interessa e de onde retiram os proventos para sua própria sustentação.

Jesus referiu-se ao fato, sintetizando, magistralmente, a Sua receita de felicidade, no seguinte pensamento: - A cada um será dado segundo as suas obras.

Assim, portanto, como se semeia, da mesma forma se colherá.


Joanna de Ângelis
Livro: Auto-Descobrimento [Divaldo P. Franco]


Texto extraído do livro “Fabiano de Cristo o Peregrino da Caridade”

O doutor Fortes era médico generoso. Interessava-se pelos doentes, fosse qual fosse a sua condição social. Amparava do senhor ao ultimo dos escravos, sem nenhuma distinção.

A técnica precária da medicina, na época, porém, quase o sempre colocava em desvantagem diante das enfermidades rebeldes.

Clinicamente, também, na enfermaria do Convento de Santo Antônio, desde a muito passara a observar aquele enfermeiro Fabiano de Cristo, que vencia onde ele se sentia derrotado.

Daquelas mãos dedicadas, vira doentes sem esperanças saírem recuperados e retornarem à vida comum, sem sinais das doenças que deveriam tê-lo vitimado.

Deveria haver, ali, algum segredo – conjeturava muitas vezes. E certo de que esse segredo existia, disfarçadamente inspecionava a cada um dos atos de Fabiano.

Talvez tudo estivesse na água! Sim! É que a cada doente em estado grave, Fabiano ministrava uma porção de água. E até para aqueles portadores de ferimentos graves, ele aplicava gotas d’água na região enferma, provocando miraculosamente a reversão do quadro e obtendo cicatrizações espantosas.

Fortes queria dominar aquele conhecimento.

- Há dias te observo trabalhando na enfermaria, irmão Fabiano! – irrompe o médico, após Fabiano de Cristo haver distribuído porções d`água a diversos internados. – Por mais que queiras negar, colocas nessa água algum recurso medicamentoso que desconheço.

O interpelado sorriu candidamente.

- Nada faço, que qualquer um outro não possa fazer, doutor!

- Desculpe-me, porém não creio! Afinal, eu te trouxe dois doentes irrecuperáveis, segundo os meus recursos médicos e, três dias após, ei-los refeitos e a te ajudar! E vi que nada lhes deste além da água.

O médico insistia:

- Se guardas avaramente teu segredo, lembra-te de teu dever de humanidade! Muitas outras pessoas poderiam retornar à normalidade da saúde, se me revelasses o teu conhecimento misterioso.


Fabiano, visivelmente constrangido diante do doutor Fortes, foi direto ao incisivo:

- Doutor, apiedo-me e muito diante de cada um que sofre. Eles chegam aqui e nada sei de enfermagem! Como socorrê-los? E, querendo minorar as suas dores, apanho as canecas com água e faço as minhas orações, para cada doente em particular.

E, diante do médico admirado, complementou:

- Sabendo que a vida vem de Deus, rogo ao Pai de misericórdia que abençoe a água que Ele próprio criou e que nela dê o seu sopro de vida, como dá à vida inicial ao homem.

Houve uma pausa longa, quebrada pelo reticente médico:

- E...?

- E sabendo que o Pai atende a todas as súplicas desinteressadas, sei que a água se transforma em um santo remédio. O que Deus coloca nela, nunca perguntei! Só sei que, com muito amor e muita fé, vou ministrá-la aos doentes, em nome de Jesus Cristo!

- Se o senhor fizer isso, doutor – completou Fabiano – Deus por certo te atenderá, pois Ele me ouve a mim, que sou ignorante e pecador, e mais te ouvira pelas tuas virtudes.

Sabe-se que, algumas vezes, o doutor Fortes foi visto dando pequenas porções d`água a escravos enfermos!


Fonte http://www.caboclopery.com.br/o_segredo_das_curas.htm

Sacrificio nas Religiões

A prática da matança de animais na religião é bastante complexa e merece uma análise apurada para que não ofenda os praticantes de alguns cultos que ainda estão envolvidos com esse ritual, tão antigo, como antigo é o mundo.
Em uma determinada passagem do Antigo Testamento, os judeus anunciam sacrificar cento e vinte e dois mil bois de uma só vez, ofertando-os à Jeová. Me parece esse um exagero da escrita da época, muito comum nesses escritos, entretanto, o certo é que, segundo, os praticantes dessa ritualística, Jeová exigia sacrifícios para si de ovelhas, carneiros e bois.
O interessante é que os judeus de hoje se horrorizariam com esse passado manchado de sangue, mas a evidência era essa. Os templos de então eram verdadeiros matadouros, ainda na época de Davi e Salomão.
Para que não sabe ou não atinou, o Jeová da época é o mesmo Deus que conhecemos hoje.
Os sacrifícios de sangue constituem, segundo recentes e apurados estudos, a estados muito primitivos da evolução humana. Também eram praticados na cultura maia, inca e asteca e por diversas outras tribos existentes no globo em diferentes épocas. Algumas povoações da Índia e da África conservaram essa tradição. Afirmam que acontecem verdadeiras calamidades, que os descampados pegam fogo, o gado morre, a água seca se a oferenda não for ofertada.
Todavia é sabido por indicação das elevadas entidades que estas jamais sancionaram essa prática sanguinolenta. Nenhuma divindade, seja ela um orixá, se compraz com a morte. O sangue só possui valor para a vida, portanto circulando nos seres, jamais para ser ofertado em um alguidar de barro.
Costuma-se justificar as passagens das Antigas Escrituras como pretexto para a prática atual, contudo devemos constatar que tais passagens pertenceram a um determinado período da evolução humana e como tudo muda, a visão do Deus colérico, maldoso, cheio de iras e rancores também mudou.


Aliás um dos grandes equívocos do cristianismo é misturar o Deus criador e amoroso com o Jeová colérico, sempre pronto a castigar e lançar pragas contra os povos que não o adoram.
Não quero julgar os terreiros de umbanda e candomblé que ainda utilizam esse ritual, mas afirmo que a tendência é seja abolido, já que o orixá é um estado perfeito da natureza, um estado puro, portanto não tem corpo físico. Logo, todo esse sangue desperdiçado não lhe compraz e não lhe satisfaz, pois não é necessitado por ele.
As entidades de luz esperam que trabalhemos pelo ideal na umbanda de caridade e do amor ao próximo, conforme foi especificado pelo excelso Caboclo das Sete Encruzilhadas. Seu médium, Zélio de Moraes, nunca viveu da religião, seu caboclo mandava que devolvesse todos os presentes a ele destinados como cheques vultosos e outras honrarias materiais.
Lamentavelmente alguns terreiros, ditos de umbanda, fazem uso desses rituais sem tampouco saberem seus fundamentos, fazendo apenas por fazer, ou, o que é pior, para ganhos materiais de seus dirigentes. A umbanda é Jesus trabalhando, disse uma vez uma irmã, e como tal deve estar sempre inserida no ideal da caridade gratuita e do amor ao próximo respeitando a vida e preservando a sua existência como religião da natureza.
Os terreiros podem ter diversas e honestas fontes de renda como as mensalidades cobradas de seus médiuns e sócios, almoços beneficentes, rifas, doações espontâneas, bingos e vendas de livros e artigos de uso religioso.
Também precisamos ter em mente a intenção de estarmos em coadunação com o pensamento ecológico de preservação da vida e da natureza além de contruirmos a imagem de que nossa religião respeita esses princípios. Fora disso daremos munição para que as religiões neopentecostais nos ataquem chamando-nos de satânicos e desrespeitadores da vida. Como disse o renomado Armando Cavalcanti Bandeira na referendada, conceituada e histórica obra “O que é a umbanda”, infelizmente já esgotada:

“Não deve haver sacrifício animal, porque na umbanda não há mais razão para a “matança”,

a qual provém da da magia africanista milenar, e por força dessa influência há muito ainda impregnado de sua prática, escurecendo a leveza, o colorido e o perfume da suas obrigações rituais. Não se justificam os sacrifícios animais, que pelos seus fundamentos cabem nos cultos afro-brasileiros, pois são uma revivescência de ritos praticados na África de onde eles procedem. Na umbanda, que cada dia se vem integrando nos ensinamentos de Cristo, a tendência é aboli-los.”

André Luiz P. Nunes é professor, pesquisador e médium de umbanda.

Palavras do Caboclo das 7 Encruzilhadas


"A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa.

Umbanda é humildade, amor e caridade - esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxósse, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxósse, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão. Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda.

Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que safram desta Casa.


Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade. Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos.

Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria.

Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas".

Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da caridade


Vida e atos de um apóstolo





Há homens que vivem muito e fazem pouco. Há outros que exemplificam desde a tenra idade. Eurípedes Barsanulfo partiu jovem para o Plano espiritual, porém deixou rastros de uma obra imensa, e Jorge Rizzini os seguiu. O que o médium e biógrafo encontrou faz parte do livro Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da caridade (Correio Fraterno).

Nasceu em Sacramento, Minas Gerais, no ano de 1880, teve infância difícil e adolescência luminosa. Cedo, entendeu ao que veio: trazer luz a esse país. Como um sol, irradiou-se pelo Brasil Central socorrendo, lecionando e pregando; primeiro o catolicismo, depois o espiritismo. Quanto mais Eurípedes atuava, mais se desenvolviam seus dons mediúnicos. Tornaram-se esses espetaculares. Porém, uma bênção não precisa vir necessariamente sozinha. E ele veio acompanhado de São Vicente de Paulo e de Bezerra de Menezes; espíritos que lhe assistiam. Assim, ele curou até o incurável.

E aqui está um dos grandes méritos deste livro: além de proporcionar ampla visão da vida do médium de Sacramento, conta-nos "causos". São 35 casos mediúnicos autênticos, advindos de 24 entrevistados, sendo que 22 conheceram-no de perto. É interessante o cuidado do autor, no início da obra, em nos mostrar o rigor com que empreendeu seu trabalho de pesquisa, tendo a felicidade de ter o conteúdo aprovado por um dos irmãos carnais do apóstolo.

E o que este aprovou? Que nos fosse contado dentre outros atos, que Eurípedes Barsanulfo fundou o Colégio Espírita Allan Kardec, onde lecionou; instalou uma farmácia homeopática a serviço dos pobres, fundou jornal, foi vereador e vítima de um processo criminal.


Outros nomes familiares também nos chamam a atenção no livro: Maria Modesto Cravo, Odilon Ferreira e Doutor Inácio Ferreira. Esses conheceram Eurípedes Barsanulfo quando encarnado. Hoje trabalham no hospital Esperança, criado por ele na Espiritualidade, justamente para atender aos seguidores do Cristo. A fim de erguer essa obra, o apóstolo da caridade foi convocado diretamente por Jesus, na pessoa de Maria de Nazaré. Desencarnou aos 38 anos. Mas não nos esquece. Tem nos enviado mensagens de amor e correção de rotas. Quer nos poupar sofrimentos. É o que nos conta os livros do espírito Ermance Dufaux: Lírios de esperança, Laços de afetos etc. (Inede). Neles vemos a continuação do trabalho de Eurípedes e seus seguidores. É como se a biografia feita por Jorge Rizzini tivesse tido o objetivo de preparar o terreno para outras revelações sobre o biografado. Agora podemos ter dele uma ampla visão. Basta emendar um livro no outro e lê-los todos com gratidão.



Maria Menner

http://correiofraterno.com.br/livro/edicoes/euripedes/

Namaste


A palavra Namaste (pronuncia-se Namastê) é composta de duas palavras sânscritas: Nama (reverência, saudação) e Te, que significa você. Em síntese é saúdo a você, de coração, ao que deve ser retribuído com o mesmo cumprimento. Pelos meios esotéricos acabou ganhando o significado floreado de "O Deus que habita em mim saúda o Deus que há em você".

O gesto do Namaste, conhecido pelos budistas como Anjali mudra, consiste no simples ato de juntar as palmas das mãos ante o coração (ou mais precisamente o chakra do coração), e inclinar levemente a cabeça. Metaforicamente, os cinco dedos da mão esquerda representam os cinco sentidos de karma, enquanto os da direita representam os cinco órgãos do conhecimento. Significa então que mente e coração devem estar em harmonia, para que nosso pensar e agir estejam de acordo com o Dharma. Também é um reconhecimento da dualidade que existe no mundo e sugere um esforço de nossa parte para trazer essas duas forças unidas em equilíbrio.

Contando os dedos, um total de dez é alcançado. O número dez é símbolo da perfeição, da unidade, em todas as tradições antigas. As dez Sephiroth na Árvore da Vida, os dez Mandamentos, o símbolo da criação no sistema de Pitágoras e o número do equilíbrio perfeito para os antigos Chineses.

A mitologia por trás deste gesto é no mínimo curiosa: O Prof. Wagner Borges conta que o Deus Krishna escondeu as roupas de algumas garotas que se banhavam no rio Yamuna. Elas suplicaram de todas as formas a ele para devolvê-las, mas Krishna permaneceu irredutível (sacana, não?). Somente quando elas fizeram o gesto do Namaste é que ele ficou satisfeito e devolveu as roupas.

Referência: Exotic India

Pai Nosso


Jesus de Nazaré, durante os poucos anos em que emprestou Sua presença amiga aos sofredores e ignorantes da Terra, foi visto muitas vezes orando.

Um dia, um dos apóstolos rogou a Ele, com desejo sincero de aprender: "Mestre, ensina-nos a orar".

E Jesus, elevando o pensamento ao alto, ensinou a mais bela síntese de como se deve fazer uma prece, proferindo a oração dominical, mais conhecida como "Pai Nosso".

Considerando todos os demais ensinamentos do Cristo, podemos perceber em Sua oração mais que uma simples prece, mas um roteiro seguro do qual podemos extrair profundas lições.

Quando Jesus diz: Pai nosso, evoca o Criador com suprema humildade e submissão, como quem busca a proteção divina de alma aberta. No entanto, será inútil dizer: Pai nosso, se meus atos me desmentem e meu coração está sempre fechado aos apelos do amor fraternal.

Quando Ele diz: que estais nos céus, reconhece a supremacia e a grandeza do Senhor do Universo, que a tudo governa com extrema sabedoria. Mas de nada valerá dizer: que estais nos céus, se meus olhos só percebem as coisas materiais e meus valores são bem terrenos.

Quando Jesus fala: santificado seja o vosso nome, demonstra o respeito e a veneração pelo Ser supremo. Todavia,

se só busco Deus por formalidade e o nego sistematicamente nos mínimos gestos, não adianta dizer: santificado seja o vosso nome.

Quando Jesus roga: venha a nós o vosso reino, Sua alma se abre para nos ensinar que o reino de Deus está dentro de cada um e que para encontrá-lo é preciso buscar com todas as forças.

Mas, se gasto a maior parte do meu tempo construindo um reinado de aparências e futilidades, será inútil dizer: venha a nós o vosso reino.

Quando Jesus profere as palavras: seja feita a vossa vontade, submete-se fielmente ao Pai, confiante em Suas soberanas leis. Entretanto, será inútil dizer: seja feita a vossa vontade se, em verdade, o que eu quero mesmo é que todas as minhas vontades e os meus desejos mesquinhos se realizem.



Espiritismo, Umbanda, Candomblé - ORIGENS


Sérgio Renan



Origens do Espiritismo, do Candomblé e da Umbanda

A idéia deste tópico seria traçar diferenças entre as origens do Espiritismo, da Umbanda e do Candomblé – três religiões, a meu ver, DIFERENTES entre si.



O Espiritismo, dentre os três, é o mais fácil, disparadamente, de verificar suas origens. Remete-se ao ano de 1857 quando do lançamento, por Allan Kardec, do livro “O Livro dos Espíritos” (LE) – o ‘pontapé inicial’’ da Doutrina Espírita (DE), na França. Portanto, possui origem francesa. Aliás, o próprio termo ‘Espiritismo’ fora cunhado por Kardec,

Kardec juntou uma quantidade considerável de comunicações mediúnicas, submeteu-as a uma rigorosa análise pela razão, e chegou a algumas “conclusões” (entre aspas, pois o próprio Kardec coloca, logo no início do LE, que “nada de novo ali trazia”).

Verdade que muitos colocam que o que se conhece por Espiritismo atualmente, no Brasil, não estaria “de acordo” com o Espiritismo “que deveria ser” .... mas não vou entrar neste ‘caminho’ – o que interessa aqui é falar sobre as ORIGENS das três religiões/doutrinas.

Ainda em relação ao Espiritismo, tem-se nele uma BASE (uma doutrina) ESCRITA, coisa que NÃO ocorre com o Candomblé nem com a Umbanda

Já no Candomblé, suas origens são bastante diferentes. Como já foi dito, seus conhecimentos (doutrinas, ritualísticas, etc) são passados VERBALMENTE, e dentro dos barracões (apelido dado a centros candomblecistas, por os mesmo – via de regra – funcionarem am grandes barracões). Escrita no Candomblé NÃO existe, de forma alguma – o máximo que se pode encontrar de livros sobre o mesmo, são de autores CURIOSOS, e não de (verdadeiros) candomblecistas.

Na África, à época do descobrimento e colonização do Brasil (e desde há muito antes), não existiam países como hoje concebemos, O que existiam eram ‘aldeias’, ‘tribos’ – algumas bastantes numerosas. Os africanos as chamavam (as tribos ou aldeias) de NAÇÕES. Analogamente às nações Apache, Sioux, ertc nos Estados Unidos. Cada uma dessas nações possuía sua própria cultura, suas “maneiras específicas” de manifestações religiosas, sendo até as línguas diferentes em cada nação. Muitas vezes duas pessoas de nações diferentes não se entendiam verbalmente, tamanhas as diferenças culturais entre elas.

Assim, resumidamente, tem-se diversas nações, cada uma delas com um “sistema de culto” específico. Algumas dessas nações deram origens a países, como Congo, Angola, etc.

Em cada uma dessas nações, existia o que se chama de “Culto de Nação” – a manifestação religiosa DAQUELA nação. Por exemplo, se compararmos duas nações quaisquer, dentre todas que existiam à época, não encontraremos os mesmos orixás (aqui basta entender orixás como “conceitos primordiais dos Cultos de Nações”) sendo cultuados nas duas. Inversamente, a ‘estória’ de cada orixá será algo diferente em cada nação.

Com a trazida de escravos da África para Brasil (tráfego negreiro), e também (principalmente) pela seleção (**) de escravos de origens diferentes (de nações diferentes) nas senzalas chegou-se a uma “grande salada cultural” dentro de cada senzala pelo país afora. Numa mesma senzala, era comum encontrar-se indivíduos oriundos de várias nações diferentes, com CULTOS diferentes entre si. Com o tempo (séculos de escravidão), essa “grande salada” de diversos ‘Cultos de Nações’ (diferentes entre si à princípio) foi-se “se amoldando”, chegando-se ao que chamamos atualmente de Candomblé.

(**) Esta seleção era feita pelos compradores de escravos, os fazendeiros, procurando com isso dificultar a inter-comunicação entre os escravos nas senzalas, evitando-se assim a organização de revoltas e motins.

Portanto, o Candomblé, em termos de origens, é brasileiríssimo – resultado de uma “mistura” de diversos (e diferentes) ‘Cultos de Nações’ (estes sim, africanos). Como curiosidade, não há – hoje nem há 500 anos atrás – um único Culto de alguma Nação, na África, sequer semelhante, em termos de ritualísticas, conceitos e doutrinas, com o Candomblé exercido no Brasil.

Chegamos à Umbanda, e aqui ‘complica”. pois nem mesmo dentro do “movimento umbandista” existe um consenso 100%. Não existe um movimento especificamente (pelo menos no plano físico, entre os encarnados) – apenas falo genericamente em relação ao conjunto de todos os umbandistas.


Antes de adentrar nas origens propriamente da Umbanda, colocarei que a Umbanda (assim como o Candomblé) NÃO possui UMA doutrina ESCRITA – seus conhecimentos (ritualísticas, doutrinas, etc) são passados oralmente dentro dos terreiros.

Existem sim alguns autores umbandistas, que escrevem que seria (no entendimento DELES) uma ‘doutrina umbandista’, mas tais livros estão longe de serem considerados uma ‘unaminidade’ dentre os umbandistas. Portanto, prefiro considerar (pelo menos por enquanto, e – acredito eu – ainda por muito tempo) que não existe uma “doutrina umbandista escrita”.

E, para ‘complicar’ um pouco mais, existe uma comparação que (simbolicamente) coloca a Umbanda como um grande edifício, com vários apartamentos. Cada um desses apartamentos possui sua ‘decoração’ específica, mas – observe a ‘sutileza’ – todos os apartamentos são “suportados” pela estrutura do edifício (seus alicerces, suas vigas, etc). Essa estrutura (do edifício) seria a “doutrina umbandista” ..... existem diversas características próprias entre dois (quaisquer) terreiros umbandistas, e os dois SÃO ‘pertencentes” à Umbanda !

Quanto às origens da Umbanda, bem ... conheço pelo menos três “propostas” (ou ‘hipóteses’) diferentes. Da “menos aceita” à “mais aceita”, SEM entrar no mérito de qual delas é a 'correta', são elas:


Uma primeira diz ser a Umbanda, ou melhor, os conhecimentos umbandistas, trazidos de extra-terrestres (não especificam exatamente em que época, nem quais ET´s). Existem grupos (umbandistas) no Planalto Central que sustentam esta hipótese. Nesta ‘hipótese’ as origens da Umbanda seriam extra-terrestres.


Uma segunda ‘hipótese’ para a origem da Umbanda, diz que ela, ou melhor, SEUS CONHECIMENTOS (de magia, inclusive), existiam já na Lemúria (raças antiqüíssimas, anteriores mesmos à Atlântida, de há centenas de milhares de anos atrás – as primeiras raças de corpos físicos ‘humanóides’ disponíveis para encarne de espíritos aqui na Terra).

Esses conhecimentos teriam sido aviltados, dilapidados, mal utilizados mesmo (surgindo então a “magia negra”, que significaria, neste contexto, “mau uso da magia”) ao longo dos eons. Aliás, uma curiosidade: nesta ‘hipótese’, a mediunidade é colocada como conseqüência dessa má utilização do intercâmbio com o astral (que era até então ‘livre’), ou seja: a mediunidade surgiria a partir daí.

Esses conhecimentos foram então ‘guardados’ (escondidos mesmo) em algumas linhas esotéricas (notadamente no Oriente – Tibet, Egito e Índia).

No final do século XIX e início do XX, a “organização da alta espiritualidade” (entenda-se como “cúpula dirigente da evolução dos ‘encarnantes’ na Terra”) achou que já chegara a hora de se “retomar” tais conhecimentos, com muita parcimônia e calma. Assim, “instituiu-se” a Umbanda na pessoa do Caboclo Sete Encruzilhadas (de quem falarei mais na terceira hipótese, a seguir). Claro está que logo chamaram a essa interpretação (da Umbanda) de “Umbanda Esotérica” – sem nenhum demérito na utilização do termo “esoterismo”, pois o mesmo possui significado bastante diferente de “superstição”.

Essa interpretação – quanto às “reais” origens da Umbanda – apareceu aqui no Rio (“berço da Umbanda”), e vem se desenvolvendo (bastante) também na região Sul do país. Existem centros de “Umbanda Esotérica” espalhados pelo país – tenho notícias de locais sérios em São Paulo – mas os ‘principais’ seriam daqui do Rio e do Sul.

Nesta ‘hipótese’ (“Umbanda Esotérica”), as origens da Umbanda seriam ‘divididas’ segundo dois aspectos:

Enquanto PRÁTICA, relativo ao que se pratica HOJE, suas origens são brasileiras (a partir da manifestação doCaboclo Sete Encruzilhadas).

Enquanto CONHECIMENTO (as bases de suas ritualísticas, seus conceitos “mais profundos’ ou ‘teóricos’ etc), suas origens seriam daqui mesmo do planeta Terra, mas ancestrais, de vários eons atrás – estaria acontecendo, hoje, um ‘resgate paulatino’ dos conhecimentos antiqüíssimos (alguns dizem que brasileiro também – “Baratzil “– mas teria que entrar em assuntos muito ´obtusos’, como “onde ‘ficava’ a Lemúria, para comentar algo ...)


Finalmente chego à terceira ‘hipótese’ – a mais amplamente aceita pela imensa maioria dos umbandistas. A Umbanda surgiu com a manifestação mediúnica do espírito que se denominou “Caboclo Sete Encruzilhadas”, em um Centro Espírita (então filiado a FEB), no ano de 1908, em Niterói (próximo ao Rio). Tudo, seja o aspecto prático seja o aspecto de conhecimentos, fora introduzido A PARTIR dessa manifestação.

O próprio caboclo, na citada manifestação, disse claramente que ali se iniciava uma NOVA religião, e logo colocou alguns ‘princípios’ (para a então nova religião que estava sendo ‘oficializada’).

Dentre outros, alguns desses ‘princípios’:

- a NÃO cobrança, em hipótese alguma;

- o uso de roupa branca, com a conseqüente nivelação’ dos mediuns, já colocando em prática a humildade – verdadeira “viga-mestra’ da Umbanda – e a não-hierarquização dentre os mediuns encarnados;

- a aceitação de quaisquer pessoas, independentemente de credos, raças ou quaisquer outros ‘atributos pessoais’;

- a NÃO utilização de sacrifícios de animais;

- a ritualística, ou seja, a MANIPULAÇÃO energética objetivando determinados finalidades (formação da egrégora do terreiro, limpeza áurica, etc)



Bem, está aí uma ‘panorâmica geral’ (bem geral .. rs) das origens diferentes do Espiritismo, do Candomblé e da Umbanda.

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